Notícias da FAPEMIG

Subscrever feed Notícias da FAPEMIG
Ciência, tecnologia e inovação
Atualizado: 11 horas 35 minutos atrás

“Estudos sociais em C&T retiram pesquisas das bolhas”

ter, 23/04/2019 - 11:13

Em entrevista, professor do CEFET-MG fala sobre simpósio que debate os estudos sociais da ciência que será realizado na Instituição

O post “Estudos sociais em C&T retiram pesquisas das bolhas” apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Bexiga Hiperativa: problema comum e pouco conhecido

seg, 22/04/2019 - 10:37

Cientistas da PUC Minas pesquisam o tema e oferecem atendimento a pacientes na Clínica de Fisioterapia

O post Bexiga Hiperativa: problema comum e pouco conhecido apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Pesquisadores lançam podcast sobre saberes em comunicação

ter, 16/04/2019 - 08:00

Lançado neste primeiro semestre de 2019, o Teoria em Prosa é um podcast desenvolvido por professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para falar sobre empirias e teorias em comunicação.

Definido como “espaço sonoro para divulgação científica e diálogo de saberes”, o projeto visa a aproximação entre Academia e sociedade.

A cada programa, um pesquisador é entrevistado sobre um trabalho recém-publicado.

O projeto reúne as pesquisadoras do Afetos: Grupo de Pesquisa em Comunicação, Acessibilidade e Vulnerabilidades, Camila Alves Mantovani e Sônia Pessoa.

Também fazem parte os professores Phellipy Jácome e Bruno Souza Leal, do Tramas Comunicacionais: Núcleo de Estudos em Narrativa e Experiência.

Dimensão afetiva da pesquisa

O primeiro episódio da atual temporada trata da pesquisa com afetos, ou da dimensão afetiva de pesquisa.

O aspecto é explorado pelo professor Carlos Camargos Mendonça, do Núcleo de Estudos em Estéticas do Performático e Experiência Comunicacional.

Mendonça discute as potências do afeto em nossas experiências e como realizar pesquisas a partir dessa pesquisa.

Para ele, ação e paixão, corpo e mente, complementam-se na busca pelo conhecimento.

Confira:

Importância dos encontros

Já no segundo episódio, Bruno Souza Leal e Sônia Pessoa entrevistam o professor francês Jean-Luc Moriceau, do Institut Mines-Télécom.

O pesquisador fala de sua aproximação intelectual com o pensador americano Alphonso Lingis.

A partir daí, reflete sobre caminhos da produção de conhecimento e a importância do encontro e dos afetos nesse processo.

Ouça:

Rádio Terceiro Andar 

Além de estar disponível na web, o programa Teoria em Prosa compõe a grade de programação da Rádio Terceiro Andar.

Criado em março de 2017, sob a coordenação da professora Sônia Pessoa, o projeto tem como objetivo dar espaço e voz às questões que envolvem a comunidade universitária.

A rádio conta com produção de alunos de graduação matriculados nas disciplinas “Estudos de Radiojornalismo” e “Rádio e Mídias Digitais” da UFMG.

Ainda participam desse processo os estudantes do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UFMG e os professores do Departamento de Comunicação da instituição.

A equipe do Teoria em Prosa no estúdio da Rádio Terceiro Andar, com seus entrevistados. Foto: Reprodução Facebook / Sônia Pessoa

Clique aqui e navegue pelos conteúdos já produzidos.

O post Pesquisadores lançam podcast sobre saberes em comunicação apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

CTNano/UFMG: a “casa mineira” da tecnologia em nanomateriais e grafeno

seg, 15/04/2019 - 10:50

Será inaugurado, nesta terça-feira (16), o Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno da Universidade Federal de Minas Gerais (CTNano/UFMG). Dentro do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), na Região da Pampulha. O edifício tem quatro pavimentos, mais de três mil metros quadrados e conta com 10 laboratórios com equipamentos de última geração. Por lá, cientistas e profissionais do mercado estão envolvidos em pesquisa na área de nanotecnologia para anteder a demandas do setor industrial.

De acordo com o professor Marcos Pimenta, coordenador geral do CTNano, a sede vem para dar continuidade a trabalhos feitos de forma pioneira há mais de 20 anos na UFMG. No inicio, eram pesquisa de cunho acadêmico, mas como passar dos anos, cientistas começaram a atender demandas do setor industrial interessado em tecnologias  desenvolvidas pelos pesquisadores

“Percebemos que existe uma distância entre a tecnologia que era feita na universidade (área acadêmica) e a necessidade do setor industrial. O CTNano vem para ocupar este espaço e fazer a ponte entre as duas áreas”, afirma o coordenador. As pesquisas feitas na universidade cumprem a função ampla de geração de conhecimento. Já o CTNano, segundo Marcos Pimenta, tem foco em demandas específicas. “Temos projetos encomendados e definidos. São produtos, dispositivos e materiais que vamos desenvolver”, explica.

Escala e Otimização

Conforme o coordenador, as produções no CTNano buscam alcançar duas visões essenciais para viabilidade comercial de produtos: escala e otimização (baixo custo de insumos e processos). “Na academia, fazemos produtos em baixa escala e protótipos de laboratório. A indústria quer algo em larga escala e, muitas vezes, não é trivial este aumento”.

Um segundo ponto é que a universidade, nem sempre, se preocupa com custo do produto no desenvolvimento das pesquisas, mas para o setor industrial altos valores são impeditivos. Portanto, o CTNano encara o desafio de minimizar custo para atender á questões comerciais.

O CTNano vem para fazer a ponte entre universidade e setor industrial, afirma o industrial Marcos Pimenta. Foto: Luana Cruz/Minas Faz Ciência

O projeto, que culminou com a construção do prédio, começou há quatro anos. Os trabalhos já eram desenvolvidos em instalações provisórias, em três locais diferentes. Os pesquisadores enfrentaram problemas de espaço, ficando impedidos até de comprar novos equipamentos porque não tinham onde instalar. O prédio será espaço ideal para a acomodação dessas tecnologias e reunião da equipe que estava dispersa. ”Aumenta a sinergia e colaboração”, diz Marcos Pimenta.

