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Ciência, inovação e tecnologia
Atualizado: 16 horas 51 minutos atrás

Popularização da ciência nas comunidades Aglomerado da Serra e Cabana do Pai Tomás

sab, 22/04/2017 - 13:52

Em uma das ações do projeto Do Cabana do Pai Tomás Ao Aglomerado da Serra: Conexões Entre Ciência, Tecnologia e Educação, do Cefet MG, crianças das duas comunidades aprenderam sobre o sistema nervoso central e as emoções em uma sessão comentada do filme Divertidamente, da Pixar.

Nesse Ondas da Ciência, conheça o projeto do Cefet MG e a ação “Por dentro somos todos iguais”.

Projeto de popularização da ciência abre as portas da universidade

O projeto é encabeçado pelos professores Bráulio Chaves e Claudia França, que uniram forças em um trabalho de popularização da ciência. As ações se dividem em dois eixos: Educação e Tecnologia e Saúde Meio Ambiente e Tecnologia.

São sessões de cinema comentado, práticas de educação em saúde e em educação ambiental, entre o

utras atividades. As ações também têm como objetivo a produção de objetos de aprendizagem. São instrumentos educativos que tenham componentes artísticos e lúdicos, e que consolidam as ideias trabalhadas no projeto.

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Belo Horizonte na Marcha pela Ciência

sex, 21/04/2017 - 18:13

Em 22 de abril, comemora-se o Dia da Terra, celebração que tem por objetivo criar uma consciência comum sobre as preocupações ambientais para proteger o Planeta. Em 2017, uma outra pauta reforça a mobilização: é a Marcha pela Ciência.

O movimento mundial March for Science nasceu nos Estados Unidos. Seu objetivo é chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade de apoiar e preservar as instituições e a comunidade científica de todo o planeta.

Imagem de John McConnell

Marcha pela Ciência em BH

Belo Horizonte vai integrar o movimento, que já conta com a adesão de mais de 400 cidades em todo o mundo. Na capital mineira, a manifestação vai ocorrer a partir das 10h, na Praça da Liberdade.

Até o momento, 25 cidades brasileiras já anunciaram a adesão à Marcha. Para saber todas as cidades brasileiras que irão participar, os locais de concentração e os horários, clique aqui.

Mais informações sobre o movimento estão disponíveis em página no Facebook: http://bit.ly/2oskGRF.

Via SIMI.

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Dengue: o que a ciência pode fazer para ajudar?

qui, 20/04/2017 - 13:03

O que vem à mente quando se pensa em água?

Provavelmente, palavras como saúde, lazer, vida. Mas água também está relacionada a doenças que constituem problema de saúde pública.

Um exemplo é a dengue – seu vetor, o mosquito Aedes aegypti, coloca seus ovos na água limpa, o que transformou qualquer tipo de poça e reservatório em motivo de atenção.

“Hoje, a dengue é nosso maior problema de saúde pública, e ainda o será por muitos anos”, diz o professor Mauro Martins Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Teixeira foi um dos palestrantes do simpósio “Água na mineração, agricultura e saúde: o que a ciência tem a dizer a partir de Minas Gerais”, realizado ontem (19), na UFMG.

Representando o eixo “saúde”, sua apresentação teve como foco o problema das arboviroses (doenças transmitidas por artrópodes). A classificação inclui, entre outras, a dengue, a zika e a febre amarela.

Foto: AusAID

Também coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Dengue, o professor chamou atenção para os números da dengue: mais de um milhão de casos relatados por ano no Brasil.

Se considerarmos os casos não relatados, o número pode chegar a quase cinco milhões. Em Belo Horizonte, uma grande epidemia é registrada a cada três anos e, na última, de 50% a 60% da população foi infectada.

Mas o que a ciência pode fazer para ajudar?

Teixeira diz que é difícil escolher prioridades ao lidar com doenças humanas, mas, no caso da dengue, ele destacaria três pontos. Um deles é o investimento em vacinas e terapias. “Já existe uma vacina para dengue, mas pouco eficaz. E, para chegar à população, apesar da ansiedade geral, ainda serão necessários de cinco a dez anos”, conta.

