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Atualizado: 1 hora 49 minutos atrás

UFMG sedia workshop sobre desenvolvimento de aplicativos acessíveis para o autocuidado em saúde

7 horas 32 minutos atrás

Nos dias 27 e 28, quinta e sexta-feira, o projeto Empoder@, que aborda práticas educativas na área da saúde em suas múltiplas dimensões clínicas, discursivas e culturais, promove a terceira edição de workshop interinstitucional. O tema focalizado nesta edição será , será Modelagem da linguagem no desenvolvimento de aplicativos acessíveis para o autocuidado em saúde. O evento será realizado no auditório da Faculdade de Letras (sala 1007) e no CAD2 (sala B504), no campus Pampulha.

O workshop pretende estimular debates sobre requisitos e necessidades de modelagem da linguagem verbal e da língua de sinais para o desenvolvimento de aplicativos de computação móvel com Agentes Conversacionais Animados (ACA) e para contribuir para a familiarização com aspectos da Língua Brasileira de Sinais (Libras) relevantes para o desenho de práticas inclusivas na área da saúde.

Durante o workshop, o professor Emerson Cabrera Paraíso, da PUC Paraná, abordará os dispositivos de computação móvel com agente conversacional animado. O professor da Faculdade de Letras da UFMG Guilherme Lourenço de Souza vai discorrer sobre a acessibilidade em saúde pública, com foco em Libras, e dará duas oficinas sobre os fundamentos da interação na língua para aplicações visando ao autocuidado em saúde.

As doutorandas da Escola de Enfermagem da UFMG Sumaya Cecílio, Sônia Pereira e Fernanda Chaves, junto com a professora da Fale, Kelen Sant’Anna, farão relatos dos projetos em andamento sobre aplicativos para o autocuidado em condições crônicas, como diabetes mellitus e doença falciforme.

Para fechar o evento, haverá mesa-redonda sobre planejamento de aplicativo acessível para o autocuidado em saúde, com a presença da professora Heloisa de Carvalho Torres, da Escola de Enfermagem da UFMG, do professor da Faculdade de Letras da UFMG Guilherme Lourenço de Souza e do professor Emerson Cabrera Paraíso, da PUC Paraná.

A inscrição para o workshop é gratuita e pode ser feita neste link. Confira a programação do evento.

(Com Assessoria de Comunicação da Escola de Enfermagem)

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Professor da UFMG é o novo membro honorário de academia norte-americana da área de engenharia ambiental

7 horas 37 minutos atrás

Arquivo pessoal

Marcos von Sperling (à direita) com o diploma que recebeu em cerimônia realizada, neste mês, em Washington, nos Estados Unidos

O professor Marcos Von Sperling, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Escola de Engenharia, recebeu, em abril, o título de Membro Honorário Internacional da American Academy of Environmental Engineers and Scientists. O pesquisador é o primeiro brasileiro escolhido pelo conselho de curadores da entidade, sediada nos Estados Unidos, para integrar a academia.

Desde 2014, o título é entregue, anualmente, a pesquisadores que tenham contribuído de forma consistente para o avanço da proteção ambiental ou da saúde humana em seu país. “Essa indicação, além se ser um reconhecimento ao meu trabalho pessoal, também representa a valorização das pesquisas científicas em um país em desenvolvimento como o Brasil”, afirma o professor.

Sperling é doutor em Engenharia Ambiental pelo Imperial College (Inglaterra) e mestre em Engenharia Sanitária pela UFMG. Também integrante da International Water Association, ele desenvolve pesquisas nas áreas de avaliação e controle de processos de tratamento de esgotos e poluição das águas.

A Academy of Environmental Engineers and Scientists é uma associação sem fins lucrativos que reúne pesquisadores dos campos da engenharia e ciências ambientais. A entidade oferece treinamentos por meio de workshops e seminários, patrocina conferências universitárias e publica um periódico e outros materiais de referência na área.

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Juiz da Corte Internacional de Justiça ministrará palestra na Faculdade de Direito

7 horas 43 minutos atrás

Antônio Cruz / Agência Brasil

Antônio Augusto Cançado Trindade foi eleito juiz da Corte Internacional de Justiça com os votos de 163 dos 192 estados membros da Assembléia Geral da ONU

O projeto Direito a Prosa Verso Poesia & Cia. promove, nesta terça-feira, 25, mais um evento da série que comemora os 125 anos da Faculdade de Direito da UFMG. O juiz da Corte Internacional de Justiça Antônio Augusto Cançado Trindade vai falar sobre sua trajetória pessoal a partir das 19h, no Auditório Máximo Alberto Deodato.

Graduado em Direito pela UFMG, Antônio Cançado concluiu mestrado e doutorado na Universidade de Cambridge, na década de 70. Foi consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores e juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Em 2009, foi eleito juiz da Corte Internacional de Justiça, com o maior número de votos recebidos por um magistrado.

O projeto Direito a Prosa Verso Poesia & Cia., concebido em 2016, por Andrea Brandão, bibliotecária da Faculdade de Direito, deu início às comemorações do aniversário da Unidade homenageando o ex-aluno e cartunista Ziraldo. A segunda edição da série discutiu, em mesa-redonda, a organização de arquivos da Universidade.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone (31)3409-8661.

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Evento 'Leve Arte' celebra a dança durante esta semana

7 horas 48 minutos atrás

Camila Magalhães / Página do Facebook Leve Arte

A oficina Contato improvisação estimula a interação entre os participantes

Intervenções artísticas, mesas temáticas, palestras, oficinas e mostras de coreografia vão compor mais uma edição do Leve Arte, evento realizado para celebrar o Dia Internacional da Dança (29 de abril) durante esta semana.

Promovidas por alunos da graduação em Dança da Escola de Belas Artes (EBA), as atividades contarão, entre outras, com as participações de Verônica Pimenta, mestre em Comunicação Social e doutora em Artes pela UFMG, que ministrará a palestra A dança no rádio: memórias e reflexões, e a doutora em Antropologia Jaqueline Silva, que falará sobre o Maracatu de Baque Virado, manifestação cultural que ganha as ruas de Recife e Olinda durante o carnaval. As duas conferências serão realizadas na próxima quarta-feira, 26, no auditório da EBA, às 16h30 e 19h30, respectivamente.

No dia seguinte, 27, às 16h30, será realizada mesa temática A memória da dança, mediada pela bailarina clássica Regina Amaral e composta por Cassi Abranches, que já integrou o Grupo Corpo e comandou a direção coreográfica e de movimento da abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e Carol Saletti, bailarina e psicóloga especializada em psicomotricidade.

