Laboratório de Bioinformática e Sistemas

Desenvolver um exame de sangue que consiga detectar a fase na qual se encontra um câncer de mama. Descobrir novos alvos e inibidores para bactérias super-resistentes aos antibióticos atuais. Encontrar um inibidor para a ricina, proteína presente nas sementes de mamona que, se inalada, pode matar um ser humano em cerca de quatro horas. Catalogar tipos de antígeno leucocitário humano (no inglês, HLA) que ocorrem no Brasil e que são importantes para a realização de transplantes e na identificação de doenças genéticas autoimunes. Estas são algumas das pesquisas que estão sendo desenvolvidas na interface entre os campos da biologia e da informática pelo Laboratório de Bioinformática e Sistemas (LBS), criado em janeiro de 2010 e coordenado pelo professor Marcos Augusto dos Santos.

O LBS está ligado ao Programa Interunidades de Pós-Graduação em Bioinformática, uma iniciativa criada em 2003 pelos Departamentos de Bioquímica e Imunologia (DBI) e de Ciência da Computação (DCC), em parceria com mais cinco departamentos pertencentes aos Institutos de Ciências Biológicas e de Ciências Exatas e à Escola de Engenharia. O programa oferece o curso em nível de Doutorado desde sua criação e em nível de Mestrado desde 2012. O laboratório conta hoje com 12 discentes do programa que desenvolvem suas pesquisas de pós-graduação no DCC.

As duas principais linhas de pesquisa do LBS são Bioinformática Estrutural, campo de trabalho da professora Raquel Cardoso de Melo Minardi, e Mineração de Dados, área à qual se dedica o professor Marcos Augusto dos Santos. O Laboratório possui algumas parcerias com instituições internacionais, como é o caso da Universidade do Porto (Portugal) e do Genoscope (laboratório de bioinformática sediado na França). Além disso, algumas pesquisas são desenvolvidas em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Dentro do Departamento de Ciência da Computação, o LBS tem uma parceria com o e-Speed, laboratório coordenado pelo professor Wagner Meira Junior.

O LBS tem como um de seus preceitos a busca pela realização de pesquisas capazes de inovar e originar patentes. Os pesquisadores consideram que esta atitude é uma das formas de retribuir à sociedade o dinheiro público e o apoio institucional que são investidos nas atividades desenvolvidas no âmbito do laboratório. Possibilitando a descoberta de novos antibióticos ou viabilizando atividades econômicas, os pesquisadores do LBS vêm, nos últimos seis anos, dando passos importantes na área da bioinformática.

Em 2016 os integrantes do Laboratório de Bioinformática e Sistemas foram contemplados pelo Programa Google Research Awards for Latin America com a pesquisa “Mecanismo de buscas para um novo uso de antibióticos”, desenvolvida pelo professor Marcos Augusto dos Santos e pela estudante de doutorado Rita Silvério de Magalhães Machado. O projeto foi selecionado entre as quase 500 inscrições realizadas. Além dos integrantes do LBS, mais quatro pesquisas desenvolvidas no DCC foram contempladas entre os 24 ganhadores na América Latina.

Acesse o site do laboratório para saber mais
Entrevista: Professor Dr. Marcos Augusto dos Santos

Equipe do LBS

COORDENADORES

Marcos Augusto dos Santos

  marcos@dcc.ufmg.br  ICEx/DCC, sala 7313, +55 (31) 3409-5871   www

PROFESSORES

Raquel Cardoso de Melo Minardi

  raquelcm@dcc.ufmg.br  ICEx/DCC, sala 7320, +55 (31) 3409-5886   www