Ele também acredita ser necessário mais estudos para o controle do mosquito, além do teste em escala maior de tecnologias já disponíveis, como o mosquito transgênico e a wolbachia, um tipo de bactéria que infecta artrópodes

Leia aqui reportagem publicada na revista Minas Faz Ciência sobre trabalho de controle do Aedes a partir da wolbachia.

Por fim, Teixeira acredita que a ciência deveria apostar em melhorias no fluxo de atendimento e no cuidado com as pessoas, pois isso tem impacto na gravidade da doença.

Ele cita outra ação necessária que não depende exclusivamente da ciência, e envolve também gestores públicos e a própria população: repensar o nosso ambiente urbano.

Escute trecho da entrevista no qual o pesquisador alerta sobre a necessidade de considerar a engenharia das cidades para o combate ao mosquito da dengue:

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Bons papos sobre ciência e jornalismo

qua, 19/04/2017 - 10:41

Mais um dia de bons papos sobre ciência e jornalismo na Fapemig. Nessa terça-feira, durante a reunião de trabalho, conversamos sobre astronomia, saúde mental, financiamento coletivo na ciência, nanotoxicidade, nutrição, entre outros assuntos.

Foto: Verônica Soares

Em pauta, estão pesquisas de temas variados, que cientistas de Minas Gerais desenvolvem. Se você se interessa por algum desses temas, acompanhe as edições trimestrais da revista Minas Faz Ciência e as reportagens no site.

Estamos com a produção acelerada para rádio, vídeo, Web e para a revista, que terá a 69ª edição no fim de maio. Uma boa ideia surgiu no encontro de ontem: divulgar trabalhos de bolsistas Fapemig que estão desenvolvendo pesquisas em universidades e institutos de Minas Gerais.

Se você é bolsista Fapemig e quer falar sobre o seu trabalho para gente, faça contato pelo mfcfapemig@gmail.com.

Nossas experiências

Na semana passada, nosso colaborador Álvaro Petrus falou sobre os aprendizados da reunião de trabalho. Ele é responsável pelo programa Ciência no Ar. Agora, a Luiza Lages, que cuida do programa Ondas na Ciência, relata as experimentações radiofônicas que está fazendo. Com vocês, a nossa especialista em podcast:

http://minasfazciencia.com.br/wp-content/uploads/2017/04/luiza.mp4

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As metáforas da física (e vice-versa)

ter, 18/04/2017 - 13:26

Misteriosíssimos labirintos se entrecruzam.

De um lado, a fascinante e babilônica ficção do escritor argentino Jorge Luis Borges; de outro, as “poéticas” e múltiplas leis da mecânica quântica e seu “mundo microscópico”.

O que prever de tal confluência de construções labirínticas?

No caso dos leitores de Borges e a mecânica quântica, livro lançado em 2011 pela Editora Unicamp e que reúne textos de Alberto Rojo, professor da Oakland University, instituição sediada em Michigan, há que se esperar uma tríade de possibilidades: conhecimento, arte e – por que, não? – divertimento.

Traduzido por Márcia Aguiar Coelho, o livro de Rojo – cujo título original, El jardín de los mundos que se ramifican: Borges e la mecánica cuántica, remonta diretamente ao clássico conto do grande autor argentino – acaba por aproximar os leitores, mesmo os mais leigos, de um “universo dúbio” e (por isso, mesmo) assaz instigante, em que se relevam, de modo leve e espontâneo, a “poesia da física” e, ao mesmo tempo, a “física da poesia”.

Neste sentido, para além da relação entre as escrituras de Borges e os preceitos quânticos, o “cardápio” de temas desenvolvidos por Rojo apresenta-se extenso, como se pode perceber pelos títulos de alguns dos textos reunidos no livro: “Literatura e ciência”; “Eistein, 1905”; “Teletransporte”; “Aquarelas de Galileu”; “A parte e o todo”; “Acasos cotidianos”, “Física nos tangos” ou “A parábola do jorro d’água”.

