Iluminação especial do prédio do DCC marca campanha Fevereiro Roxo e Laranja

O mês de fevereiro é marcado por ações de conscientização voltadas à saúde, reunidas nas campanhas Fevereiro Roxo e Laranja, que alertam para doenças crônicas como Alzheimer, lúpus e fibromialgia, representadas pela cor roxa, além da leucemia, com a cor laranja. Participando da campanha, o Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG realiza uma ação simbólica para chamar a atenção da comunidade acadêmica e da sociedade, iluminando o prédio do departamento com parte da fachada na cor roxa e a outra parte na cor laranja.

O objetivo é ampliar o debate sobre saúde e bem-estar, mesmo em um ambiente voltado à tecnologia e à ciência computacional e, assim, reforçar a importância do cuidado, da informação e da empatia com pessoas afetadas por essas condições. Segundo o chefe do DCC, professor Heitor Ramos, ações como essa ajudam a aproximar a universidade da realidade social. “Encerrar o dia vendo o prédio iluminado nessas cores é um lembrete de que ciência, tecnologia e humanidade caminham juntas. Cuidar da saúde é um compromisso de todos e deve ser constante”, afirma.

Entre os temas do Fevereiro Roxo, o Alzheimer destaca-se como um dos maiores desafios de saúde pública associados ao envelhecimento da população. Em Minas Gerais, estima-se que centenas de milhares de pessoas convivam com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer a forma mais comum. Pesquisas desenvolvidas no DCC têm contribuído para esse debate ao explorar o uso de inteligência artificial, análise de dados e modelagem computacional no apoio ao estudo de doenças neurodegenerativas, demonstrando como a computação pode auxiliar na compreensão de padrões cognitivos e no avanço da pesquisa científica.

O lúpus e a fibromialgia, também representados pela cor roxa, são doenças crônicas que impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Em Minas Gerais, serviços de saúde acompanham um número expressivo de pessoas diagnosticadas, principalmente mulheres, que enfrentam dores persistentes, fadiga e limitações funcionais. O acompanhamento médico, aliado ao suporte psicológico e social, é fundamental para o controle dos sintomas e para a manutenção da autonomia.

Já o Fevereiro Laranja chama atenção para a leucemia, câncer que afeta o sangue e pode atingir pessoas de todas as idades. Dados de saúde pública indicam que Minas Gerais está entre os estados com grande volume de pacientes em tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que reforça a importância da informação, do diagnóstico precoce e do incentivo à doação de sangue e de medula óssea.

Para o professor Heitor Ramos, iluminar o prédio do DCC não é apenas um gesto simbólico, mas um estímulo à reflexão. “Mais do que representar a campanha para precaução com certas doenças, essas cores representam pessoas, famílias e histórias, e é fundamental que a comunidade acadêmica também se envolva nesse cuidado”, conclui.

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