Robôs em caça ao mosquito Aedes Aegypti

Os alunos Marina Werneck, João Paulo Lana, João Paulo Castanheira e Caio Vaz trabalham na programação do robô Alice
É hora de dar os últimos ajustes no robô I.S.I.W.Y. (I Swear It Worked Yesterday), projetado pelos alunos Camilla Gomes Fernandes, Dourival Pimentel Carneiro, Gabriela Luiza Costa, Ivan Fernandes D’Alcantara

O mosquito aedes aegypti é hoje um verdadeiro vilão que nos assombra todos os dias. Ele transmite a dengue, a febre chikungunya e o zika vírus. Mas, e se existissem robôs especializados em encontrar e eliminar os focos de reprodução do mosquito? É com esta proposta que os alunos da disciplina de Introdução à Robótica, do Departamento de Ciência da Computação, estão trabalhando.

No próximo dia 27 de junho (segunda-feira), às 18h30, no Auditório 3 do ICEx, será realizada mais uma edição da Competição de Robôs Autônomos. Hora dos Robôs Caça-Aedes entrarem em ação e competirem entre si, hora de comprovar quais estão mais aptos a detectar os focos de dengue. A primeira competição desse tipo no Departamento aconteceu ainda na década de 1990. Desde então, as equipes de alunos desenvolvem seus robôs, com diferentes propósitos. Eles já resgataram sobreviventes de acidentes aéreos, já foram mineradores, sempre lidando com temas atuais, atrelados ao momento em que são construídos.

 
Giovanni Ferreira e Henrique Furtado apresentam Mr. Robot, um projeto realizado por eles, Bruna Lacerda e Thiago Matos
O robô Alice recebe os últimos acertos antes de mais um teste

Os robôs da competição deste ano foram desenvolvidos pelos 31 alunos, divididos em oito grupos, que fazem parte da disciplina ministrada pelo professor Douglas Macharet. Giovanni Ferreira e Henrique Furtado são responsáveis pelo desenvolvimento do Mr. Robot, robô que ganhou esse nome inspirado no título de uma séria americana. Henrique Furtado, aluno do 7º período do curso de Bacharelado em Ciência da Computação, destaca que a disciplina de Robótica é importante por dar oportunidade aos alunos de colocarem em prática o que aprendem em disciplinas teóricas.

A experiência atrai muitos participantes, de diferentes cursos. João Paulo Lana, aluno do 7° período do curso de Engenharia de Controle e Automação e um dos criadores do robô Alice, afirma que a importância de todo o trabalho desenvolvido está, principalmente, em ter contato com a programação e montagem de robôs, tendo o auxílio do professor em cada fase de desenvolvimento. De acordo com Douglas Macharet, na disciplina são trabalhadas técnicas de controle e de processamento de sinais, planejamento, mapeamento, localização: uma visão ampla sobre a área de robótica, a ser aprofundada na disciplina de Robótica Móvel, ofertada no segundo período. “É para os alunos terem esse feeling mais de uma coisa real, que não é só fazer o programa. O que é o mundo real? Quando você coloca a coisa no mundo real, tudo pode dar errado”, afirma o professor.

Montar os robôs exige dedicação. “Aqui, muitas vezes, o que dá certo no papel não dá certo na prática”, aponta Henrique. Mr. Robot é um pouco mais alto que os demais robôs, tem dois motores, alguns sensores e um único objetivo: realizar as tarefas propostas para a competição. “É uma experiência diferente”, descreve Giovanni, aluno do 2º período do curso de Sistemas de Informação. Ainda no início do curso, Giovanni já identifica na Robótica uma de suas áreas de interesse.

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