Para o coordenador, a nanotecnologia e o grafeno, principais assuntos tratados dentro do CTNano, rompem com a divisão estática entra as áreas do conhecimento. No prédio, vão trabalhar físicos, químicos, biólogos e engenheiros – entre professores, pós-graduandos, estudantes de graduação e profissionais de mercado.  “Todo mundo conversando a mesma língua porque precisamos de todo esse conhecimento”, conclui Marcos Pimenta.

Nanotecnologia e nanomateriais – o que melhora?

Há dois materiais de carbono conhecidos desde a antiguidade, compostos só de átomos de carbono e muito resistentes: diamante e grafite. O primeiro, é considerado como material mais duro que existe. O segundo, é o mais difícil de esticar porque tem propriedades mecânicas super diferenciadas.

“O grafite é formado de folhas de átomos, como folhas de papel empilhadas. Cada folhinha é chamada grafeno. O nanotubo é um grafeno enrolado, como um canudinho. De certa maneira, as propriedades mecânicas do grafeno vêm das ligações químicas fortes entre carbono e carbono. Quando se está numa escala nano conseguimos criar novas propriedades. O grafeno é uma folha bidimensional, portanto, os átomos estão na superfície, sendo mais fácil a mistura com outros materiais. A mesma coisa acontece com os nanotubos, pois conseguirmos fazer misturas homogêneas com outros materiais nas dimensões manométricas. Na escala macro – como grafite e diamante – não funcionaria”, detalha  o professor Marcos Pimenta.

Enfim, nanomateriais têm propriedades mecânicas ótimas e, quando estão em escala nano, transferem para materiais convencionais (como plástico e cimento) as características importantíssimas para o setor industrial.

#bwg_container1_0 { /*visibility: hidden;*/ } #bwg_container1_0 * { -moz-user-select: none; -khtml-user-select: none; -webkit-user-select: none; -ms-user-select: none; user-select: none; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_wrap_0 * { box-sizing: border-box; -moz-box-sizing: border-box; -webkit-box-sizing: border-box; /*backface-visibility: hidden; -webkit-backface-visibility: hidden; -moz-backface-visibility: hidden; -ms-backface-visibility: hidden;*/ } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_wrap_0 { background-color: #000000; border-collapse: collapse; display: table; position: relative; text-align: center; width: 800px; height: 500px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_0 { display: inline-block; padding: 0 !important; margin: 0 !important; float: none !important; max-width: 800px; max-height: 500px; vertical-align: middle; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_embed_0 { padding: 0 !important; margin: 0 !important; float: none !important; width: 800px; height: 500px; vertical-align: middle; display: inline-block; text-align: center; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_watermark_0 { position: relative; z-index: 15; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #bwg_slideshow_play_pause_0 { background: transparent url("http://minasfazciencia.com.br/wp-content/plugins/photo-gallery/images/blank.gif") repeat scroll 0 0; bottom: 0; cursor: pointer; display: table; height: inherit; outline: medium none; position: absolute; width: 30%; left: 35%; z-index: 13; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #bwg_slideshow_play_pause_0:hover #bwg_slideshow_play_pause-ico_0 { display: inline-block !important; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #bwg_slideshow_play_pause_0:hover span { position: relative; z-index: 13; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #bwg_slideshow_play_pause_0 span { display: table-cell; text-align: center; vertical-align: middle; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #bwg_slideshow_play_pause-ico_0 { display: none !important; color: #FFFFFF; font-size: 60px; cursor: pointer; position: relative; z-index: 13; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #bwg_slideshow_play_pause-ico_0:hover { color: #CCCCCC; display: inline-block; position: relative; z-index: 13; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_left_0, #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_right_0 { background: transparent url("http://minasfazciencia.com.br/wp-content/plugins/photo-gallery/images/blank.gif") repeat scroll 0 0; bottom: 35%; cursor: pointer; display: inline; height: 30%; outline: medium none; position: absolute; width: 35%; /*z-index: 10130;*/ z-index: 13; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_left_0 { left: 0; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_right_0 { right: 0; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_left_0:hover, #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_right_0:hover { visibility: visible; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_left_0:hover span { left: 20px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_right_0:hover span { left: auto; right: 20px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_left-ico_0 span, #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_right-ico_0 span { display: table-cell; text-align: center; vertical-align: middle; z-index: 13; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_left-ico_0, #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_right-ico_0 { background-color: #000000; border-radius: 20px; border: 0px none #FFFFFF; box-shadow: 0px 0px 0px #000000; color: #FFFFFF; height: 40px; font-size: 20px; width: 40px; z-index: 13; -moz-box-sizing: content-box; box-sizing: content-box; cursor: pointer; display: table; line-height: 0; margin-top: -15px; position: absolute; top: 50%; /*z-index: 10135;*/ opacity: 1.00; filter: Alpha(opacity=100); } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_left-ico_0:hover, #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 #spider_slideshow_right-ico_0:hover { color: #CCCCCC; cursor: pointer; } #spider_slideshow_left-ico_0{ left: -9999px; } #spider_slideshow_right-ico_0{ left: -9999px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_container_0 { display: table; position: absolute; text-align: center; top: 0px; vertical-align: middle; width: 800px; height: 500px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_filmstrip_container_0 { display: table; height: 0px; position: absolute; width: 800px; /*z-index: 10105;*/ top: 0; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_filmstrip_0 { left: 20px; overflow: hidden; position: absolute; width: 760px; /*z-index: 10106;*/ } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_filmstrip_thumbnails_0 { height: 0px; left: 0px; margin: 0 auto; overflow: hidden; position: relative; width: 20px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_filmstrip_thumbnail_0 { position: relative; background: none; border: 1px solid #000000; border-radius: 0; cursor: pointer; float: left; height: 0px; margin: 0 1px; width: 0px; overflow: hidden; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_thumb_active_0 { opacity: 1; filter: Alpha(opacity=100); border: 0px solid #FFFFFF; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_thumb_deactive_0 { opacity: 0.80; filter: Alpha(opacity=80); } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_filmstrip_thumbnail_img_0 { display: block; opacity: 1; filter: Alpha(opacity=100); padding: 0 !important; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_filmstrip_left_0 { background-color: #3B3B3B; cursor: pointer; display: table-cell; vertical-align: middle; width: 20px; /*z-index: 10106;*/ left: 0; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_filmstrip_right_0 { background-color: #3B3B3B; cursor: pointer; right: 0; width: 20px; display: table-cell; vertical-align: middle; /*z-index: 10106;*/ } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_filmstrip_left_0 i, #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_filmstrip_right_0 i { color: #FFFFFF; font-size: 20px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_none_selectable_0 { -webkit-touch-callout: none; -webkit-user-select: none; -khtml-user-select: none; -moz-user-select: none; -ms-user-select: none; user-select: none; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_watermark_container_0 { display: table-cell; margin: 0 auto; position: relative; vertical-align: middle; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_watermark_spun_0 { display: table-cell; overflow: hidden; position: relative; text-align: right; vertical-align: bottom; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_title_spun_0 { display: table-cell; overflow: hidden; position: relative; text-align: right; vertical-align: top; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_description_spun_0 { display: table-cell; overflow: hidden; position: relative; text-align: center; vertical-align: bottom; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_watermark_image_0 { padding: 0 !important; float: none !important; margin: 4px !important; max-height: 90px; max-width: 90px; opacity: 0.30; filter: Alpha(opacity=30); position: relative; z-index: 15; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_watermark_text_0, #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_watermark_text_0:hover { text-decoration: none; margin: 4px; font-size: 12px; font-family: Arial; color: #FFFFFF !important; opacity: 0.30; filter: Alpha(opacity=30); position: relative; z-index: 15; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_title_text_0 { text-decoration: none; font-size: 16px; font-family: segoe ui; color: #FFFFFF !important; opacity: 0.70; filter: Alpha(opacity=70); position: relative; z-index: 11; border-radius: 5px; background-color: #000000; padding: 0 0 0 0; margin: 5px; display: inline-block; word-wrap: break-word; word-break: break-word; top:16px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_description_text_0 { text-decoration: none; font-size: 14px; font-family: segoe ui; color: #FFFFFF !important; opacity: 0.70; filter: Alpha(opacity=70); position: relative; z-index: 15; border-radius: 0; background-color: #000000; padding: 5px 10px 5px 10px; margin: 5px; display: inline-block; word-wrap: break-word; word-break: break-word; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_description_text_0 * { text-decoration: none; color: #FFFFFF !important; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slide_container_0 { display: table-cell; margin: 0 auto; position: absolute; vertical-align: middle; width: 100%; height: 100%; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slide_bg_0 { margin: 0 auto; width: inherit; height: inherit; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slider_0 { height: inherit; width: inherit; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_spun_0 { width: inherit; height: inherit; display: table-cell; filter: Alpha(opacity=100); opacity: 1; position: absolute; vertical-align: middle; z-index: 2; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_second_spun_0 { width: inherit; height: inherit; display: table-cell; filter: Alpha(opacity=0); opacity: 0; position: absolute; vertical-align: middle; z-index: 1; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_grid_0 { display: none; height: 100%; overflow: hidden; position: absolute; width: 100%; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_gridlet_0 { opacity: 1; filter: Alpha(opacity=100); position: absolute; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_dots_0 { display: inline-block; position: relative; width: 12px; height: 12px; border-radius: 5px; background: #F2D22E; margin: 3px; cursor: pointer; overflow: hidden; z-index: 17; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_dots_container_0 { display: block; overflow: hidden; position: absolute; width: 800px; top: 0; z-index: 17; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_dots_thumbnails_0 { left: 0px; font-size: 0; margin: 0 auto; overflow: hidden; position: relative; height: 18px; width: 180px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_dots_active_0 { background: #FFFFFF; opacity: 1; filter: Alpha(opacity=100); border: 1px solid #000000; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_dots_deactive_0 { } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_spun1_0 { display: table; width: inherit; height: inherit; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_spun2_0 { display: table-cell; vertical-align: middle; text-align: center; } Instalações CTNano: laboratórios e máquinas criação de nanotubos, espaços para medições térmicas, testes de resistência de cimento, entre outros. Foto: Luana Cruz/Minas Faz Ciência Projetos