Diante de tais comentários sobre o tempo e suas composições – da ciência à literatura; da história à física –, muito haverá a ser saboreado por todo aquele que, fascinado por “labirintos”, busque mistérios sob os véus da vida.

Leia um trecho:

“Entretanto, onde estão todos esses universos? Uma resposta é que podem estar ‘aqui’, onde está ‘nosso’ universo. Segundo a teoria, esses universos não interagem, de maneira que não há razão para excluir a possibilidade de que estejam ocupando o mesmo espaço. Outra resposta é que os universos estejam ‘empilhados’ em uma dimensão adicional da qual nada sabemos. Essa possibilidade deve distinguir-se das ‘infinitas dimensões de tempo’ das quais Borges fala em seu ensaio sobre J. W. Dunne, em Outras inquisições. Segundo Dunne, cujos escritos são, aliás, a inspiração da ideia de que o tempo se bifurca, essas dimensões são espaciais, e inclusive ele chega a falar de um tempo perpendicular a outro. Essa ‘geometrização’ não é válida para a teoria dos muitos mundos, e é certamente distinta do tempo ramificado de Ts’ui Pên.”

Ficha técnica:


Livro:
Borges e a mecânica quântica

Autor: Alberto Rojo

Tradução: Márcia Aguiar Coelho

Editora: Unicamp

Título original: El jardín de los mundos que se ramifican: Borges e la mecánica cuántica

Páginas: 144

Ano: 2011

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Lei das Empresas Juniores completa um ano; saiba o que mudou

seg, 17/04/2017 - 11:00

Empresários juniores promovem encontros nacionais e estaduais para troca de experiências. Estas são imagens do Encontro Mineiro de Empresas Juniores 2016, que ocorreu em Juiz de Fora. Foto: EMEJ/Fejemg

A Lei nº 13.267/16, conhecida como Lei das Empresas Juniores (EJs), completa um ano neste mês de abril. Esta legislação disciplina a criação e a organização das associações de estudantes que decidem empreender dentro das instituições de ensino superior.

As novas regras mudam o reconhecimento das EJs pelas universidades, o relacionamento dos alunos com professores orientadores de projetos, além de regulamentar a atuação das EJs para melhor visibilidade no mercado empresarial.

A lei surgiu da necessidade de regularização das EJs, porque grande parte está dentro de universidades públicas. Essas empresas faturam e têm CNPJ dentro do meio público, por isso funcionavam num modelo sem legitimidade. As EJs eram questionadas por alunos, professores e até mesmo pelas universidades. A lei começou a tramitar em 2012 e o processo todo durou cerca de 4 anos. A legislação conseguiu ser aprovada em todas as Casas e Comissões pela qual passou, afirma Andrei Golfeto, presidente da gestão de 2017 da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior).

Os envolvidos em uma EJ são geradores de conhecimento e ciência. Eles vivem o chamado Movimento Empresa Júnior (MEJ), que reflete uma cultura de compromisso, transformação e realização de projetos.  O movimento surgiu em 1967 na França e veio para o Brasil em 1988.

Lançamento do programa Contrate uma Empresa Júnior. Andrei Golfeto, Brasil Júnior. Brasília Foto: José Paulo Lacerda

A ideia é trabalhar numa empresa dentro do ambiente da universidade, criando produtos e serviços que realmente podem ser comercializados, para formar estudantes comprometidos com transformações sociais. O principal objetivo é o desenvolvimento acadêmico e profissional dos associados, para alavancar nos estudantes a capacidade realizadora e intensificar a educação empreendedora.

O Brasil tem hoje 451 EJs, nas quais trabalham mais de 16 mil empresários juniores, e que estão associadas a 22 federações. Esta organização reflete bons resultados, levando em conta que metade dessas empresas apresenta alto crescimento.

A Federação das Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais (FEJEMG) conta com 65 empresas juniores presentes em 19 instituições de ensino superior situadas em 13 cidades diferentes. Os federados denominam o movimento mineiro de Maré Vermelha!