A novidade na programação desta edição é a Residência artística, ministrada pelo grupo Rede Sola de Dança. A proposta da atividade é oferecer uma semana, entre os dias 24 e 29 de abril, de imersão em trabalhos corporais e na história de cada participante, por meio de fotos da infância e adolescência. Os interessados em participar devem inscrever pelo e-mail contatolevearte@gmail.com. Não é necessário possuir conhecimentos em dança.

O Leve Arte contará, ainda, com oficinas de balé clássico para adultos, dança contemporânea, contato improvisação e de jazz e suas vertentes. As inscrições estão encerradas.

Mais informações podem ser encontradas na página do evento no Facebook.

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Série de Estudos Indianos põe em debate a visão de Ashis Nandy sobre pós-modernismo e pós-colonialismo

7 horas 54 minutos atrás

Na tarde desta quinta-feira, 27, o auditório 1 da Faculdade de Ciências Econômicas recebe novo encontro da Série de Estudos Indianos, atividade promovida pelo Centro de Estudos Indianos, vinculado à Diretoria de Relações Internacionais.

Das 14h30 às 16h30, os doutorandos da UFMG Jakob Sparn (Faculdade de Ciências Econômicas) e Luiz Felype Gomes de Almeida (Escola de Arquitetura) conduzem o grupo de discussão Pós-modernismo e pós-colonialismo – a perspectiva de Ashis Nandy. Na ocasião, será trabalhado o texto A mente não colonizada, do própio Nandy.

Das 17h às 19h, haverá a mesa-redonda Nada Yoga: Reflexões sobre yoga do som – as cores dos ragas. A atividade consiste em uma palestra de Helder Araújo, estudioso e pesquisador da música clássica indiana. A professora Heloisa Feichas, da Escola de Música, vai moderar a atividade.

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Sinfônica da Escola de Música se apresenta hoje no Conservatório

7 horas 56 minutos atrás

Paulo Lacerda /Fundação Clóvis Salgado

A Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFMG se apresenta nesta noite (segunda, 24), às 19h30, no auditório do Conservatório UFMG. O repertório do concerto, que integra a série Prata da Casa, contém o Concerto para viola e orquestra de cordas, de Radamés Gnatalli, e a Sinfonia nº 32 K318, de W.A. Mozart. A regência é de Lincoln Andrade [foto], também maestro do Ars Nova – Coral da UFMG, e o solista é Iberê Carvalho.

Fundada em 1972 pelo professor Sebastião Vianna, a Orquestra Sinfônica é o grupo estável de maior tradição no cenário acadêmico e cultural de Minas Gerais. Com o objetivo de atuar como laboratório de trabalho para os alunos de Prática de Orquestra, o grupo atende também às classes de Regência. O repertório da Sinfônica é basicamente erudito, e seus programas são ecléticos e abrangentes.

Formada por músicos profissionais e alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da UFMG, a Orquestra realiza concertos mensais, participa de montagens de óperas e de encontros e eventos na Universidade e em suas unidades.

A entrada é franca. O Conservatório UFMG fica na Avenida Afonso Pena, 1.534. Informações podem ser solicitadas pelo telefone (31) 3409-8300.

(Com Assessoria de Comunicação do Conservatório UFMG)

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Por valorização da ciência, marchas marcam Dia Internacional da Terra

sab, 22/04/2017 - 14:23

Tacyana Arce

Marcha pela Ciência teve produção de cartazes que defendem investimentos em todas as áreas do conhecimento

Dezesseis cidades brasileiras, entre elas Belo Horizonte, registraram na manhã deste sábado, 22, manifestações pela valorização da ciência. Na capital mineira, cerca de 300 manifestantes – entre pesquisadores, estudantes e apoiadores em geral – concentraram-se na Praça da Liberdade, reivindicando sobretudo mais investimentos para pesquisa, fim do contingenciamento dos recursos para a ciência e o retorno do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, fundido ao Ministério das Comunicações em 2016.

A Marcha pela Ciência ocorre no Dia Internacional da Terra e foi registrada em mais de 400 cidades de todos os continentes. Segundo os organizadores da March for Science, a data foi escolhida para evidenciar que a pesquisa é fundamental para o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis e, sobretudo, para torná-las acessíveis a todos. “A ciência é crítica para o nosso futuro - a ciência protege nossa água e ar, amplia nossas vidas e melhora nossa saúde, protege nosso planeta e dá vida à nossa imaginação”, defendem os organizadores do movimento global.

No Brasil, o movimento tem dez objetivos específicos: Valorização da ciência e do cientista; desenvolvimento e soberania do país pelo avanço da ciência e tecnologia; garantia e incremento dos investimentos para pesquisa e carreira acadêmica; contratações para Institutos de Pesquisa; maior investimento em ensino de ciências nas escolas brasileiras; garantia de direitos para pós-graduandas e pós-graduandos; garantia de financiamento da ciência; reativação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; divulgação ampla e democrática de ciência e contra a política de juros altos e cortes na ciência.

Professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, afirmou que a redução drástica de recursos para a ciência e tecnologia, bem como o desmantelamento de estruturas - como a extinção de um ministério exclusivo para a C&T e a fragilização de agências como CNPq e Finep – põem em risco “um sistema construído com o esforço de várias gerações, notadamente pós Segunda Guerra Mundial. Ciência é fundamental para a soberania do país e nosso objetivo é alertar a população para isso. Tomemos como exemplo a produção de alimentos. O Brasil era importador até a década de 1950 e hoje é exportador graças aos investimentos na pesquisa em agricultura. Em outras áreas o Brasil também está produzindo ciência de ponta. Não podemos permitir um retrocesso”.

Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Jaime Arturo Ramírez informou que, a ser mantida a previsão orçamentária para 2017, a UFMG receberá orçamento equivalente ao ano de 2013, sequer descontada a inflação do período. “Compreendemos que o país atravessa um momento de dificuldade econômica que exige esforços de todos. Mas a redução de recursos propostas para a ciência e tecnologia e ensino superior nem tem impactos positivos sobre as contas públicas como, pelo contrário, causam enorme prejuízo ao país a médio prazo. O Brasil vem crescendo em produção científica, tornando-se portanto mais competitivo e mais justo socialmente. Interromper esse processo e retomá-lo depois custará muito mais”, afirma.

Futuro da ciência

Segundo a diretora do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, Andréa Macedo, um dos objetivos da marcha foi chamar atenção da população para o custo da redução dos investimentos em ciência. “Por isso o movimento mundial escolheu o Dia Internacional da Terra para a realização deste evento. A ideia é sensibilizar sociedade e governantes para a compreensão de que a ciência é a base do futuro social, econômico e educacional. É preciso compreender e defender a ciência como mola propulsora do desenvolvimento. O Brasil retornou a níveis de financiamento de 10 anos atrás e precisamos evidenciar que este é um grave retrocesso”.