Conheça dois projetos em andamento no CTNano:

1 – Cimento nanoestruturado:

O cimento comum (Portland) é uma tecnologia antiga e a indústria dessa área não passou por grandes inovações. Os pesquisadores Luiz Orlando Ladeira e José Márcio Calixto descobriram uma maneira de incorporar nanotubos no clinquer do cimento, assim conseguiram fazer um material mais resistente. Ou seja, tubinhos manométricos entram na composição do clinquer.

Clinquer é como cimento numa fase básica de fabricaçãoOs pesquisadores conseguiram fazer isso de maneira barata e eficiente, pois não adiantaria incorporar tecnologia se o saco de cimento passasse a custar 10 vezes mais. Durante o projeto, foram construídos fornos pilotos de cimento, que aumentaram de tamanho a cada etapa de desenvolvimento. O objetivo é chegar a um forno tamanho real que a empresa financiadora do projeto possa instalar no sistema de produção.

Este nanocimento, em princípio, terá aplicações mais industriais como o uso em barragens de concreto ou para a o setor petrolífero. A Petrobras, por exemplo, demanda este material para concretação do fundo do mar quando vai inserir tubos para puxar o óleo. São aplicações de nicho, mas no futuro, podem chegar à construção civil, pois o uso do nanocimento reduz a quantidade de material em obras. A indústria cimenteira é uma das que mais polui o ar e se conseguir usar menor quantidade de matéria-prima, contribuirá com a sustentabilidade.

2 – Plástico com propriedade superior

O plástico é um material muito conveniente por que é flexível, por outro lado, rasga e arrebenta com facilidade. A ideia deste projeto é incorporar grafeno e nanotubos de carbono no plástico resultando num material estruturado – um compósito – que vai ficar mais forte sem perder a maleabilidade.

A Petrobras encomendou um material desse tipo para o processo produtivo em na extração de óleo. A empresa precisa de tubulações que saem do fundo do oceano e chegam nas plataformas, que por sua vez, balançam por causa das ondas do mar. Sendo assim, o tubo de transferência precisa ser flexível e resistente. O CTNano está criando o material adequado para esta aplicação e enviará a uma fornecedora da Petrobras que fabrica tubulações.

A construção da nova sede do CTNano/UFMG contou com o apoio de empresas e instituições como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobras, InterCement, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Além do BH-TEC, a UFMG na coordenação e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) na gestão dos projetos – o Centro já soma recursos captados na ordem de R$ 46 milhões.