O que diz lei
  • A empresa júnior deve ter Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
  • A empresa júnior está vinculada a instituição de ensino superior e desenvolve atividades relacionadas ao campo de abrangência de pelo menos um curso de graduação. É necessário ter um estatuto ou um regimento interno, sendo vedada qualquer forma de ligação partidária;
  • Os estudantes associados à empresa júnior exercem trabalho voluntário;
  • As atividades desenvolvidas pela EJ deverão ser orientadas e supervisionadas por professores e profissionais especializados;
  • A empresa júnior poderá cobrar pela elaboração de produtos e pela prestação de serviços;
  • Cabe à empresa júnior: promover o recrutamento, realizar estudos e elaborar diagnósticos, promover o treinamento e capacitação, desenvolver projetos, pesquisas e estudos; promover e difundir o conhecimento por meio de intercâmbio com outras associações (no Brasil e no exterior); entre outros.
O que mudou em um ano de legislação

A legislação que entrou em vigor em 6 de abril de 2016 é inédita no mundo e tem pontos chave de mudança. Para que um EJ passe a ser reconhecida por sua universidade, é preciso que a instituição elabore uma resolução específica.

Em contrapartida, os empresários juniores fazem um plano acadêmico que precisa ser aprovado junto aos órgãos colegiados do curso. Esse procedimento profissionaliza o processo para iniciação de uma EJ e dá credibilidade perante instituições e sociedade civil.

A legitimação da EJ autoriza a universidade a ceder espaço físico à organização, além de reconhecer carga horária dedicada pelo professor orientador. A empresa júnior pode ser considerada um projeto de extensão ou contabilizar horas de estágio para os participantes.

Muita coisa mudou em um ano, porque trouxe legitimidade e reconhecimento para EJs. Existiam 310 e agora são 451. Esses números são de empresas que a Brasil Júnior audita e fiscaliza. A empresa que não está em conformidade com a lei, não é considerada. Hoje,  no Brasil, existem mais de mil empresas juniores e metade não é regularizada. Fazemos esforços para regularizar porque pequenos negócios são impactados e mais jovens são preparados, explica Golfeto.

#Contrate uma EJ

Empresários juniores de todo o Brasil estão engajados durante todo o mês de abril na campanha #contrateumaEJ para disseminar o conceito da formação por meio do empreendedorismo, que faz parte da cultura Movimento Empresa Júnior.

Em um ano de lei, a atração de novos clientes também foi importante. Tivemos um ganho de 110% na quantidade de projetos executados pelas empresas juniores. Chegamos ao faturamento de 11 milhões, 65% a mais do que em 2015. Esse dinheiro foi investido nessa formação empreendedora, completa Golfeto.

A ideia da campanha é explicar que por serem organizações sem fins-lucrativos, as EJs oferecem serviços de qualidade a um baixo custo, tornando as consultorias acessíveis para micro e pequenas empresas.  Além disso, os projetos seguem as principais tendências de mercado de cada área, porque são fomentados pela ciência, tecnologia e inovação da universidade.

Há produtos e serviços nas áreas de Engenharia e Arquitetura, Gestão Empresarial, Inovação, Gestão de Processos, Desenvolvimento Web, Consultoria Ambiental, Consultoria em Alimentos, Gestão Financeira, Pesquisas, Consultoria Jurídica, Gestão da Comunicação, Agronegócio, Consultoria Internacional, Gestão de Pessoas, Consultoria Química e Farmacêutica, Organização de Eventos, entre outros.

(Com informações da Confederação Brasileira de Empresas Juniores – Brasil Júnior e Federação das Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais – FEJEMG)

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Gamificação na saúde: aplicativos para jovens com diabetes

sex, 14/04/2017 - 18:09

Já ouviu falar em gamificação na saúde?

É o uso de elementos da estrutura de jogos com a finalidade de incentivar determinados comportamentos e resultados.

Pesquisas indicam que o mercado mundial de gamificação deverá movimentar acima de 5 bilhões de dólares em 2017.

Além de tendência da área de tecnologia, games são cada vez mais usados na saúde e na educação: técnicas de jogos podem incentivar uma vida saudável, educar e conscientizar.