E para defender que os investimentos em educação científica iniciem-se bem antes do ensino superior o Museu Itinerante Ponto UFMG levou jogos científicos e equipamentos como óculos de realidade virtual para a concentração. “Nosso objetivo é mostrar que a ciência está no dia a dia das pessoas, está no que elas comem, vestem, nas suas relações cotidianas. Queremos estimular que elas façam uma reflexão de como esse conhecimento é produzido e o que é necessário para que ele seja produzido”, avalia a diretora da Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG e coordenadora do museu, Tânia Costa.

Tacyana Arce

Jogos do Museu Ponto UFMG atraíram crianças e adultos que passavam pela Praça da Liberdade

Pós-graduação mobilizada

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) foram duas das organizações mobilizadoras da Marcha pela Ciência em Belo Horizonte. A ANPG assina o Manifesto pela Ciência Brasileira, no qual denuncia os ataques que a ciência vem sofrendo nos últimos anos no Brasil, como o contingenciamento de 44% do orçamento previsto para o MCTIC em 2017, anunciado em 30 de março. “Ressalta-se também como alarmante a não garantia de mais de R$ 640 milhões para o pagamento de bolsas de estudo no ano de 2017, pois sua fonte de pagamento está condicionada à arrecadação”, diz o manifesto.

Coordenador do Fórum de Divulgação Científica da ANPG, Phillipe Pessoa, destacou a importante participação de jovens pesquisadores no crescimento da pesquisa brasileira nos últimos anos, traduzida no expressivo aumento do número de publicações de artigos em revistas científicas.

“Mas os pós-graduandos vivem numa situação de fragilidade que os coloca em grupos de risco para adoecimento mental, pois não têm garantia do pagamento das bolsas, não estão inscritos no sistema de seguridade social, nossas bolsas não têm reajuste para recomposição das perdas orçamentárias. Encerramos nossa trajetória como estudantes por volta dos 30 anos e até então não estamos formalmente inscritos na previdência. Tudo isso desestimula o investimento em pesquisa”, explica, destacando, entretanto, que não se trata apenas de discutir a qualidade de vida do pós-graduando, mas “a qualidade de vida do país, já que a ciência é estratégica e deve ser acessível a todos”.

Pedro Cabral

Pós-graduandos defendem investimentos em pesquisa e valorização do jovem pesquisador

March for Science

Ao redor do mundo, a March for Science foi registrada em mais de 400 cidades, com pautas locais. Nos Estados Unidos, origem do movimento, o alvo foram os cortes no financiamento da pesquisa anunciados pelo presidente Donald Trump. A proposta é cortar 900 milhões de dólares - 20 por cento - do orçamento do Department of Energy's (DOE's) Office of Science, principal financiador da pesquisa produzida nas universidades americanas. Há previsão de cortes de 296 milhões de dólares dos orçamentos do National Endowment for the Arts e do National Endowment for the Humanities, além de 230 milhões de dólares do Institute of Museum and Library Services. A guinada “agressivamente anti-científica, criacionista e negacionista climática” do presidente norte-americano também foi citada como motivadora da marcha em cidades como Washington DC, Houston e Nova York.

Segundo o comunicado público da March for Science, o objetivo é manter a mobilização pós este 22 de abril, defendendo uma “ ciência financiada publicamente e a sua comunicação efetiva à sociedade, como um pilar fundamental da liberdade e da prosperidade. Apelamos a uma união entre cientistas e não-cientistas, baseada na diversidade, e independente de partidos políticos, para juntos defendermos a importância da ciência enquanto veículo de promoção e desenvolvimento do bem-comum."

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UFMG tem nova pró-reitora adjunta de Planejamento

qui, 20/04/2017 - 15:47

Carol Prado / UFMG

A contadora Macilene Gonçalves de Lima [foto] é, desde ontem (19 de abril), a nova pró-reitora adjunta de Planejamento e Desenvolvimento da UFMG. Ela vai acumular as funções do novo cargo com as da direção do Departamento de Contabilidade e Finanças (DCF), pela qual responde desde 1997. Macilene vai compor a gestão da Proplan com o pró-reitor Hugo da Gama Cerqueira.

A servidora ingressou na UFMG há 30 anos, já como técnica vinculada ao DCF. Formada em contabilidade pela UNA, Macilene Lima cursou mestrado em Administração na Fundação Pedro Leopoldo, onde realizou pesquisa sobre avaliação de patentes – o trabalho foi feito na Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG. Ela também cursou especializações em Gestão Universitária (Face/UFMG) e em Contabilidade (PUC Minas).

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Diagnóstico das ações da Rede de Museus é tema de seminário na segunda e terça-feira

qui, 20/04/2017 - 14:29

MCM / divulgação

Réplicas de fetos pertencentes ao acervo do Museu de Ciências Morfológicas, o mais visitado entre os de temática biológica

Um mapeamento das ações educativas desenvolvidas na área de museus será apresentado na próxima segunda, 24, e terça-feira, 25 de abril, no Seminário de Educação Museal da Rede de Museus da UFMG. Durante o evento, que ocorrerá na Escola de Ciência da Informação, no campus Pampulha, a equipe do projeto de extensão Avaliação museológica das coleções e museus da UFMG, sob a coordenação da professora Letícia Julião, vai expor os resultados de diagnóstico iniciado há dois anos.

O seminário é aberto ao público e não exige inscrição prévia. Todas as atividades ocorrerão no Auditório Azul da ECI.

Panorama
A estrutura museológica da UFMG, que possui unidades no campus Pampulha é fora dele, é caracterizada pela diversidade de temas. Na área de saúde, os centros de memória das faculdades de Farmácia, Medicina e Odontologia e das escolas de Enfermagem, Veterinária e de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional preservam e expõem acervo diversificado, com documentos relativos à história das respectivas formações, e mantêm viva a memória institucional das unidades acadêmicas. O Centro de Memória da Medicina, por exemplo, possui biblioteca com mais de 1.200 títulos disponíveis ao público.

Anexo ao Instituto de Ciências Biológicas, no campus Pampulha, o Museu de Ciências Morfológicas é o ambiente de temática biológica mais visitado da Rede. Nele, são desenvolvidos projetos sociais e de divulgação científica com foco na educação informal. Com acervo de peças de tamanho ampliado, reúne informações sobre os diversos sistemas do organismo humano, esclarecendo tanto sobre seu funcionamento quanto sobre as técnicas de preservação do material. O espaço também possibilita o acesso de pessoas com deficiência visual em exposições específicas.