Não perca, em breve, na revista Minas Faz Ciência uma reportagem sobre os rumos das pesquisa em nanomateriais.

 

O post CTNano/UFMG: a “casa mineira” da tecnologia em nanomateriais e grafeno apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Florestas secundárias e resgate da biodiversidade

sex, 12/04/2019 - 14:36

A área florestal mundial cobre hoje 30,6% do planeta, segundo relatório de 2015 da Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura. Grande parte dessas florestas não são originais: mais de 75% das matas nativas já desapareceram. Em áreas desmatadas e abandonadas, a floresta se regenera naturalmente, formando as chamadas florestas secundárias.

“Normalmente as florestas secundárias são formadas por atividades antrópicas como supressão das florestas primárias para expansão agrícola, como ocorreu no passado na Mata Atlântica e se repete na Floresta Amazônica. Mas também pode resultar de desastres naturais como passagem de furacões”, explica Sebastião Venâncio Martins, coordenador do Laboratório de Restauração Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

O pesquisador integra a 2ndFOR, uma rede de pesquisa colaborativa internacional que se concentra em entender a ecologia, a dinâmica e a biodiversidade de florestas secundárias tropicais. Participam dos estudos 85 pesquisadores na América Latina, nos Estados Unidos e na Europa. A rede inventariou as árvores em florestas tropicais localizadas em 10 países da América Latina. Em cima disso, foi publicado, na revista Science Advances, artigo sobre o papel das florestas secundárias na conservação da diversidade de árvores tropicais.

Perda e recuperação de espécies

As florestas tropicais abrigam mais de 53 mil espécies de árvores: 96% da diversidade de árvores do mundo. Mas essas florestas estão ameaçadas por altas taxas de desmatamento. Além de ser a segunda principal causa das mudanças climáticas, o desmatamento tem outras consequências sociais e ambientais. Florestas e árvores reforçam meios de subsistência, fornecendo ar limpo e água, além de conservarem a biodiversidade. São fonte de alimento, remédios e combustível.

As florestas secundárias podem ajudar a reverter a perda de espécies? O artigo mostra que são necessários, em média, cerca de 20 anos para que florestas degradadas voltem a ter 80% da riqueza de espécies da floresta antiga. Mas apenas cerca de 30% da floresta vai voltar a ser o que era antes. Leia aqui o artigo publicado na Science Advances.

“As florestas secundárias conseguem recuperar boa parte do número de espécies, o que é muito positivo. Porém, as espécies originais das florestas primárias demoram muito mais tempo para chegarem nessas florestas secundárias. Dependendo da paisagem, podem demorar séculos para isso, ou nunca conseguirem”, afirma Sebastião Venâncio Martins.

Medidas para conservação da biodiversidade em florestas secundárias

Em regiões onde predominam agricultura ou pecuária intensiva, muitas espécies típicas dessas florestas já foram localmente extintas. Não há possibilidade de que essas espécies participem das novas florestas que venham a se regenerar. Assim, a conservação dos últimos remanescentes de florestas primárias é importante para o retorno das espécies nas florestas secundárias.

“Além disso, recomenda-se a implantação de ações de enriquecimento das florestas secundárias com espécies das florestas primárias. Isso visa a acelerar o processo e conservar essas espécies”, diz Martins. O enriquecimento pode ser realizado por meio de: semeadura direta, plantio de mudas em núcleos, transposição de solo superficial e serapilheira e implantação de corredores ecológicos para conectar florestas secundárias às primárias.

Pesquisa na UFV

Na UFV, o Laboratório de Restauração Florestal vem conduzindo há cerca de 20 anos projetos sobre restauração passiva, por meio da regeneração natural e restauração ativa, com plantio de mudas e técnicas de nucleação. “Nossos resultados têm mostrado que, em áreas onde a paisagem ainda possui remanescentes florestais em bom estado de conservação e o solo não foi degradado, o cercamento da área pode ser suficiente para que ocorra a regeneração natural e a formação de uma floresta secundária em tempo relativamente curto”, comenta Martins.

A contribuição dos pesquisadores para o artigo da Sciene Advances veio da tese de doutorado de Pedro Manuel Villa, orientado por Martins e com co-orientação do professor Silvio Nolasco. Na tese, entre outros aspectos, foi analisada a regeneração da floresta amazônica em áreas de agricultura indígena itinerante.

O post Florestas secundárias e resgate da biodiversidade apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Design e criatividade podem resolver problemas com resíduos de madeira

qui, 11/04/2019 - 18:10

Para Glaucinei Rodrigues Corrêa, professor de Design no curso de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), universidades públicas devem ter como premissa o compromisso social. Encontrar respostas que facilitem a vida em comunidades e solucionem dificuldades são responsabilidades dessas instituições.

No projeto desenvolvido por Corrêa, chamado “Ligno: material compósito com resíduo de madeira”, esses princípios são seguidos.

Como surgiu o Ligno?

Em 2015, enquanto Corrêa orientava o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de uma aluna, um velho problema da indústria moveleira foi trazido à tona: como lidar com a serragem resultante do corte das placas de madeira que acumula nas oficinas e precisa ser descartada corretamente para não causar impactos negativos?

Glaucinei R. Corrêa – Foto: William Araújo – Minas Faz Ciência

Para isso, por meio da criação da Lei 12.305, de 2010, foi instituída no Brasil a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que parafraseada por Corrêa, se resume em: “o gerador de resíduos deve fazer a gestão desse material, buscando a destinação indicada”.

Segundo estatísticas levantadas pelo pesquisador em 2016, com base nas empresas filiadas ao Sindicato das Indústrias do Mobiliário (Sindimov-MG), das cerca de 300 toneladas mensais de resíduos gerados pelo setor, apenas 16% recebiam destinação adequada. As demais eram descartadas em aterros sanitários, usadas em forragens de granjas ou queimadas.

“Esse material tem uma cola, que nos termos técnicos é chamada de aglomerante ou aglutinante ou adesivo, que é cancerígena se for queimada e inalada”, diz Corrêa.

Por isso, hoje, respostas criativas para esse gerenciamento são apreciadas pelos sindicatos.