Aplicativos para jovens com diabetes

A doutoranda Fernanda Figueredo Chaves, integrante do Núcleo de Pesquisa em Gestão, Educação e Avaliação em Saúde, da Escola de Enfermagem da UFMG, fala ao Ondas da Ciência sobre seus estudos de aplicativos para jovens com diabetes mellitus tipo 1:

Fonte da imagem: Leon Terra/Flickr

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MG tem rede experimental inédita de energia e fibra óptica

qui, 13/04/2017 - 08:00

A Cemig desenvolveu uma rede experimental sinérgica inédita com capacidade de transmissão de energia elétrica e comunicação de dados em banda larga.

O sistema usa cabos condutores especiais integrados, que trazem fibras óticas em seu núcleo. Por meio de um projeto piloto, a rede já está funcionando em escala real na UniverCemig, em Sete Lagoas.

A iniciativa é uma parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). Tem apoio da CemigTelecom e da indústria nacional especializada (Furukawa, Balestro e Workeletro).

O projeto foi financiado pelo programa de P&D Aneel e Fapemig e teve investimentos de R$ 2 milhões.

“A rede sinérgica já tem uma configuração muito próxima da solução industrial desejada. A etapa final será padronizar nas áreas de engenharia, planejamento, projeto e construção de redes da Cemig”. Carlos Alexandre Meireles Nascimento, engenheiro de tecnologia e normalização da Cemig e um dos desenvolvedores da tecnologia.

Menos cabos, mais benefícios

A intenção do projeto é diminuir a quantidade de cabos de comunicação de dados nos postes da distribuidora. De acordo com Carlos Alexandre Nascimento, são inúmeros os benefícios para a sociedade, como diminuição da poluição visual e mais segurança para os consumidores.

Outra vantagem será o aumento da segurança operacional junto aos clientes. Qualquer defeito na rede será detectado e localizado à distância e de maneira rápida.

Para o CPqD, esse é um projeto importante pelo caráter inovador e também por ter envolvido os vários interessados no desenvolvimento dessa nova tecnologia.

“O conceito de redes sinérgicas é uma inovação que atende a uma necessidade de mercado e conta com a união de esforços de pesquisadores e da indústria nacional”, enfatiza Claudio Antonio Hortencio, pesquisador do CPqD que participou do projeto.

Reprodução CPqD

O que são redes sinérgicas?

O conceito de rede sinérgica é derivado do significado da palavra “sinergia”.

Trata-se da associação de vários dispositivos executores de determinadas funções que contribuem para uma ação coordenada.

A ideia das redes sinérgicas surgiu a partir da experiência da Cemig com smart grid (redes inteligentes).

A fibra ótica é o melhor meio de transmissão de dados em banda larga e atende requisitos de comunicação das futuras redes de distribuição de energia da companhia.

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Reunião de trabalho com muito aprendizado

qua, 12/04/2017 - 10:24

Toda terça-feira é dia de conversa boa na reunião de trabalho do projeto Minas Faz Ciência. Os estreantes da equipe estão aproveitando para aprender mais sobre divulgação científica e jornalismo cientifico porque cada encontro fica como uma aula.  Para quem se interessa pela ciência, vale a pena nos acompanhar aqui no site e pelas redes sociais.

Workshop 

Ontem a equipe encarou um pequeno workshop sobre funcionalidades do WordPress para que todos estejam afinados para postagens no site. Falamos sobre a importância de cuidar dos títulos, resumos e imagens em cada publicação. Além disso, definimos editorias para o site que, em breve, terá um menu de opções para o leitor. Aguardem!

Revista

No fim de maio, chega mais uma edição da Minas Faz Ciência. Durante a reunião de trabalho, conversamos sobre o andamento das matérias e detalhes sobre a diagramação. O “corpinho” da revista deve mudar, mas isso é assunto para daqui a alguns meses…

 O que vem por ai

Cientistas e entusiastas do mundo todo se unirão para marchar por mais visibilidade e credibilidade para a ciência no dia 22 de abril. Conversamos sobre essas mobilizações e continuaremos acompanhando o assunto.

