Gratidão pelo DCC/UFMG marca trajetória de ex-aluno

Ricardo Terra foi aluno do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC/UFMG) de 2006 a 2013. Durante o curso de especialização em Análise de Sistema, conheceu  o professor Roberto da Silva Bigonha, que o motivou a tentar o doutorado. Assim, logo após concluir o mestrado, ingressou no doutorado sob orientação dos professores Bigonha e Marco Túlio de Oliveira Valente, que durante o mestrado o fez se interessar pela pesquisa. Segundo o ex-aluno, o período em que esteve no Departamento foi marcado pela qualidade dos orientadores, apoio na escrita de artigos, suporte financeiro para apresentação de artigos e a excelente estrutura do DCC/UFMG. Ricardo foi bolsista de produtividade do CNPq, e atualmente é professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), também no Departamento de Ciência da Computação. 

De acordo com o ex-aluno, o DCC/UFMG tem um dos melhores e mais sérios programas de pós-graduação do país, se não for o melhor, mas que requer muita dedicação e empenho. “O DCC representou e ainda representa tudo que precisei para estar onde estou. Sofri muito com as provas de qualificação. Na última prova, fiquei tão nervoso que fui fazê-la mesmo com “piriri”. Mas, valeu a pena! O DCC contribuiu 100% para estar onde estou e ser o que sou (pesquisador e professor).”, contou agradecido.

Durante a trajetória no Departamento, conforme Ricardo, muitas dificuldades foram vencidas, o que trouxe o amadurecimento como estudante, profissional e pessoa. Para ele, o DCC contribuiu com tudo e em tudo em sua vida. “O DCC contribuiu com tudo que tenho, enfim, só coisas positivas que agregaram a minha vida profissional e pessoal. Os quatro anos de doutorado me marcaram muito, dediquei demasiado esforço, mas obtive muito conhecimento”, contou.

Ao mesmo tempo, para vencer todas as dificuldades, segundo o ex-aluno, o apoio incondicional dos funcionários e de seus orientadores foi fundamental. “Não posso deixar de citar todo e agradecer tudo que tive no DCC, principalmente da Renata Viana Moraes, sempre muito solícita, da Sônia Lúcia Borges Vaz de Melo, que apesar do seu jeito muito sério, sempre me acolheu com muito carinho e disposição para ajudar, além da Sheila Lúcia dos Santos. Da mesma forma, admiro imensamente o professor Marco Túlio, o considero como um segundo pai. O professor Bigonha então, nossa, somos amigos até hoje, conversamos constantemente”, relatou emocionado.

Ricardo contou que graças ao DCC conseguiu fazer o doutorado “sanduíche”, com o professor Krzysztof Czarneck, na University of Waterloo, do Canadá e, mesmo após concluir o doutorado, o professor Marco Túlio lhe proporcionou fazer o pós-doutorado na França, com o professor Nicolas Anquetil, no Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique (INRIA).

Desde 2014, após o doutorado, o ex-aluno publicou mais de 50 artigos em conferências e periódicos nacionais e internacionais, recebendo menções honrosas quase todos os anos. Em 2014, foi autor do segundo melhor artigo do MSR (Challenge Track); em 2015, foi orientador do melhor artigo do CIbSE SET, da terceira melhor ferramenta no CBSoft Tools e do melhor artigo no ELA-ES; em 2016, foi orientador do melhor artigo do VEM e do segundo melhor artigo do SBCARS; em 2017, foi orientador de uma das nove melhores IC pelo CTIC/SBC; em 2018, recebeu o prêmio de melhor artigo do XVII Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS) e em 2019, foi orientador de mestrado do aluno Christian Marlon Souza Couto, classificado em 2º lugar entre as melhores dissertações de mestrado em Qualidade de Software (CTDQS/SBQS).

O professor Marco Túlio conheceu o Ricardo ainda na graduação e depois foi também seu orientador de mestrado. “Ricardo sempre foi muito animado, entusiasmado, comunicativo e dedicado aos estudos e trabalho, tanto no mestrado como no doutorado. Ele foi um dos meus primeiros alunos, tendo concluído ambos com grande sucesso e competência. Suas pesquisas continuamente conseguiram alinhar qualidade acadêmica com potencial de impacto prático”, falou.

Já para o professor Bigonha, Ricardo é um excelente exemplo de ex-aluno do DCC e muito bem sucedido na carreira acadêmica. “Conheci o Ricardo em 2006, quando  ingressou na UFMG, como aluno, no Curso de Especialização em Análise de Sistema. Seu caráter extrovertido, participativo, de fácil relacionamento com colegas e professores o colocaram em posição de destaque nas salas de aulas. Além disso, a viva participação nas salas de aula e, claro, comprometimento com as atividades acadêmicas desenvolvidas na especialização, sempre com uma mente aberta a conhecer novas áreas de pesquisa, levou-me a orientá-lo no trabalho de monografia de fim de curso. Em paralelo com a especialização, Terra cursou com sucesso o mestrado em Informática, na PUC-MG, e, em 2009, já com os títulos de especialista e mestre, ingressou ao doutorado do nosso programa de pós-graduação, quando, sob a minha orientação e coorientação do professor Marco Túlio, obteve o grau de doutor em Ciência da Computação, em 2013. Terra sempre revelou a evidente vocação para a área acadêmica, a qual trilha de forma relevante e competente, desde 2007. Logo após a graduação em Ciência da Computação, envolveu-se no ensino de Computação em faculdades de Belo Horizonte e, após o doutorado, em 2013, ingressou no corpo docente da Universidade de São João Del Rey. Depois, em 2014, consolidou definitivamente a carreira como professor universitário e pesquisador da UFLA, sendo autor de mais de meia centena de artigos científicos com relevante contribuição científica e tecnológica para o avanço da Engenharia de Software. Sinto-me privilegiado em ter participado de sua formação acadêmica”, relatou emocionado.

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