À época da orientanda, Corrêa já havia defendido uma dissertação em que propunha uma nova matéria-prima construída a partir da união desses resíduos com plástico. Assim, resgatou a informação e debruçou-se sobre uma nova perspectiva: “desenvolver processo produtivo completo para fabricação dos produtos à partir dos resíduos”.

Assim surgiu o Ligno, processos tecnológicos que associam resíduos de madeira e design para fabricar materiais com os compósitos gerados.

Perspectivas

O projeto foi criado com a finalidade de dar alternativas de destinação dos resíduos gerados pelas indústrias moveleiras. Em 2015, participou do edital de chamada universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e conseguiu apoio para continuar.

Os produtos gerados pelo processo tecnológico Ligno passam pela menor quantidade de etapas possíveis, o que simplifica o aprendizado da fabricação:

  1. Coleta do material
  2. Peneiramento (classificação da granulometria)
  3. Mistura com resina (criação do compósito)
  4. Pesagem
  5. Preenchimento do molde
  6. Prensagem em alta temperatura
  7. Cura (15 minutos).

Atualmente, foram desenvolvidos dois produtos a partir do processo, que são porta-copos e bowls. Uma das características descobertas com as peças é que dependendo do material usado no compósito, durante a etapa de prensagem, o resultado adquire cores diferentes.

Além disso, os produtos saem da última etapa sem a necessidade de mais acabamentos, dependendo do uso.

Glaucinei R. Corrêa – Foto: William Araújo – Minas Faz Ciência

Segundo Corrêa, a indústria moveleira gasta cerca de R$ 0,14 para dar destinação adequada a 1 quilo de resíduos de madeira. O Ligno gera porta-copos e bowls usando 100 gramas e 200 gramas do material, respectivamente. A taxa de produção é de quatro utensílios por hora.

As peças podem diminuir os impactos ambientais, trazer ganhos socioeconômicos e resolver os problemas enfrentados pelo setor.

Veja abaixo a entrevista feita com Corrêa.

O post Design e criatividade podem resolver problemas com resíduos de madeira apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Dia Nacional da Botânica: diversidade e uso da flora no semiárido mineiro

qua, 10/04/2019 - 09:24

Entender o ambiente natural onde vivemos, explorar a fisiologia das espécies e o uso que se pode fazer das plantas são algumas das missões da Botânica. Em Minas, Gerais, especialmente, a presença de biomas como o Cerrado, Caatinga, Mata Seca e Mata Atlântica instigam cientistas a discutir diversidade e uso da flora.  Em 17 de abril, é comemorado o Dia Nacional da Botânica, por isso conversamos com a professora Isla Azevedo, da Unimontes, para entender debates prioritários para essa área.

De acordo com cientista, os estudos em Minas – principalmente na Região Norte – partem para as pesquisa considerando cenário de desertificação, uma composição de paisagem semiárida e alvo de ações do homem que agravam o quadro modificação ambiental.

O Norte do estado é faz parte das Áreas Susceptíveis à Desertificação e as perspectivas de alteração dos ambientes naturais, além da susceptibilidade às mudanças globais do clima, expõem a fragilidade da região, de seus ecossistemas e dos povos tradicionais associados.

Diante desse cenário, é importante a consolidação e divulgação de projetos e pesquisas que abordem os impactos e medidas de conservação e valorização da biodiversidade, bioprospecção e o conhecimento tradicional da utilização das plantas na região.

Grupo trabalhando na pesquisa “Biodiversidade e Bioprospecção em Sistemas de Veredas”. Foto: Arquivo dos pesqusiadores

Descrição e aplicação

Há duas linhas essenciais de estudos em Botânica desenvolvidas por pesquisadores da Unimontes. O recém-criado Mestrado Acadêmico em Botânica Aplicada tem como objetivo formar e aperfeiçoar recursos humanos com capacidade de conhecer e utilizar a diversidade vegetal dos biomas presentes no estado.

Uma das linhas é de descrição e organização da flora em que se busca entender o contexto dos biomas, levantar espécies, além de coletar informações sobre reprodução, anatomia e fisiologia das plantas.  O segundo viés é de uso da flora com foco em extração de vegetais para controle de parasitos (ou ações antimicrobianas, larvicidas), aplicação para manejo e conservação da diversidade vegetal, bem como na restauração ambiental do semiárido.

A professora Isla Azevedo desenvolve pesquisas na área há mais de 10 anos. “Temos trabalhos de descrição da flora e ambientes de mata seca e na matar ciliar do Rio Pandeiros, importante afluente do São Francisco. Também são importantes nossos estudos com a descrição das veredas, muito importantes ao cerrado e relacionadas à questão da água. Há investigações sobre biologia reprodutiva, anatomia e fisiologia das plantas para entender como se adaptam ao ambiente de aridez”, detalha.

Outro estudo relevante é a “Bioprospecção de espécies-chave de Veredas”, coordenada pela professora Yula Roberta Ferreira Nunes e fomentada pela Fapemig. “Nessa pesquisa, destacamos duas espécies, o Buriti e o Xiriri. São palmeiras importantes que caracterizam o ambiente da região norte e são usadas pelos veredeiros, população tradicional do entorno. Estudamos a ocorrência de flor e fruto na espécie e a anatomia interna. Também avaliamos o potencial de uso contra parasitos. Elas foram testadas contra carrapatos com resultados muito bons”, explica a professora Isla Azevedo.

Simpósio 

Na próxima semana, o Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Botânica Aplicada da Unimontes promove o II Simpósio Botânica Aplicada. Palestras, conferências, minicursos e exposições vão tratar do múltiplo uso das plantas do semiárido. A conferência de abertura vai debater: “Botânica Para Quê e Por Quê”, com a professora doutora Rosy Mary dos Santos Isaías, do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Minas Gerais.

“Importante trazermos no simpósio esta ideia da Botânica não só para pesquisa, mas para cotidiano das pessoas. Estamos preocupados em dar retorno para a sociedade sobre os resultados das nossas pesquisas”, finaliza a professora Isla Azevedo.