Nosso novato Álvaro Petrus contou um pouco sobre as participações na reunião de trabalho:

http://minasfazciencia.com.br/wp-content/uploads/2017/04/alvaro.mp4

Um salve para todos os novos integrante da família Minas Faz Ciência!!!

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Conheça o Leish Flow, maior eficiência no diagnóstico da leishmaniose

ter, 11/04/2017 - 16:55

A leishmaniose visceral é uma doença que acomete homens e cães em muitas partes do mundo, como China, Oriente Médio, Sul da Europa e América do Sul, sendo o Brasil um desses lugares com registro da doença. Sua manifestação é mais comum em zonas rurais, embora as ocorrências em zonas urbanas também se mostre crescente nos últimos anos.

Em território nacional, o estado de Minas Gerais não fica de fora dos números que preocupam as autoridades em saúde, constando hoje como o terceiro estado com o maior número de incidências do problema segundo o último levantamento realizado pelo Ministério da Saúde no ano de 2015.

 

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Casos de Leishmaniose em 2015 – por UF
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A contaminação ocorre em decorrência da transmissão do protozoário leishmânia, transmitido pela picada de insetos infectados. No Brasil, o principal transmissor é o mosquito popularmente conhecido como mosquito palha. É uma doença sistêmica, e tem como principais sintomas a febre de longa duração, perda de peso, diminuição da força muscular e anemia. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos segundo informações do Ministério da Saúde.

Diante dessa realidade, mecanismos que sejam precisos no diagnóstico do problema são fundamentais. Na busca de uma solução mais eficiente para o quadro atual, pesquisadores do Núcleo de Pesquisas em Ciências biológicas da Universidade Federal de Ouro Preto  em trabalho conjunto com outras Universidades do estado desenvolveram o kit ‘batizado’ como Leish Flow, capaz de detectar com maior eficiência e precisão os casos da doença.

Entre os parceiros estão a Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Universidade Federal de Juiz de Fora e o Centro de Pesquisas René Rachou – FIOCRUZ/MG, além de Centros de pesquisa dos estados da Bahia e do Espírito Santo.

A equipe Minas Faz Ciência conversou com dois pesquisadores da UFOP que atuaram diretamente na formulação do kit e traz mais detalhes sobre o projeto:

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“A divulgação científica precisa ser irrigada com novas ideias”

seg, 10/04/2017 - 22:20

Foto: Divulgação

A fala é do professor Luciano Raposo de Almeida Figueiredo, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Na tarde desta segunda-feira (10), o pesquisador ministrou a aula inaugural da Formação Transversal em Divulgação Científica da UFMG.

Figueiredo tratou dos desafios para as Humanidades e de percursos possíveis para a divulgação científica no Brasil.

Segundo ele, é preciso investir em ações de divulgação inovadoras, que se aproximem das dinâmicas interativas das mídias digitais e das novas plataformas de comunicação on-line.

“Para falar com novos públicos, é preciso experimentar linguagens e propostas. As novas gerações têm muito a contribuir”. Confira abaixo um resumo da apresentação e os destaques da fala do pesquisador:

RHBN: Um marco na divulgação científica brasileira

Exposição de primeiro número da Revista de História da Biblioteca Nacional do Brasil em uma Biblioteca Pública. Reprodução Wikipedia.

Figueiredo pontuou que, até o início do século XXI, a divulgação científica nacional era francamente desfavorável às ciências humanas.

O quadro começou a se modificar nos anos 2000, com o lançamento de uma série de revistas dedicadas à História, à Filosofia e outras áreas de conhecimento Sociais – dentre as iniciativas, estava a Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN).

Fundada e editada por Figueiredo por mais de uma década, a revista foi uma das mais bem-sucedidas experiências editoriais de divulgação da ciência no Brasil e é considerada a maior revista de popularização da história do mundo.

A visibilidade alcançada pela RHBN mobilizou diversos grupos de pesquisadores da História a pensarem sobre o tema, formarem grupos e redes de discussão sobre a divulgação de suas pesquisas em todo o país.