A Escola de Arquitetura mantém réplicas de estatuários da Antiguidade Clássica e do Barroco Mineiro – incluindo peças de Aleijadinho – não apenas na sala onde funciona o Museu da Escola de Arquitetura, mas também integradas ao ambiente e à decoração da Unidade.

O Museu de História Natural e Jardim Botânico, na região Leste de Belo Horizonte, abriga os centros de referência em Cartografia Histórica e em Patrimônio Geológico e o Espaço Interativo Ciências da Vida, que mantém sete salas representativas da célula e dos sistemas fisiológicos e biofísicos do homem, além do Presépio do Pipiripau, uma das mais significativas obras da cultura popular de Belo Horizonte.

Localizado no circuito cultural da Praça da Liberdade, o Espaço do Conhecimento UFMG atrai o público com oferta de oficinas, jogos, observação astronômica, planetário e fachada digital, transformada em uma grande tela para projeções.

O Centro Cultural UFMG, situado nas imediações da Praça da Estação, oferece programação gratuita com produções nas áreas de cinema, música, dança, artes cênicas, plásticas e visuais. O Museu Casa Padre Toledo, em Tiradentes, expõe móveis e objetos restaurados em uma casa setecentista que pertenceu ao inconfidente Padre Carlos Correia de Toledo e Melo.

A programação do seminário está disponível na página da Rede de Museus .

(Com Assessoria de Comunicação da Proex)

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Pesquisadores de Cornell e Harvard farão palestras sobre filosofia e literatura gregas na Fafich

qui, 20/04/2017 - 12:29

O conceito de bárbaro na literatura grega antiga e os jogos de linguagem nas literaturas grega e latina clássicas serão abordados em palestras no próximo dia 24, na Fafich, respectivamente por Yiannis Petropoulos, da Democritus University of Thrace e diretor do Center for Hellenic Studies Harvard (Nafplio, Grécia), e Frederick Ahl, da Cornell University (EUA).

A Jornada de filosofia e literatura gregas na UFMG antecede em um dia a abertura do VII Simpósio lendo, vendo e ouvindo o passado: entre aporias, dilemas, paradoxos e labirintos, que será realizado de 25 a 28 de abril, em São João del-Rei e Tiradentes. Os palestrantes do dia 24 participarão também do simpósio.

ucsc.edu

O grego Petropoulos, que estuda, entre outros temas, a cultura brasileira e falará em português, vai abordar figuras monstruosas da mitologia grega, relacionando-as a mitos do folclore brasileiro. A ideia é tratar do polêmico e atual conceito de bárbaro. “Em Heródoto, por exemplo, os bárbaros eram os persas, inimigos políticos da Grécia. Em Homero, eram figuras animalescas e fantásticas. Petropoulos fala do bárbaro em Heródoto e Homero para refletir sobre como se usa o conceito hoje”, conta a professora Maria Cecília Miranda Coelho, do Departamento de Filosofia, uma das organizadoras do evento. O pesquisador grego toma como ponto de partida o poema À espera dos bárbaros, de K.P. Kaváfis.

cornell.edu

Tradutor do grego e do latim, com forte interesse pelo Brasil, Fred Ahl [foto] vai falar, pelo viés da filosofia da linguagem, sobre como manter jogos de palavras e trocadilhos na tradução de textos antigos. De acordo com Cecília Coelho, “com base em texto de Platão que nos legou a mais famosa imagem do filósofo Sócrates, Ahl mostra que muitas vezes de traduz sem considerar o estilo de Platão e suas ironias, com a preocupação apenas em estruturas argumentativas. Ele propõe que se esteja atento à comicidade dos textos originais e à seriedade que há no cômico”. A palestra de Frederick Ahl será feita em inglês.

A jornada, aberta ao público, é promovida pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia (linha de pesquisa em filosofia antiga e medieval) e pelo Núcleo de Estudos Antigos e Medievais (Neam), da UFMG.

Conheça a programação:

24 de abril
sala 4094, Fafich, campus Pampulha

11h às 12h15
Analisando o conceito "bárbaro" na literatura antiga grega com a ajuda de C. P. Cavafy
Yiannis Petropoulos (Democritus University of Thrace, diretor do Center for Hellenic Studies Harvard, em Nafplio, Grécia).

14h às 18h (com intervalo)
Plato's Socrates and what we call "wordplay" in ancient greek and latin literature
Frederick Ahl (Cornell University)

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Oficinas para congresso de inovação no ensino superior podem ser propostas até domingo

qui, 20/04/2017 - 11:57

Divulgação / GIZ

Atividade da segunda edição do Congresso, realizada no ano passado

Até este domingo, dia 23, a Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino (GIZ) recebe propostas de oficinas para o III Congresso de Inovação e Metodologias no Ensino Superior (CIM-2017), que será realizado de 8 a 11 de outubro.

O objetivo desta edição é discutir as dimensões da participação em redes de práticas didático-metodológicas inovadoras, com base em cinco princípios: conexão, contribuição, compartilhamento, colaboração e cooperação.

São nove os eixos temáticos do Congresso, em torno dois quais as oficinas devem estar articuladas: Avaliação da aprendizagem, Estratégias de permanência no ensino superior e flexibilização curricular, Recursos educacionais e laboratório de ensino, Metodologias de ensino-aprendizagem, Protagonismo estudantil, Tecnologias e gamificação, Articulação ensino-pesquisa-extensão, Educação inclusiva e Perspectivas complementares.

As atividades podem ser propostas por professores do ensino superior, estudantes de pós-graduação e graduação e servidores técnicos-administrativos. As inscrições devem ser feitas no site do Congresso.

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Campus Pampulha recebe eventos sobre saúde e direitos do trabalhador

qui, 20/04/2017 - 06:27

Na próxima segunda-feira, 24, a saúde laboral e a possível perda de direitos trabalhistas serão abordadas em conferência livre e em ciclo de debates sediados no campus Pampulha.

O Centro de Atividades Didáticas (CAD1) abriga, das 8h às 18h, a Conferência Livre de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, evento em que serão discutidas propostas para o Plano Municipal de Saúde 2018/2021 a serem levadas à XIV Conferência Municipal de Saúde, agendada para os dias 8, 9 e 10 de junho.

O evento é promovido pelo Fórum Sindical e Popular de Saúde e Segurança do Trabalhador e da Trabalhadora de Minas Gerais, em parceria com a UFMG por meio de laboratórios da UFMG que desenvolvem estudos sobre a temática do trabalho. Abertas à comunidade universitária, as inscrições podem ser realizadas no local do evento ou por meio de formulário eletrônico.