SERVIÇO

II Simpósio de Botânica Aplicada

Data: 15 a 17 de abril

Local: Auditório da OAB Subseção Montes Claros

Informações: (38) 3229-8187

Site: https://simposiobotanicaap.wixsite.com/ppgbot

 

O post Dia Nacional da Botânica: diversidade e uso da flora no semiárido mineiro apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Dia de Campo promove conhecimentos sobre olivicultura

ter, 09/04/2019 - 08:00

A partir de sexta-feira, 12 de abril, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) realiza seu 14º Dia de Campo de Olivicultura

O evento discute produção e consumo de azeite extravirgem e integra a programação da Festa do Azeite Novo 2019, realizada nos dias 12 a 13 e 18 a 21 de abril, em Maria da Fé.

Dentro do evento, palestras, dinâmicas de campo e mostra tecnológica serão realizadas no Campo Experimental da EPAMIG, de 8h às 17h.

Programação diversa

Durante o Dia de Campo, a Epamig promove apresentações como “Consumo de Azeite: um estudo preliminar sobre os consumidores brasileiros”, do pesquisador do Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) Daniel Leite.

Leite falará sobre o estudo que buscou mensurar o grau de percepção sensorial (sabor, aroma de azeites, etc) e a intenção de compra dos consumidores de azeites importados e nacionais.

“115 consumidores de azeite de oliva em Lavras (MG) foram convidados a provar quatro amostras diferentes, dentre líderes de mercado e o azeite da EPAMIG. Uma amostra de óleo composto foi incluída para verificar o nível de diferenciação entre os consumidores pesquisados. Verificamos que os consumidores reconheceram sensorialmente os azeites. O azeite da EPAMIG apresentou boa aceitação sensorial e de mercado em relação às marcas líderes”, sintetiza Daniel Leite.

Já a palestra técnica “Rotulagem do azeite de oliva extravirgem” será apresentada pela profissional do serviço de rotulagem da Fundação Ezequiel Dias (Funed), Simone Gonçalves, que abordará requisitos legais como denominação de venda, identificação do fabricante, informação nutricional, entre outros.

Cerca de 20 expositores já estão confirmados para a 4º Mostra Tecnológica, que acontece simultaneamente ao dia de campo. Na oportunidade, empresas do setor apresentarão insumos, maquinário e produtos relacionados à olivicultura.

Banner do evento – Dia de Campo Olivicultura

Investimento com retornos para a sociedade

“Em 2017, o retorno obtido a partir da implementação de 38 tecnologias desenvolvidas pela EPAMIG foi de R$983 milhões. Esse valor representa um retorno de R$10 por real investido pelo Governo do Estado na Empresa”.

Em entrevista ao Minas Faz Ciência, o diretor técnico da Epamig, Trazilbo José de Paula, destacou que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico da empresa geram um retorno financeiro para a sociedade de até 10 vezes o valor inicial.

Os dados detalhados podem ser encontrados no balanço social da Epamig. O documento demonstra, a partir de metodologias internacionalmente reconhecidas e também utilizadas por órgãos como a Embrapa, o retorno financeiro dos investimentos alocados na Epamig.

Confira a entrevista:
  • Quais as motivações da Epamig para realizar projetos de socialização de tecnologias e eventos como o Dia no Campo?

Promovemos vários eventos na tentativa de aproximar o público final das tecnologias geradas pela Epamig.

Disponibilizamos, em média, 100 tecnologias por ano, que envolvem desde novas variedades de café e uva adaptadas ao Estado, como também novas metodologias de controle de doenças e pragas.

Todos os eventos têm esse objetivo de mostrar para produtores, técnicos e cooperativas como as novas tecnologias funcionam na prática. Para isso, desenvolvemos unidades de demonstração e cursos para ensinar as técnicas.

  • Qual o perfil do público desses eventos?

O Dia de Campo, geralmente, atrai empresários e proprietários de sítios e fazendas que querem produzir o próprio azeite. É um público diferente do pequeno produtor familiar.

Por isso, temos palestras mais focadas na qualidade do azeite, com apresentação de maquinários e apresentações de universidades que desenvolveram novas técnicas, para que o interessado passe o dia conosco, aprendendo, em um intercâmbio de conhecimentos para quem têm condições de investir.

  • Qual o retorno dos produtores locais sobre os eventos?

No caso da oliveira, temos contato muito direto com empresários produtores mas, em muitos casos, precisamos fundamentalmente do apoio da Emater para estar em contato com os produtores locais, principalmente para plantios como o de feijão, que tem uma cadeia maior no Estado.

É muito comum recebermos produtores que trazem demandas sobre problemas em mudas ou plantações, por exemplo. Partimos dessas informações que trocamos com os produtores e associações para desencadear novas pesquisas.

descobrimos bactérias que começaram a atacar olivais porque foram reportadas em eventos como esse, em que produtores compartilharam suas dificuldades de plantio.

O olivicultor pode aproveitar o maquinário para a extração do azeite de abacate. Foto de Adelson de Oliveira / Reprodução

Também já nos reportaram problemas com o gargalo de máquinas durante o ano, para o qual desenvolvemos tecnologia para extrair azeite do abacate

O objetivo principal era fazer com que as máquinas não ficassem paradas em longos períodos do ano. O azeite de abacate acabou de ter o protocolo de produção experimental finalizado.

A técnica do azeite de abacate pode ser facilmente desenvolvida por qualquer produtor ao longo de um período mais longo do que o azeite tradicional. Até a Epamig passou a produzir comercialmente o azeite de abacate!

Já na pecuária, os campos experimentais da Epamig servem como unidade de treinamento. Nossos colegas da Emater usam as estruturas com o rebanho da Epamig para fazer capacitação de técnicos, por exemplo.

O post Dia de Campo promove conhecimentos sobre olivicultura apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Modelagem da Informação da Cidade: gestão e organização mais sustentável

seg, 08/04/2019 - 11:29

Cidades Inteligentes (Smart Cities), Economia Circular (Circular Economy), Internet das Coisas (Internet of Things – IOT) e outros modelos atualizados ajudam a entender tendências de organização mais sustentável que pesquisadores e profissionais do mercado estão propondo para nossa sociedade. Nessa mesma galáxia conceitual, está a Modelagem da Informação da Cidade (City Information Modeling – CIM), que reúne dados físicos da construção de municípios – baseados em georreferenciamento – com a sistematização das informações em softwares para ajudar no gerenciamento.

O professor Humberto Coelho de Melo, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) – campus Piumhi, é especialista no assunto e participou, recentemente, junto com outros pesquisadores, do congresso SBE19Brussels – BAMB-Circpath (Buildings as material banks: a pathway for a circular future).

