Ex-aluno do DCC afirma que experiência vivida no Laboratório de Banco de Dados foi crucial em sua vida profissional e pessoal

Orientado pelo professor Marcos André Gonçalves, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC/UFMG), Daniel Hasan Dalip cursou, entre 2007 e 2015, o mestrado e o doutorado no Departamento. De acordo com o ex-aluno, tudo que viveu e aprendeu foi muito relevante e falar sobre o DCC desperta uma memória afetiva muito boa. Enquanto fazia o mestrado, o ex-aluno trabalhava, mas sonhava vivenciar o Laboratório de Banco de Dados (LBD) de forma exclusiva, o que conseguiu realizar durante o doutorado. “A interação social que tive dentro do LBD foi um diferencial em minha vida, pois consegui aprimorar minhas habilidades sócio-comportamentais, estando imerso e dedicado àquele ambiente colaborativo. Além disso, fui muito bem orientado pelos professores Marcos Gonçalves e Marco Cristo (UFAM)”, conta.

Segundo Daniel, foram muitas amizades construídas enquanto permaneceu no DCC, além da oportunidade de aperfeiçoar os seus conhecimentos. “Muitas das amizades que construí permanecem até hoje. No DCC aprendi e cresci profissionalmente, representou muito enquanto estive lá e ainda hoje representa. No Departamento adquiri conhecimentos complementares à graduação, aprendi metodologias de pesquisas e aprimorei meu senso crítico. Passei a olhar a academia com outros olhos e hoje estou muito feliz em ser professor e pesquisador.” 

Conforme Daniel, essa trajetória, assim como a de vários alunos, também foi marcada por alguns desafios. “Fiz a graduação em outra instituição com formas de avaliação e ensino diferentes, além do conteúdo ser menos aprofundado do que no mestrado. Por isso, tive que reorganizar e aprimorar minha forma de estudar. Dividir o tempo e ter um rendimento satisfatório era muito difícil para mim, já que também trabalhava. Apesar de desafiador, esse processo de mudança foi importante, pois me proporcionou conhecer outras formas de estudo, de ensino, relações e maneiras diversificadas de solucionar os problemas do dia a dia.

Apaixonado pela Ciência da Computação e muito engajado na área de ensino e pesquisa, Daniel é professor no ensino médio e na graduação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), onde participa de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, alguns em parcerias com empresas. É também coordenador de inovação e empreendedorismo, um setor composto pelo núcleo de empresas juniores; incubadoras de empresas; oficina de ideias e equipe de propriedade intelectual e transferência de tecnologias. 

Para o ex-estudante, a dificuldade durante o mestrado também o ajudou a ser um professor melhor e a criar empatia por seus alunos. “Tive dificuldades na disciplina Recuperação de Informação e, hoje, a leciono. Esse fato me ensinou a ser um professor melhor, a ter um olhar diferenciado para os meus alunos e a compreender as suas dificuldades, já que também passei por isso enquanto aluno”, conta. Ao mesmo tempo, a participação em congressos no Brasil e em outros países, de acordo com Daniel, contribuiu não só em sua formação como professor, mas, também, trouxe uma experiência social rica. “Pude participar de vários congressos para apresentar trabalhos, conheci outras realidades, outras culturas e aprendi bastante. Tudo isso me ajudou pessoalmente e profissionalmente também”, afirma.

Daniel aconselha os estudantes que desejam ingressar no mestrado a buscarem espaços colaborativos de pesquisa, como o DCC e o Programa de Pós-Graduação em Modelagem Matemática e Computacional no CEFET-MG. Ele ressalta que a experiência do mestrado é totalmente diferente e abre possibilidades, mas, para isso, o estudante tem que observar alguns aspectos antes de entrar em um mestrado/doutorado “Escolher um tema que seja de seu interesse, ter um orientador compatível e de acordo com o seu perfil e dedicar aos estudos é primordial. Além disso, a organização é fundamental, já que os projetos têm longo prazo, mas necessitam de dedicação constante. O mestrado e o doutorado podem contribuir não só para quem deseja seguir uma carreira acadêmica, como também para alunos que querem construir uma carreira fora da academia”, concluiu.

Segundo o professor Marcos André, o Hasan foi um dos alunos mais brilhantes e esforçados que já passaram pelo LBD sob sua orientação, além das maiores evoluções que acompanhou em termos de maturidade científica. “Ao iniciar o mestrado, era notório que o Hasan tinha algumas deficiências de formação que foram rapidamente sanadas e sobrepujadas com esforço e talento. Ao final do doutorado, o Hasan produziu um trabalho científico sólido e de altíssima qualidade, que foi premiado em múltiplos fóruns. Ele recebeu um Google Latin America Research Award (Google LARA) por duas vez, um Best Student Paper Award na ACM/IEEE Joint Conference on Digital Libraries, o 3o lugar no Concurso de Teses e Dissertações em Inteligência Artificial e Computacional (CTD-IAC) e o 1o. Lugar no Concurso de Teses e Dissertações em Banco de Dados (CTD-BD), ambos promovidos pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). O exemplo do Hasan mostra claramente que com talento, mas principalmente com trabalho duro, pode se alcançar qualquer coisa que se deseje”, contou orgulhoso.

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