Saiba mais sobre a conferência assistindo ao vídeo abaixo:

Caça a direitos
Já o ciclo DesConstruções, sob o tema Caça aos direitos trabalhistas debaterá, das 14h às 17h, questões como o reconhecimento dos trabalhadores brasileiros, suas formas de articulação, o respaldo que as leis trabalhistas lhes proporcionam, as implicações da reforma trabalhista em discussão e a terceirização.

A mesa reunirá a professora Bárbara Lobo, especialista em Direito Constitucional e Direito do Trabalho e pesquisadora sobre direito à igualdade e trabalho sexual, o sindicalista e militante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas e do Movimento Luta de Classes, Jobert de Paula, e a advogada popular Maíra Gomes, professora da Faculdade de Direito Milton Campos. O professor Luiz Alex Saraiva, da Face, mediará o debate.

As inscrições devem ser feitas por meio deste link. Os participantes receberão certificados.

O evento será realizado no auditório 1070, da Face. A promoção é do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade (Neos).

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Espaço do Conhecimento promove sarau para dar visibilidade à escrita feminina

qui, 20/04/2017 - 06:21

Divulgação

Natália Roberta, mediadora do museu, declama texto

Oficina de declamação de textos reúne neste sábado, dia 22, no Espaço do Conhecimento UFMG, escritoras e leitoras que desejam conferir visibilidade à escrita feminina. As participantes poderão ler trechos de livros, poemas e outros tipos de escritos, que vão orientar uma noite de debate sobre a trajetória da mulher na história da literatura.

O sarau de escritoras, gratuito, começa às 19h, na seção Fábrica da Letra, que integra a exposição Demasiado humano, onde há uma linha do tempo sobre a evolução da escrita ao longo da história da humanidade.

A atividade é aberta a todos os públicos, e a classificação indicativa é 13 anos. O Espaço do Conhecimento fica na Praça da Liberdade, 700.

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Recital no Conservatório alia canto lírico à encenação

qui, 20/04/2017 - 06:19

Solos, duetos e trios vão compor o Encontro lírico – canto e piano, atração desta quinta, 20, no projeto Palco Livre, do Conservatório UFMG. Emanuelle Cardoso (soprano), Mariana Piuzana (soprano), Mariana Redd (mezzo-soprano), Célio Souza (barítono) e Bruno Cruz (piano) vão interpretar trechos de óperas e canções de épocas diferentes, compostas por nomes como Schubert, Beethoven e Puccini.

O projeto Encontro Lírico promove o canto lírico com encenação, visando à popularização de um estilo comumente estigmatizado como inacessível. Outro objetivo é dar oportunidade para que novos cantores se apresentem. Eles utilizam diversas formações e combinações de vozes.

Os músicos
A mezzo-soprano Mariana Redd [foto] concluiu recentemente os estudos em canto na Uemg, com o professor Petrônio Duarte, e é bacharel em Letras pela UFMG. Atua como contralto no Coro Madrigale e no Ars Nova – Coral da UFMG. Entre outros trabalhos, integrou o coral criado pela Orquestra Filarmônica para as récitas de Così fan tutte, de Mozart, e participou da Orquestra Minas Barroca.

Célio Souza, barítono, iniciou estudos no Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Cefar) e integrou o Coral Lírico de Minas Gerais, como cantor convidado. Bacharel em canto lírico pela Universidade Federal de Goiás, participou da 2ª Academia de Canto em Trancoso, onde foi contemplado com bolsa de estudos em Cracóvia, na Polônia.


Aos 22 anos, Mariana Piuzana [foto] cursa o 8º período do bacharelado em canto na UFMG. Tem se destacado como solista em recitais e concertos no Palácio das Artes e na UFMG e integra o coral Ars Nova e o octeto vocal Octa Plus. A musicista acaba de participar da 2ª Academia de Canto em Trancoso, onde recebeu bolsa de estudos na Chorakademie Lübeck, na Alemanha.

A soprano Emanuelle Cardoso formou-se em canto no Cefar. Atuou como regente do Coral Prata Encanto & Voz, de São Domingos do Prata, do Coral Infantil Unimed–BH e do Lumen – Grupo Artístico, que idealizou. Integrou o Ars Nova. Cursa o bacharelado em canto na UFMG e atua como regente e arranjadora dos corais Sicoob Credicom e Campus em Canto (UFMG), além de integrar o grupo Octa Plus e o Coro Madrigale.


O pianista Bruno Cruz [foto] fez o bacharelado em piano na Escola de Música da UFMG, com o professor Miguel Rosseline, e estudou na França com Catherine Chaufard. Participou de diversos cursos e festivais, no Brasil e na Alemanha, e de masterclasses com nomes como Ricardo Castro, Homero de Magalhães, Luiz Henrique Senise, Sergei Dukachev, Berenice Menegal e Maria Tereza Madeira. Apresenta-se em recitais, concertos e exerce intensa atividade como pianista correpetidor.

Este é o repertório do recital desta quinta:

Beethoven – The dream
Mariana Piuzana e Célio Souza

Puccini – Come scoglio (Così fan tutte)
Emanuelle Cardoso

Delibes – Dueto das flores: Dôme épais le jasmin (Lakmè)
Mariana Piuzana e Mariana Redd

Schubert – Nachtstück
Célio Souza

Offenbach – Belle nuit, o nuit d'amour (Os contos de Hoffmann)
Emanuelle Cardoso e Mariana Redd

Mozart – Bester Jüngling (O empresário)
Mariana Piuzana

Gounod – Vous qui faites l’indormie (Fausto)
Célio Souza

Gounod – Faites lui mes aveux (Fausto)
Mariana Redd

Mozart – Il core vi dono (Così fan tutte)
Emanuelle Cardoso e Célio Souza

Mozart – Soave sia il vento (Così fan tutte)
Emanuelle Cardoso, Mariana Redd e Célio Souza

Bernstein – We are women (Candide)
Emanuelle Cardoso e Mariana Redd

(Com Assessoria de Comunicação do Conservatório UFMG / fotos de divulgação)

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Cristiano Bickel assume gestão da EBA e afirma compromisso com transparência e integração da comunidade

qua, 19/04/2017 - 20:32

Fotos de Foca Lisboa / UFMG

Sandra Almeida, Jaime Ramírez e Cristiano Bickel: posse para o quadriênio 2017-2021

Na cerimônia de posse como diretor da Escola de Belas Artes (EBA), realizada no final da tarde de hoje, o professor Cristiano Gurgel Bickel assumiu o compromisso de conduzir a unidade “de forma democrática e participativa, valorizando a transparência, o fortalecimento e a integração da comunidade”. Ele disse ainda que pretende equilibrar os diversos interesses e reforçar a união entre a Escola e a sociedade.

