Outubro Rosa: fachada do DCC ganha iluminação rosa para chamar atenção para o câncer de mama

O Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG está com a fachada iluminada de rosa durante o mês de outubro, em referência ao Outubro Rosa, período dedicado à conscientização sobre o câncer de mama. A iluminação utiliza o prédio do Departamento como espaço de comunicação com estudantes, professores, técnicos-administrativos e demais pessoas que circulam pelo Instituto de Ciências Exatas (ICEx).

Segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), publicada para o triênio 2026–2028, o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano. O número corresponde a uma taxa estimada de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. Entre os tipos de câncer que mais atingem as mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama representa 30% dos casos estimados para 2026, sendo o mais incidente neste grupo.

Em Minas Gerais, a estimativa para 2026 é de 8.430 novos casos de câncer de mama, com uma taxa bruta de 77,05 casos para cada 100 mil mulheres. O câncer de mama é também a neoplasia mais incidente entre as mulheres mineiras, considerando os tumores que não são de pele não melanoma.

Além da incidência, os dados de mortalidade mostram a dimensão do problema. De acordo com o INCA, 20.849 mulheres morreram por câncer de mama no Brasil em 2024, dado mais recente disponível no Atlas de Mortalidade por Câncer.

A detecção precoce está entre as principais estratégias de controle da doença. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que o rastreamento mamográfico populacional no Sistema Único de Saúde (SUS) seja realizado em mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. A mudança, adotada em setembro de 2025, ampliou a faixa etária anteriormente utilizada de 50 a 69 anos. Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos, sem sinais ou sintomas suspeitos, também podem realizar a mamografia de rastreamento pelo SUS, desde que a decisão seja tomada com orientação de um profissional de saúde, considerando os possíveis benefícios e riscos.

A mamografia de rastreamento é destinada a pessoas sem sinais ou sintomas da doença. Já diante de alterações suspeitas, a investigação diagnóstica pode ser indicada independentemente da idade. Entre os sinais que devem ser avaliados estão nódulo persistente na mama ou axila, alterações na pele, mudança no formato da mama, retração do mamilo e secreção sanguinolenta.

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde também vem ampliando as ações relacionadas ao diagnóstico do câncer de mama. O Relatório Anual de Gestão de 2025 registra medidas como a aquisição e substituição de mamógrafos e ações para ampliar a oferta de exames. Para 2026, a SES-MG prevê a continuidade do trabalho para aumentar a realização de mamografias de rastreamento e também a celebração de convênio para exames de genotipagem dos genes BRCA1 e BRCA2 para mulheres com alto risco de câncer de mama ou ovário, de acordo com critérios clínicos.

A campanha Outubro Rosa, instituída no calendário nacional pela Lei nº 13.733/2018, integra o calendário de saúde do Ministério da Saúde. A iluminação da fachada do DCC durante outubro acompanha essa mobilização e leva para o espaço universitário informações sobre uma doença que permanece entre os principais problemas de saúde pública relacionados à população feminina no país.

Fontes: Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

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