Laboratório de Universalização de Acesso

Pense em como era difícil, no início dos anos 2000, ter um computador em casa, na universidade ou na empresa onde trabalhava. A internet havia se popularizado na década anterior, mas os equipamentos ainda exigiam um valor muito alto. Os custos para a produção de um computador eram elevados. A solução, então, seria projetar um equipamento de baixo custo, montado a partir de peças existentes no mercado, não? Pensando nisso, foi criado o projeto Computador Popular, primeira iniciativa do Laboratório de Universalização de Acesso (LUAR), coordenado pelo professor Sérgio Vale Aguiar Campos. Os primeiros resultados do projeto foram alcançados logo no início de 2001, quando computadores de baixo custo foram projetados, especialmente para escolas.

Com o passar dos anos os focos das pesquisas desenvolvidas no laboratório foram mudando, adaptando-se ao novo cenário da computação e às novas parcerias e possibilidades encontradas pelo grupo. Desde 2003, por exemplo, os desenvolvedores, sênior ou júnior, como preferem ser chamados os integrantes do LUAR, trabalham também na área da bioinformática, mas nunca esquecendo seu objetivo principal: universalizar o acesso à internet ou aos dados que são produto de uma boa gestão. As pesquisas recentes são realizadas em parceria com o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

O LUAR é um laboratório essencialmente interdisciplinar: desde a física até a biologia, passando pela química ou pela medicina, todas são possibilidades para desenvolver bons trabalhos, áreas para as quais é possível criar ferramentas. O pré-requisito para começarem as parcerias é a amizade. A partir do diálogo e das parcerias surgem novas possibilidades de pesquisa e a expansão dos campos de atuação. O laboratório conta, atualmente, com uma pesquisadora de pós-doutorado, Alessandra Faria Campos, que gerencia os trabalhos, e desenvolvedores sênior e júnior. Segundo essa estrutura, os pesquisadores mais experientes apoiam aqueles que recentemente passaram a compor o quadro do LUAR. Um desenvolvedor sênior pode ser um aluno de pós-graduação ou de graduação, desde que possua a experiência necessária. São realizadas reuniões semanais, onde os desenvolvedores compartilha o andamento dos projetos e discutem os novos caminhos a serem adotados.

Atualmente são trabalhadas duas linhas de pesquisa com o Inmetro: o desenvolvimento de um sistema que garanta a gestão de boas práticas de laboratório e um outro sistema para gestão de dados experimentais em substituição à utilização de animais. Em ambos os casos o LUAR está focado no aperfeiçoamento das práticas de laboratório a partir da Computação, utilizando-se de sistemas dinâmicos que potencializem as pesquisas e produções desenvolvidas pelos outros campos. As pesquisas realizadas pelo laboratório atrelam teoria e prática, culminando no desenvolvimento de produtos que possam ser utilizado por empresas e instituições, mas sem perder de vista o desenvolvimento da ciência. Os softwares desenvolvidos são utilizados pelos parceiros, gerando dados de pesquisa e tornando possível o aperfeiçoamento do software original, em um processo cíclico de pesquisa e desenvolvimento. Por este caminho o LUAR vai, a cada dia, universalizando o acesso à internet e aos dados que por ela podem circular.

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Entrevista: Professor Dr. Sérgio Vale Aguiar Campos

Equipe do LUAR

PROFESSORES

Sérgio Vale Aguiar Campos

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