A solenidade contou a presença do reitor Jaime Ramírez e da vice-reitora Sandra Goulart Almeida, de diretores de unidades e ex-diretores da Belas Artes, além de docentes, técnicos e alunos. Bickel foi vice-diretor por mais de dois anos e ocupou interinamente a diretoria desde fevereiro, após o término do mandato da professora Bya Braga. Foi escolhido em março para gerir a EBA no quadriênio 2017-2021.

Ao dar boas-vindas a Cristiano Bickel, o reitor Jaime Ramírez manifestou a convicção de que “compartilharemos não apenas a gestão da instituição, mas também seus ideais mais nobres”. Disse que o novo diretor e sua equipe terão muito trabalho pela frente e que devem “estar certos de que poderão sempre contar conosco”.


Efetividade social
Cristiano Bickel [foto], que atua sobretudo na área de escultura, apresentou pontos de seu programa de gestão, elaborado, segundo ele, com base em “intenso aprendizado em meu cotidiano como vice-diretor”. Anunciou que o programa é estruturado em aspectos como desenvolvimento institucional, revitalização de espaços, valorização da memória, simplificação administrativa e compartilhamento de informações. O diretor empossado hoje prometeu também a defesa das artes, da ciência e da cultura, aliadas à educação de qualidade e à efetividade social.

“Aos chegar aos 60 anos de existência, a Escola de Belas Artes consolida sua identidade plural e dinâmica. Pretendo trabalhar pelo desenvolvimento da EBA, tendo sempre em vista o interesse público e a valorização das pessoas”, disse Bickel. Ele destacou ainda a importância de difundir a produção artística e científica e de trabalhar em consonância com a Administração Central da Universidade.


O decano da Congregação da Escola de Belas-Artes, professor Evandro Lemos da Cunha [foto], ressaltou a juventude e a disposição do novo diretor para trabalhar pela evolução das relações democráticas na EBA. “Sobretudo em um momento de crise institucional como este que vivemos, a democracia é a forma mais acertada de nos relacionarmos, preservando o debate e a escuta das diferenças”, afirmou.


Na saudação ao diretor empossado, o professor Fabrício Fernandino lembrou a trajetória de sua relação acadêmica e de amizade com Bickel, de quem foi professor e orientador, antes de se tornarem colegas. “Tenho confiança em que a gestão que se inicia vai renovar a vocação da EBA, que é uma escola de artistas, para formação de artistas. Uma escola de arte tem que ser dinâmica e se adaptar sempre a novas formas de criar”, afirmou Fernandino, que representou os docentes da unidade.

Construção coletiva e crítica
O reitor Jaime Ramírez agradeceu à professora Bya Braga pelo esforço e dedicação nos últimos quatro anos e disse ter certeza de que “a EBA está em ótimas mãos, que saberão conduzir a Escola com sabedoria e responsabilidade, promovendo a construção coletiva e crítica de políticas institucionais em seus vários campos de atuação”.


Para Ramírez [foto], a Escola de Belas Artes “é peça fundamental para uma agenda de ações que dê visibilidade a cada uma de nossas áreas de conhecimento e que propicie a aproximação criativa entre elas”. Segundo ele, é preciso encontrar novos pontos de convergência, abandonar o “conforto de nossas especialidades”. “E não se trata de polidez ou moda, mas de exigência do conhecimento que se renova.”

Ramírez lembrou também que a Escola cresceu muito nos últimos anos, com os recursos do Reuni, e que anseia pela conclusão das obras que a transformem em espaço mais propício a suas diversas atividades. O reitor anunciou, a propósito, que levará às instâncias superiores da UFMG um projeto visando à finalização de todas as obras já iniciadas na instituição. “Cabe à gestão da Universidade construir alternativas, apesar das dificuldades”, afirmou Jaime Ramírez.

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Gestão hídrica depende de proteção das áreas verdes, diz ecológo da USP em simpósio sobre água, agricultura e saúde

qua, 19/04/2017 - 19:16

Fotos: Carol Prado / UFMG

José Galizia Tundisi, em conferência nesta quarta-feira

O Brasil se encontra em uma região de baixo a médio estresse hídrico, o que significa que há disponibilidade de água suficiente para o desenvolvimento do país e uma grande parcela desse recurso está presente na região Amazônica, que tem pequena concentração humana e industrial.

“Esse é um contraste importante: as regiões que mais demandam água são aquelas que a possuem em menor quantidade”, disse o professor José Galizia Tundisi, da USP, na conferência inaugural do simpósio Água na mineração, agricultura e saúde – o que a ciência tem a dizer a partir de Minas Gerais, que começou nesta quarta-feira, 19, na UFMG. O evento integra a programação que celebra os 90 anos da Universidade e encerra as comemorações do centenário da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Segundo o professor, que já presidiu o CNPq e fundou o Instituto Internacional de Ecologia, com sede em São Carlos (SP), a proteção da floresta é fundamental para a vitalidade dos recursos hídricos do país, pois há, na região amazônica, grande interação de sistemas terrestres e aquáticos, que formam a maior biodiversidade do planeta: “As chuvas do Sudeste também provêm da Amazônia. A região tem, portanto, um papel local, regional e continental de extrema importância”.

Preservar áreas verdes, de acordo com o professor Tundisi, é, aliás, condição fundamental para a gestão de recursos hídricos em qualquer parte. “A quantidade de produtos químicos utilizados no tratamento de água na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, é muito maior no sistema Guarapiranga, que não tem cobertura vegetal, do que no Cantareira. Isso mostra que a proteção das florestas é um provedor de qualidade de água”, afirmou o ecólogo.

De acordo com o pesquisador, o manejo integrado de recursos ainda é pouco desenvolvido no Brasil, e muitos planos diretores de municípios não põem a gestão dos recursos hídricos como prioridade, o que compromete sua qualidade e dificulta a preservação. Ainda sobre os desafios enfrentados pelo poder público, Tundisi aponta a dificuldade de ampliação do saneamento básico e dos sistemas de monitoramento da qualidade das águas.

Investimento com retorno
Na abertura do simpósio, que reuniu a comunidade da UFMG e representantes da ABC e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o reitor Jaime Ramírez reforçou a importância da contribuição das universidades para o progresso da ciência. “A UFMG avançou não apenas na formação de profissionais, mas pode, sobretudo, se orgulhar do fato de que aqui os recursos públicos são muito bem investidos e trazem retorno para a sociedade”, afirmou.

