SBBD 2026 homenageia o professor Marcos André Gonçalves por sua trajetória em Dados e IA

O professor do Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG, Marcos André Gonçalves, foi escolhido como Pesquisador Homenageado do SBBD 2026 pela Comissão Especial de Banco de Dados da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). A homenagem reconhece sua trajetória de mais de 30 anos de pesquisa e suas contribuições para as áreas de Banco de Dados, Recuperação de Informação e Inteligência Artificial.

Professor Titular do DCC, Marcos André Gonçalves atua principalmente nas áreas de Recuperação de Informação, Aprendizado de Máquina e Processamento de Linguagem Natural. Ao longo da carreira, publicou mais de 400 artigos científicos, possui índice h 62 e acumula mais de 15 mil citações. O pesquisador também integra o ranking elaborado pela Universidade Stanford, que identifica cientistas de maior impacto em diferentes áreas do conhecimento.

Além disso, é Bolsista de Produtividade em Pesquisa nível 1-A do CNPq, diretor do INCT-TILDIAR e membro efetivo do Comitê de Assessoramento de Ciência da Computação (CA-CC) do CNPq. Tem ainda ampla atuação em conferências, periódicos e comitês científicos nacionais e internacionais. Entre os reconhecimentos recebidos ao longo da carreira, destacam-se um Prêmio CAPES de Tese e uma menção honrosa no mesmo prêmio, concedidos a trabalhos desenvolvidos sob sua orientação, além de outras premiações por sua produção científica e pela formação de pesquisadores.

Durante o SBBD 2026, o professor apresentou a palestra “Relevância Científica em Espiral: como permanecer cientificamente relevante por 30 anos em Dados e IA”. A partir de sua trajetória, propôs uma reflexão sobre como manter a relevância científica em uma área marcada por rápidas transformações. A metáfora da espiral representa uma trajetória que preserva seus fundamentos e os conhecimentos acumulados enquanto amplia o alcance da pesquisa e a responsabilidade de quem a desenvolve.

Para o professor, a homenagem foi também uma oportunidade de revisitar sua trajetória e refletir sobre esse processo. “Permanecer relevante não significa perseguir cada nova onda tecnológica, mas preservar a estrutura das perguntas e reformulá-las em novas escalas. Cada volta da trajetória carrega a anterior, amplia o alcance da pesquisa e aumenta nossa responsabilidade”, afirmou.

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