“A Modelagem da Informação está muito associado a Cidade Inteligente, que por sua vez, se relaciona com Internet das Coisas. A demanda por Modelagem é mais ligada a infraestrutura urbana. O grande lance da engenharia e gestão pública é ter dados com maior precisão para avaliar impactos de seu modelo econômico. Por exemplo, se há um loteamento novo na cidade onde casas serão construídas, haverá mais geração de esgoto que influencia o volume existente no município. Isso precisa ser gerenciado”, afirma.

Ainda de acordo com o pesquisador, a ideia de Cidade Inteligente é muito focada no cidadão e nos usos que ele faz dos espaços urbanos. Já a Modelagem da Informação tem foco em questões técnicas para tomada de decisão do gestor público. “As pesquisas com esse viés, apesar de existir muita demanda, ainda estão começando no Brasil e fora daqui”, explica.

No congresso internacional, a equipe de engenharia civil do IFMG apresentou o trabalho “Implementação de conceitos de CIM no processo de gerenciamento da rede de esgotos em Piumhi”, que contou com a colaboração da professora Stella Tomé, do servidor do Campus IFMG Bambuí, Mauro Henrique Silva, e dos estudantes Marina Molinar e Diego Brenne. Também foi apresentada a pesquisa “A importância da Modelagem da Informação da Cidade para a sustentabilidade das cidades”, do estudante Hiago Dantas. Além da coordenação do professor Humberto Melo, contou a orientação do professor José Manuel de Souza durante o intercâmbio estudantil no Instituto Politécnico do Porto, em Portugal.

Trabalhos de campo em Piumhi. Foto: Arquivo dos pesquisadores

Gerenciamento de rede de esgotos em Piumhi

Os pesquisadores do IFMG, em parceria com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAEE) de Piumhi, fizeram o mapeamento inédito da rede de esgoto da cidade. A equipe foi a campo com equipamentos de alta precisão e coletou dados de localização (por meio de coordenadas geográficas) de bueiros e tubulações. Além disso, observaram a profundidade e diâmetro de encanamentos, fluxo e direção de esgoto.

“Todas essas informações foram inseridas em softwares livres que geram modelos virtuais. Durante esse trabalho, verificamos várias limitações como poço de visita (bueiros) tampados por asfalto, rede de esgoto antiga ou entupida”, detalha Humberto de Melo.

O próximo passo é obter os desenhos de todas as junções, curvas e  a visão geral de modelagem da tubulação. “Se a gente conseguir evoluir, podemos avançar para rede de drenagem, água, sistema viário e equipamentos urbanos”.  Segundo o professor, é possível vislumbrar até mesmo a reunião da Modelagem da Informação da Cidade com Big Data, usando dados que a própria população pode gerar para pensar gerenciamento dos municípios.

“Se houve um bueiro com problema, a população pode avisar, ou seja, gera uma informação. O sistema estando modelado facilita para o gestor identificar e atuar no problema, sem ser de forma paliativa. Economiza recursos públicos”, afirma.

Trabalhos de campo em Piumhi. Foto: Arquivo dos pesquisadores

Sustentabilidade das cidades

Outro trabalho feito por pesquisadores do IFMG relacionou ações de Modelagem da Informação da Cidade com normas de sustentabilidade previstas na ISO 37120/2014, que define um conjunto de indicadores a fim de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

As áreas englobadas pelos indicadores são economia, educação, energia, ambiente, finanças, serviços de emergência, saúde, lazer, segurança, resíduos, transportes, telecomunicações, água, planejamento urbano, entre outras. “A pesquisa mostra que conseguimos obter muitos desses indicadores usando uma boa Modelagem. Se eu modelar a gestão de lixo, por exemplo, consigo responder a alguns indicadores de sustentabilidade. Essa norma vai ao encontro da Economia Circular”, diz Humberto de Melo.

Para o professor, essa é uma das formas de mostrar como a engenharia civil por ajudar e enxergar a cidade como todo e pensar o conceito de sustentabilidade de forma mais abrangente. “Em próximos projetos, já vamos desenvolver Modelagem para atingir os indicadores e mostra o quando o método é importante para as cidades e para as pessoas”, conclui.

O post Modelagem da Informação da Cidade: gestão e organização mais sustentável apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Metodologia para identificar imagens de esculturas sacras

sex, 05/04/2019 - 08:00

Buscadores e recursos de detecção de imagens ampliam a documentação e a distribuição de fotografias. Mas como representar, documentar e encontrar imagens de modo eficiente? Como manter um compromisso histórico, com os elementos conceituais e com o contexto relacionado à fotografia?

Em dissertação defendida em janeiro de 2019, Adriana Aparecida Lemos Torres propõe uma metodologia para identificar fotografias de esculturas de arte sacra. A pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Gestão e Organização do Conhecimento da Escola de Ciência da Informação da UFMG.

Saiba mais sobre o estudo no Ondas da Ciência!

Recuperação de imagens

Quando uma fotografia de escultura religiosa é postada na internet, como ela pode ser recuperada? Diferentes padrões de busca são formados. Enquanto um devoto geralmente procura pelo nome de santo, por termos religiosos e por questões mais interpretativas, um historiador de arte pode fazer uma busca pelo autor da escultura ou pelo estilo artístico.

Para representar a imagem de forma abrangente, a resposta da pesquisa foi propor uma metodologia que abarcasse todas essas questões. “Um modelo que pudesse ser adaptado a contextos diversos seria um que buscasse categorias que representassem tanto os aspectos descritivos da fotografia (o autor, datas, a resolução etc), como representar o conteúdo dessa imagem, que é o grande desafio da Ciência da Informação”, afirma Torres.

Caminhos metodológicos

Primeiro, a pesquisa partiu em uma busca pelos atributos da fotografia. Depois, pelos atributos da escultura. O desafio era representar esses dois documentos iconográficos. Para isso, foram analisadas diferentes fichas catalográficas já existentes: de inventários de igreja, de centros de restauração, de museus, de exposições de arte e repositórios virtuais, de sites de instituições e de bibliotecas.