O presidente da ABC, Luiz Davidovich, falou sobre os desafios enfrentados pela ciência e tecnologia brasileira e lembrou a posição da UFMG como uma das quatro maiores detentoras de patentes no país. “É preciso que a sociedade e os governos saibam que a ciência é fundamental para a sociedade brasileira”, justificou.

Em convergência com Davidovich, o presidente da Fapemig, Evaldo Vilela, destacou a emergência de soluções para os problemas hídricos, acrescentando que a universidade deve cumprir papel importante nesse processo.

O evento prosseguiu na tarde desta quarta-feira com discussões sobre mineração e escassez hídrica, água, saúde e doença, implantação de políticas e indicadores de governança, além da apresentação de casos bem-sucedidos de gestão. Nesta quinta-feira, o evento, fechado ao público, contará com mesa-redonda sobre Governança, integração e educação. Ao fim, está prevista a formulação de documento com diretrizes para a área de gestão hídrica.

Leia mais sobre o assunto.

Mesa de abertura foi composta pelos presidentes da ABC, Luiz Davidovich, e da Fapemig, Evaldo Vilela (nas extremidades), e pelo reitor Jaime Ramírez (ao centro)

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Espaço do Conhecimento inaugura hoje exposição na fachada digital sobre tribo das margens do Amazonas

qua, 19/04/2017 - 12:11

Luiza Therezo

A fotógrafa conviveu com as crianças da etnia Kambeba

Em comemoração ao Dia do Índio, entra em cartaz nesta quarta, 19, a exposição Amazônia tecnicolor, na fachada digital do Espaço do Conhecimento. Fotografias e um vídeo sobre a tribo da etnia Kambeba serão exibidos das 18h30 às 21h30, a cada meia hora. A partir de amanhã e até o dia 30, o material será exibido sempre às 18h.

A comunidade, que vive à margem do Rio Amazonas, combina aspectos da cultura dos seus antepassados com a vida da capital Manaus, localizada a cerca de 100 quilômetros do local. O objetivo é retratar o índio sem estereótipos, mostrando uma cultura que resiste, diante do avanço da civilização contemporânea.

O projeto é da fotógrafa Luiza Therezo, que conheceu, inclusive em contato com as crianças, histórias, crenças e costumes da comunidade, que habita o local há mais de 300 anos. O vídeo mostra a índia Pully-Pully cantando o hino do Brasil no idioma Kambeba.

O Espaço do Conhecimento UFMG fica na Praça da Liberdade, 700, bairro Funcionários.

(Com Assessoria de Comunicação do Espaço do Conhecimento UFMG)

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UFMG adere à Marcha pela Ciência; encontro em BH será na Praça da Liberdade

qua, 19/04/2017 - 11:39

Lúcia Sebe/Secom MG/Agência Minas

Vista da Praça da Liberdade, que receberá neste sábado a Marcha pela Ciência

Neste sábado, 22, Belo Horizonte vai integrar o movimento internacional Marcha pela Ciência, que já conta com a adesão de mais de 400 cidades em diferentes países. Na capital mineira, a manifestação vai ocorrer a partir das 10h, na Praça da Liberdade.

A iniciativa, que nasceu nos Estados Unidos, tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a necessidade de apoiar e preservar as instituições e a comunidade científica de todo o planeta, em um momento de grandes cortes no orçamento de Ciência e Tecnologia.

A data coincide com o Dia Internacional da Terra e "representa a união de cientistas e da sociedade pela valorização da pesquisa, pela manutenção de políticas públicas que incentivem a ciência e pelo desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis”, explica o professor da UFMG Eduardo Mortimer, conselheiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que organiza o movimento na capital mineira, com o apoio de professores da Universidade e de entidades como a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG). “É importante integrar esse movimento mundial, que envolve instituições de ponta em ciência e educação”, comenta o professor.

Em mensagem à comunidade científica e "aos amigos da Ciência", a presidente da SBPC, Helena Nader, afirma que a atividade científica sofre várias ameaças, como mudanças em políticas públicas, redução e desvio de verbas e de financiamentos públicos, partidarização política da ciência “e, o que mais assusta, a tomada de decisões políticas que não levam em consideração as evidências científicas”.

Ao lembrar que “o fortalecimento da ciência passa também pelo fortalecimento da democracia em todos os países”, Helena Nader comenta que “a ciência está em todo lugar e afeta a vida de todos. Portanto, sua aplicação para a sociedade não pode estar à margem das grandes tomadas de decisão no campo político”.

Impactos
Eduardo Mortimer explica que a convocação para participar da Marcha não é dirigida apenas a estudantes, professores, cientistas e pesquisadores, mas a toda a sociedade, que é diretamente afetada com os cortes.

“Mesmo que não sejam visíveis de imediato, as restrições orçamentárias terão impacto em pouco tempo na educação e na produção da ciência”, enfatiza. Mortimer cita dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que revelam a estreita ligação entre financiamento e crescimento de grupos de pesquisa, programas de pós-graduação e número de titulações.

Segundo Mortimer, em 2006, com orçamento de R$ 6,4 bilhões, o Brasil publicou 33.498 artigos em periódicos científicos indexados, número que passou para 61.122, em 2015, levando o país a subir duas posições e ocupar o 13º lugar em ranking mundial. “Agora, teremos orçamento de pouco mais de R$ 3 bilhões, o que corresponde, quando corrigido, a um quarto do orçamento de 2005. Isso é um desastre e sinaliza o fim da ciência no país”, prevê o professor da Faculdade de Educação.

Ele explica que a evolução observada na ciência nesse período foi sustentada por um orçamento crescente. “Para alcançar o dobro do desempenho é necessário aumentar os financiamentos na mesma proporção”, ressalta.

2006
Alunos de doutorado: 46.572
Doutores titulados: 9.366
Grupos de pesquisa: 21.024, com 90.320 integrantes
Artigos publicados: 33.498

2015
Alunos de doutorado: 103.365
Doutores titulados: 18.625
Grupos de pesquisa: 37.460, com 199.566 integrantes
Artigos publicados: 61.122

Até o momento, 16 cidades brasileiras já anunciaram a adesão à Marcha – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Natal, Petrolina, São Carlos, Petrópolis, Belém, Boa Vista, Brasília, Diamantina, Goiânia, Ilhéus, Manaus, Pato Branco e Porto Alegre.

As manifestações, apartidárias, ocorrerão em diferentes horários. As cidades brasileiras que participarão, os locais de concentração e os horários podem ser encontrados em mapa na internet. Mais informações sobre o movimento estão disponíveis em página no Facebook.

