Ex-aluna atribui ao DCC transformação e preparo para um mundo de possibilidades profissionais e acadêmicas

Formada em Sistemas de Informação pelo Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC/UFMG), em agosto de 2021, Clarissa Lima Loures, desde os 13 anos, tinha paixão pela computação, pela robótica e sonhava em trabalhar na área. Nessa época, seus pais a inscreveram em um curso de robótica, o que iniciou o caminho para o sonho. O curso era noturno e, como morava distante, atravessava a cidade para assistir às aulas, levada pela mãe que aguardava por mais de uma hora na portaria da escola. Esse foi o primeiro contato da ex-aluna do DCC com programação, diferente do que faz hoje, mas acendeu a paixão pela área.

Posteriormente, seguindo a paixão de criança, a computação e o curso de sistemas de informação entraram na vida da Clarissa. “Cursar Sistemas de Informação no DCC foi uma das melhores decisões que tive na vida, me encontrei completamente na área desde o início. Devo muito a minha mãe por ter acendido essa minha paixão e me apoiar sempre”, afirmou. O primeiro contato com a visão computacional, o aprendizado de máquina e a robótica que teve no Laboratório de Visão Computacional e Robótica (VeRLab), incandesceu a busca pelo conhecimento e aprendizagem cada vez maiores por temas que considera pilares e a encanta.

As diversas oportunidades oferecidas enquanto os alunos estão na UFMG foram aproveitadas pela ex-aluna. Clarissa participou do Laboratório de Bioengenharia (LABBIO), do Departamento de Engenharia Mecânica, que despertou outra paixão, já que uniu a robótica, a visão computacional e o aprendizado de máquinas focado na medicina. Posteriormente, migrou para o Laboratório de Inteligência Artificial (LIA), onde foi orientada no trabalho final do curso e no API – disciplina dentro do curso de Sistemas de Informação – pelo professor do DCC Adriano Alonso Veloso. “Sou muito grata ao Departamento e a UFMG por tudo, fui transformada enquanto estive lá, além de tudo que fiz na área também fiz o curso de mandarim, o que muito agregou, mudei muito da pessoa que entrei para a que saiu. Me tornei mais segura em meus objetivos e o que quero pra mim. O DCC me proporcionou bagagem de experiência e conhecimentos incríveis, o que me deu confiança para buscar mais conhecimentos ainda”, disse.

Segundo o professor Adriano, Clarissa foi uma aluna merecedora de muitos elogios. “Ela tem uma energia contagiante e uma imensa vontade de aprender. É muito organizada e capaz de se aprofundar em temas extremamente sofisticados. Foi uma aluna com independência de ideias e altamente competente”, contou.

Com o auxílio de colegas do DCC, em especial a Maila, todos de forma voluntária, a ex-estudante do DCC criou o projeto “Programação 101”, um curso que tinha o objetivo de ensinar alunos calouros e interessados externos à programação. “Iniciamos o projeto com quatro pessoas e chegamos a vinte voluntários. Trabalhávamos muito, nas nossas férias, mas era muito gratificante. Conseguimos quebrar o tabu de que a programação não é para todos. Tenho muito orgulho desse projeto, com pouca experiência conseguimos montar um curso para transformar a vida das pessoas”, comemorou.

Clarissa saiu do “Programa 101” para montar outros projetos e investir em planos pessoais. É co-criadora da Automaladies, uma comunidade de mulheres da engenharia e tecnologia e criadora do @clarissalimatech, no Instagram, onde posta conteúdos sobre aprendizado de máquina para pessoas que queiram entrar na área. Com estes projetos pessoais, tem por objetivo incentivar as mulheres a ingressarem na área de STEM e contribuir com àqueles que desejam aprender sobre Visão Computacional e Aprendizado de Máquinas, apresentando materiais e conteúdos que possam ajudar em suas jornadas “Busco democratizar e criar o máximo de conteúdo possível em português, para que todas as pessoas possam ter acesso. Quero contribuir de alguma forma para que mais pessoas possam ingressar na profissão”, disse.

Ainda durante o curso no DCC, Clarissa buscou outra graduação, desta vez na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG) e, apesar das dificuldades em realizar dois cursos ao mesmo tempo, ao final do próximo ano se tornará também bacharel em Controle e Automação. “Apesar da jornada difícil, sinto que preciso disso e para alcançar meus objetivos. Tenho muito interesse pela área acadêmica e espero conseguir aproveitar ainda mais, nos próximos anos. Estou animada pelo que está por vir, tenho um mar de opções a partir de agora”, falou.

Clarissa fez estágio na área de 2019 a 2020 e, ainda estudante do DCC, foi contratada como engenheira de software na Accenture. “Fui moldada no DCC,  minha personalidade e o que sou. Os quatro anos e meio que passei no Departamento me fizeram enxergar um mundo de possibilidades e isso não tem preço”, concluiu.

Saiba mais sobre a Clarissa em suas redes:

  • Linkedin: https://www.linkedin.com/in/clarissalimaloures/
  • Instagram: @clarissalimatech
  • Instagram Comunidade: @automaladies

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