Segundo ex-aluno, os anos de DCC/UFMG durante a graduação, mestrado e doutorado  definiram seus objetivos e quem é hoje profissionalmente

Ex-aluno do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC/UFMG), Ricardo Augusto Rabelo Oliveira, atualmente é professor associado IV na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), no Departamento de Computação. Também é professor credenciado no Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico da UFOP e no Programa de Pós-graduação em Instrumentação, Controle e Automação de Processos de Mineração da UFOP (PROFICAM), em parceria com o Instituto Tecnológico da Vale. Além disso, é bolsista produtividade CNPQ em desenvolvimento tecnológico, DT, líder do grupo de pesquisa iMobilis, assim como há 11 anos é coordenador-chefe do Laboratorio iMobilis, onde realiza pesquisas na área de computação móvel, com ênfase em indústria 4.0 e inteligência artificial em sistemas embarcados.

Envolvido em diversos trabalhos, Ricardo contribui  na formação de mestres e doutores em projetos de parceria com a indústria, com empresas como a Vale e Seva, onde alia produção científica e tecnológica. Muitos dos egressos do Laboratório em que atua hoje estão em startups de sucesso na região de Ouro Preto, assim como bem sucedidos na academia. Desde quando entrou na Universidade, Ricardo colabora diretamente para o ecossistema de inovação e empreendedorismo em Ouro Preto e na UFOP. “Minha carreira foi inspirada e pautada nos exemplos que tive no DCC/UFMG. Fiz graduação, mestrado e doutorado no Departamento. Entrei no curso de bacharelado em Ciência da Computação em 1997 e me formei em 2001. Voltei ao DCC, no mestrado, no ano de 2003, e saí em 2008 ao terminar meu doutorado. Durante a graduação fui orientado, na iniciação científica, pelo professor Arnaldo de Albuquerque Araujo, durante minha participação no NPDI, de 1999 a 2000. Já no trabalho final do curso, no mestrado e doutorado fui orientado pelo professor Antonio Alfredo Ferreira Loureiro. As experiências e exemplos dos meus orientadores e demais professores foram fundamentais para minha formação e o sucesso de hoje. Durante o mestrado pude participar do projeto SENSORNET, entre 2002 e 2005, quando conheci a fundo a excelente gestão e produção científica deste projeto de grande porte que o DCC na época sediou. Participei de vários congressos e workshops, sendo vencedor do prêmio de melhor artigo do SBRC em 2005, em uma publicação oriunda de meu mestrado com o professor Loureiro”, conta orgulhoso.

Quanto aos colegas da graduação, mestrado e doutorado, Ricardo também afirma que teve excelentes exemplos, mestrado e doutorado. Muitos destes colegas, segundo o ex-aluno, são professores de universidades federais. “Mantemos parcerias em projetos e orientações, foram muitas amizades feitas para a vida toda, sempre recordando com muita alegria os momentos vividos durante nossa estadia no DCC/UFMG. Sempre que possível, nos reencontramos para lembrar de “causos” da época”, relembra saudoso.

Com o objetivo de crescer profissionalmente, o ex-estudante sempre se espelhou nos profissionais que conviveu no DCC. “Foram muitos anos de vivências extremamente ricas, que definiram o que sou hoje e meus objetivos, mas o mais relevante foram as amizades que fiz e tenho até hoje, do ensino de excelência e oportunidades, além da enorme referência do professor Loureiro, que é um pesquisador em escala mundial e que muito me ensinou. Tenho como meta ser como ele um dia”, concluiu.

Para o professor Loureiro, Ricardo é um pesquisador por excelência, o que demonstrou não só enquanto aluno no DCC/UFMG, quando fez trabalhos inovadores, mas, também, na trajetória acadêmica desde que se tornou professor da UFOP. “Conheci o Ricardo Rabelo quando foi meu aluno na disciplina Redes de Computadores, durante o Bacharelado em Ciência da Computação, ao final da década de 1990, início de 2000. Ele era um dos dez alunos que já conhecia o assunto do trabalho prático final da disciplina e sugeri a eles um outro problema. Propus ao grupo trabalhar com a ferramenta de simulação de redes ns-2, que estava sendo bastante usada pela comunidade científica da área. Ele foi o único que concluiu o trabalho com sucesso. Após a disciplina, pedi que compartilhasse seu conhecimento com outros alunos do Laboratório de Redes, o que fez prontamente. A partir daí, começamos a trabalhar juntos e o orientei tanto no mestrado quanto no doutorado do PPGCC/UFMG. A motivação e o desafio para fazer o trabalho prático da disciplina de redes, que era totalmente desconhecido para ele, mas também investigar novos problemas, são a força que o move. O Ricardo estabeleceu e consolidou seu próprio grupo de pesquisa na UFOP e tem tido uma carreira acadêmica de muito sucesso, levando seu conhecimento, visão e objetivos a novos alunos. Foi uma honra para mim ter trabalhado com ele por vários anos e ser colega atualmente” afirmou orgulhoso.

Saiba mais sobre o Ricardo em suas redes: Linkedin, Instagram e Researchgate.

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