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Papel social da educação a distância é destacado em colóquio na UFMG

qua, 19/04/2017 - 09:27

Fotos: Foca Lisboa / UFMG

Mesa de abertura com o diretor de EaD, Wagner Corradi, o reitor Jaime Ramírez e o diretor do IEAT, Estevam Las Casas

A educação a distância, seus desafios e potencialidades estão em debate nesta semana, no colóquio Desafios da educação superior e EaD, sediado no auditório da Reitoria, no campus Pampulha. Promovido pelo Instituto de Estudos Avançados Interdisciplinares (IEAT), em parceria com o Centro de Apoio à Educação a Distância (Caed), o evento reúne especialistas nacionais e internacionais sobre temas ligados à modalidade, como o uso da tecnologia no processo de ensino, acessibilidade e as normas de regulamentação da EaD no Brasil. Cerca de 200 pessoas acompanharam as discussões do colóquio em seu primeiro dia (18 de abril). O evento também está sendo transmitido ao vivo.

Na abertura do evento, o reitor Jaime Ramirez destacou o papel da educação a distância como meio de possibilitar o acesso ao ensino superior a grupos historicamente excluídos. “Esse é o papel de uma universidade, especialmente de uma universidade pública, que abre suas portas a todos e que compreende a sua relevância social”, disse.

Desde a implantação dos cursos a distância, em 2008, a UFMG formou e qualificou cerca de 20 mil profissionais, sendo 1 mil graduados e 19 mil por capacitações em extensão, aperfeiçoamento e atualização.

O reitor lembrou, ainda, o processo de institucionalização da EaD na Universidade, desde as primeiras iniciativas, empreendidas pela Faculdade de Educação, na década de 1970, até a criação do Caed, em 2003. E citou ações mais recentes, como a regulamentação da oferta de disciplinas a distância nos cursos presenciais, em 2016, que apontam para o fortalecimento da modalidade na Universidade.

“Nesses 90 anos, a UFMG valorizamos tudo aquilo que qualifica, consolida e melhora a produção cientifica e a transformação social. No entanto, também temos que olhar para o futuro e construir as bases que manterão essa instituição”, projeta.

Apenas ensino
As tecnologias de informação e de comunicação, utilizadas de forma intensa pela EaD, têm sido empregadas com cada vez mais frequência pelo ensino presencial nos últimos anos, num movimento de convergência entre as modalidades. Essa tendência tem sido observada também na UFMG, na avaliação do professor Wagner Corradi, diretor de EaD.

“Esse é um sonho meu: que se pare de falar em ensino presencial e a distância e se fale apenas em ensino, porque não importa como se faz, mas, sim, que os interesses sejam os mesmos: ensinar e aprender”, disse, durante a abertura do evento.

Ainda ontem, a professora Juana Sancho [foto abaixo], da Universidade de Barcelona, problematizou os preconceitos ligados aos ensinos presencial e a distância, questionando algumas das ideias comuns sobre a EaD, como seus supostos baixos custos e investimento de tempo. “Hoje, não importa como você estudou, mas, sim, o que sabe fazer e o que está disposto a aprender. Isso não é decorrência de título acadêmico".

Acessibilidade
A relação entre tecnologia, acessibilidade e educação a distância reuniu, em mesa-redonda, as professoras Sheilla Brasileiro, da PUC Minas, e Mára Lúcia Carneiro, da UFRGS, com mediação do professor Fernando Fidalgo, da FaE. Além das discussões sobre o potencial inclusivo da tecnologia para pessoas com deficiência, os participantes da mesa defenderam a necessidade de preparar a estrutura da EaD para atender às demandas desse público, que chega a 24% da população brasileira, de acordo com o censo do IBGE de 2010.

“A tecnologia pode ser um facilitador na inclusão no ensino superior, mas é preciso investir na formação continuada do professor e dispor de equipe multidisciplinar para atender a diversidade, com intérpretes, fonoaudiólogos e psicólogos”, justificou Sheilla Brasileiro.

O evento prossegue nesta quarta-feira, com discussões sobre marco regulatório na EaD, conferências sobre a experiência da universidade aberta de Portugal e perspectiva para a formulação de uma política de Estado para o ensino a distância. Confira a programação.

A iniciativa integra a série Colóquio Educação Superior, promovida pelo IEAT, que estimula discussões sobre os desafios do ensino superior público. “É um debate importantíssimo neste momento tão delicado que enfrentamos”, disse o diretor do IEAT, professor Estevam Las Casas.

(Com Assessoria de Comunicação do Caed)

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Em conferência, Boaventura de Sousa Santos vai defender valorização do conhecimento produzido sob a ótica de grupos oprimidos

qua, 19/04/2017 - 06:40

Gustavo Lopes Pereira / Fundação Gonçalo da Silveira

Intelectual português desenvolve pesquisas sobre globalização, interculturalidade e democracia participativa, entre outros temas

Na próxima terça-feira, 25, o campus Pampulha abriga nova conferência do ciclo UFMG, 90 – desafios contemporâneos, que comemora as nove décadas de fundação da Universidade. A partir das 14h, o auditório nobre do Centro de Atividades Didáticas 1 (CAD 1) vai receber o intelectual português Boaventura de Sousa Santos para a conferência As epistemologias do Sul e a descolonização da universidade. Em suas pesquisas, Boaventura aborda temas como globalização, interculturalidade, democracia participativa, movimentos sociais e direitos humanos.

Em aula magna ministrada no Centro de Estudos Sociais (CES), do qual é diretor na Universidade de Coimbra, Boaventura explicou que "epistemologias do Sul são um conjunto de procedimentos que visam reconhecer e validar o conhecimento produzido ou reproduzido por aqueles que têm sofrido sistematicamente as injustiças provocadas pelo capitalismo, colonialismo e patriarcado".

Na comunicação, Boaventura abordou a atuação conjunta e relacionada desses três mecanismos de opressão. Para ele, "uma luta anticolonial que não é anticapitalista [e antipatriarcal] faz pouco sentido", assim como "uma luta antipatriarcal que não é anticapitalista e anticolonial também não faz muito sentido".

Também coordenador científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa (OPJ), o professor de Coimbra chama de "epistemologias do sul" o conhecimento específico produzido na perspectiva de grupos historicamente oprimidos por essas três grandes fontes de opressão – "que não são as únicas, mas que são, de todo modo, talvez as mais importantes".

As investigações mais recentes de Boaventura de Sousa Santos contemplam recortes nos campos da sociologia do direito, da filosofia do direito e da sociologia política, entre outros.

Após sua conferência na UFMG, o pesquisador se envolverá com outras atividades no Brasil. No dia 27, ele ministrará a aula inaugural do curso de jornalismo da PUC Minas, intitulada Democracia em tempos incertos.

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