Essa exposição em massa a uma ampla e difusa audiência foi, segundo Figueiredo, um dos maiores desafios dos primeiros anos do projeto. Ao longo de sua existência, a revista contribuiu para mudar, ainda que timidamente, uma cultura acadêmica que não se interessava pelo diálogo fora da Academia e que passou a compreender a importância do jornalismo para a popularização da história.

Jornalismo científico, histórico e colaborativo

Concebida na colaboração intensa de jornalistas, pesquisadores e historiadores, a RHBN contribuiu para o avanço significativo na relação de intelectuais brasileiros com o público não-acadêmico e com a divulgação de seus trabalhos.

A publicação atingiu números expressivos, com tiragem que chegou a 159 mil exemplares, distribuição em 59 mil escolas públicas e 28 mil exemplares por edição vendidos em bancas de jornal de todo o país.

A RHBN valorizava as imagens como fontes informativas e, mais do que decorar as páginas, as figuras serviam para construir narrativas e informar.

Livro originado do conteúdo da RHBN. Imagem: Reprodução

Os títulos e chamadas de capa eram pensados para concorrer comercialmente com outros exemplares nas bancas, sem perder o rigor do fato científico.

Em decorrência do sucesso, diversos eventos e projetos subsequentes foram realizados com foco na divulgação da história, como o Festival de História de Diamantina (FHIST) e a publicação de livros como História do Brasil para Ocupados (imagem), organizado a partir do conteúdo da Revista, além de exposições e palestras.

O projeto foi descontinuado, segundo Figueiredo, por uma série de questões do cenário político, e de decisões de gestão que tornaram a manutenção da RHBN inviável. Sem financiamento público, a revista foi cancelada e, em 2017, o site que continha todo seu acervo também saiu do ar.

Historiadores e a divulgação científica

“A Academia ainda tem muito pouco interesse na divulgação, a despeito da importância das ações e do incentivo das agências de fomento”, lamenta Figueiredo. Para ele, depois de uma década frenética de divulgação científica nas Humanidades, o país hoje tem pouca adesão dos pesquisadores a projetos de divulgação.

Para ele, é importante que os especialistas acompanhem todas as etapas de desenvolvido dos produtos de divulgação científica, sem perder de vista as demandas técnicas da comunicação e a tolerância com as adaptações necessárias. “Ninguém faz divulgação científica sozinho. É preciso ter colaboração”.

Quem é Luciano Figueiredo?

Foto: Reprodução SEHPOLIS

Graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1982), Mestre e Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (1989 e 1996).

Teve experiências como pesquisador nos Estados Unidos. Nos últimos anos, concentrou seus estudos na história das lutas políticas na época moderna, na Europa e na América.

Fundador e editor da Revista Nossa História e da Revista de História da Biblioteca Nacional, publicações voltadas para a popularização do conhecimento histórico. Desde 2003, tem interesse nos temas relacionados à divulgação científica da História.

“A comunicação pública da ciência exige o domínio de especialidades, de diversos profissionais capazes de atuar em conjunto e colaborativamente. Acredito que a divulgação científica deve ser pensada como projeto acadêmico nas Universidades para dar conta dessa complexidade”.

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Ciência e nutrição: conheça receitas criadas especialmente para diabéticos

seg, 10/04/2017 - 08:15

Para reduzir o impacto da diabetes, é necessário estabelecer estratégias de educação nutricional para a mudança de comportamentos e hábitos alimentares. A partir dessa proposta, a professora doutora Sônia Maria de Figueiredo, da Escola de Nutrição da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), criou uma oficina de culinária e nutrição para diabéticos.

Essas pessoas vão até o Laboratório de Técnica Dietética da UFOP para interagir com estudantes de nutrição e aprender a cozinhar alimentos importantes para a manutenção da glicemia. Depois de aproximadamente 7 anos de oficinas, a professora lançou o livro Saberes e Sabores em Oficinas de Culinária: Receitas que traz receitas testadas no laboratório com participantes da Associação dos Diabéticos de Ouro Preto (ASSODIOP).

“Os alunos do curso de nutrição ensinam a essas pessoas porções de alimentos para evitar a elevação da glicemia. A oficina desenvolve a habilidade culinária e capacita os alunos da UFOP. A culinária é muito importante para adesão do paciente. Às vezes, o diabético deixa de fazer o tratamento porque não sabe a importância da nutrição ou não sabe cozinhar, assim passa a consumir açúcar porque a comida fica ruim. A gente desmistifica essa alimentação mostrando que a comida do diabético pode ser gostosa e bonita”, explica a professora.

Cozinhando na universidade

Participantes desgustando refeição preparada na oficina. Foto: Escola de Nutrição – UFOP

Uma vez a cada 15 dias o grupo se reúne na UFOP para preparar receitas nutritivas e equilibradas, fazendo reflexões coletivas sobre culinária, saúde e prazer. Os participantes cozinham e degustam ao final da oficina. A cada encontro, os estudantes de nutrição preparam ensinamentos como, por exemplo, consumo fibras ou a inserção de alimentos funcionais no dia a dia dos pacientes. Se os participantes não têm o hábito de comer gergelim, são ensinadas maneiras de inserir este alimento em saladas. Se eles não consumiam aveia, é demonstrado o quanto ela pode ajudar a baixar a glicemia.

Os estudantes fazem reuniões semanais para ler artigos e discutir qual alimento será tema da oficina. Assim, são capazes de explicar ao diabético o motivo pelo qual deve inserir o alimento na rotina nutricional, enquanto fazem juntos alguma receita no laboratório.

“O grande desafio é mostrar que o diabético não precisa comer separado da família. Além disso, ajudamos a pensar a inserção deles em contextos de festas. O paciente acha que precisa ficar em casa, porque não pode comer determinado alimento. Aprendendo nutrição, eles ficam empoderados ao saber o que podem comer e se tornam mais inseridos socialmente. Isso ajuda a reduzir até quadros de depressão”, relata  Sônia Maria de Figueiredo.

Livro

Os próprios alunos e participantes das oficinas pediram para a professora fazer o livro de receitas. A cada encontro é distribuído um encarte com informações sobre a preparação do dia, mas os pacientes às vezes perdiam o papel em casa.

A ideia é que o livro reúna as receitas para ajudar a lembrar e deixar disponível para quem quiser aprender sobre nutrição.

“Cozinhar melhora adesão ao tratamento do diabético. A família elogia e consome os alimentos junto. Temos relatos de redução de glicemia em participantes das oficinas. Temos um caso de glicemia inicial de 300 mg/dl que agora está em 120 mg/dl”, conta a professora.

O livro está disponível para download aqui

Escolhemos duas receitas deliciosas do livro Saberes e Sabores em Oficinas de Culinária: Receitas.  Clique para ampliar e aprenda a fazer caldo verde e pizza com massa de couve-flor:

Foto: Steven Depolo/Flickr

Ciência gerando ciência

De acordo com Sônia Maria de Figueiredo, este trabalho com alunos e pacientes diabéticos é parte de uma ciência feita com metodologias ativas. O estudante aprende praticando com um apoio do professor. Segundo ela, o universitário cria habilidades de competências ao gerir uma oficina culinária e, como consequência, mudar o contexto de vida do paciente. Assim, é capaz de perceber a importância da nutrição no mercado e o impacto social da atuação profissional.

O trabalho no Laboratório de Técnica Dietética da UFOP já se desdobrou em artigos científicos publicados, além de trabalhos de conclusão de cursos dos estudantes. As oficinas também despertaram outras linhas de estudo relacionadas à alimentação, cultura e saúde. Os pesquisadores estão envolvidos em projetos que discutem especificidades nutricionais de veganos e vegetarianos, além de estudos sobre alimentação sem glúten. Há também trabalhos para produção de barrinhas de cereal com farinha de maracujá e desenvolvimento de novos produtos usando a própolis verde.

Conheça mais sobre o trabalho realizado no Laboratório de Técnica Dietética da UFOP pelo Facebook.

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Categorias: Pesquisa