No cerne do estudo, foi realizada uma busca pelas principais metodologias de representação de imagem. Foram selecionadas algumas, com mais afinidade com o objeto de pesquisa. Da comparação de diferentes elementos e propostas, foi desenvolvida uma metodologia própria para identificar fotografias de esculturas de arte sacra.

A metodologia inclui categorias descritivas da fotografia e da escultura, com perguntas basilares de “o quê”, “onde”, “quando” e “como”. Prevê também características técnicas da fotografia, como o plano, o ângulo e iluminação. E, pensando na escultura como um valor cultural, inserida em um contexto histórico, inclui aspectos interpretativos. “No contexto católico, a escultura tem um valor próprio, como obra de arte, mas também simbólico, como objeto de devoção”, explica Torres.

Aplicações

A proposta da pesquisadora ganhou forma e pode ser aplicada a partir de uma ficha catalográfica. Hoje, já existe a proposta da primeira aplicação dessa metodologia no acervo de um historiador de arte. “A pesquisa pode ajudar a despertar nas pessoas o conhecimento histórico, devocional, artístico e também uma chamada para a necessidade de preservação desse patrimônio e de compartilhar essas informações”, diz a doutoranda da UFMG.

Adriana Torres também verificou se a metodologia, que trabalha com elementos conceituais, tem lugar ao lado de tecnologias como a busca por conteúdo. A recuperação por conceito trabalha com elementos descritivos e interpretativos. “É um tipo de representação que é mais lenta, mais cara e depende de especialistas, mas é mais assertiva em alguns aspectos”, explica a pesquisadora.

Já a recuperação por conteúdo é muito desenvolvida nas áreas de Ciência da Computação e de Sistemas de Informação. A busca imagem-imagem é feita pelo Google e por outras ferramentas de busca, que trabalham com o reconhecimento por elementos visuais. “Esse tipo de recuperação é importante, mas sozinha não dá conta de elementos simbólicos e culturais. Os sistemas têm melhorado, mas o campo ainda é insipiente”, afirma.

O post Metodologia para identificar imagens de esculturas sacras apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Conhecimentos de Engenharia de Produção para otimizar hospitais

qua, 03/04/2019 - 08:00

As técnicas, conceitos e aplicações da Engenharia de Produção auxiliam na otimização de processo na indústria.  Mas esses conhecimentos estão transpondo a barreira dos manufaturados e ocupando espaços em áreas que precisam gerenciar melhor as atividades. É o caso do atendimento em saúde, que vem a cada dia incluindo melhorias em seus ambientes administrativos e operacionais para agilizar cuidados com pacientes e melhorar a qualidade.

O professor José Antonio de Queiroz, do Instituto de Engenharia de Produção e Gestão (IEPG) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), é especialista no assunto. Ele explica que o objetivo de eliminar os desperdícios e alavancar a produtividade e a qualidade vem do Lean Thinking (pensamento enxuto).

É possível aplicar conceitos e ferramentas Lean a diversas áreas, por isso se fala em Lean Manufacturing e Lean Office, por exemplo. Segundo o professor, atualmente, um terço das publicações envolvendo Lean está relacionado aos ambientes clínico-hospitalares, entrando no grupo de Lean Healthcare.

Nesse sentido, engenheiros de produção buscam elaborar e implantar projetos de Lean em hospitais e, em muitos casos, utilizando a simulação computacional como técnica auxiliar. Os alunos da engenharia aprendem a trabalhar com softwares na missão de melhorar os processos, sejam eles de manufatura, administrativos ou clínico-hospitalares. Porém, o professor destaca que simulação isoladamente não melhora os processos e, por isso, deve estar integrada a outras técnicas, como, por exemplo, o Lean.

Trabalho da equipe do Instituto de Engenharia de Produção e Gestão , na Unifei. Foto: Arquivo dos pesquisadores

Desafio global

Recentemente, a equipe da Unifei composta pelos estudantes de graduação Aline de Lima Magacho e Lucas Cavallieri Segismondi e pelos doutorandos Flávio Fraga Vilela e Gustavo Teodoro Gabriel foi campeã em um desafio global, promovido pela Society for Health Systems (SHS). O grupo é coordenado pelo professor José Antonio de Queiroz e, além do reconhecimento internacional, os vencedores receberam um prêmio de 2.500 dólares.

Estudantes e pesquisadores do mundo todo foram desafiados a buscar soluções – usando simulação computacional – para otimizar um hospital canadense localizado na região de Toronto, que teve sua demanda aumentada abruptamente pelo fechamento de hospitais menores próximos a ele. O FlexSim Healthcare foi o software escolhido para este desafio de melhorar os serviços de um hospital real.

De acordo com o professor, a turma da Unifei utilizou o Lean Healthcare e o Delineamento de Experimentos para identificar desperdícios (o que não agrega valor no ponto de vista dos pacientes) e propor melhorias para aumentar a capacidade e reduzir a espera, o transporte e a movimentação desnecessárias, dentre outros problemas.

“Dados como chegada dos pacientes, tempos de registro, triagem, consulta e tratamento, dentre outros, são coletados e tratados, sendo utilizados na construção do modelo computacional do estado atual. Em seguida, faz-se a validação estatística deste modelo, tornando-o uma representação simulada e validada do sistema real. Com isso, os resultados esperados pelas melhorias Lean implantadas no sistema real serão aqueles observados pela simulação destas mesmas melhorias no modelo computacional”, detalha José Antonio de Queiroz.

Ainda segundo o professor, a simulação possibilita o planejamento das melhorias Lean e a avaliação de seus resultados esperados, eliminando ou minimizando interferências equivocadas no sistema e no paciente. “Em seguida, utilizando-se o Delineamento de Experimentos, seleciona-se para implantação aquelas melhorias que produzirão melhores resultados. Somente após isso, inicia-se a implantação das melhorias selecionadas no sistema real”, finaliza.

“A aproximação de engenharia de produção com a área de saúde é mais do que uma necessidade. Muitas vezes, os sistemas de saúde são geridos por pessoas sem conhecimento em gestão e a engenharia pode melhorar muito a eficiência” (professor José Antonio de Queiroz)

Grupo de trabalho

A equipe vencedora do desafio global faz parte do Núcleo de Estudos Avançados para Auxílio à Decisão (NEAAD), da Unifei. O grupo se dedica a projetos de experimentos, à simulação e à otimização, integrando-os aos conceitos e ferramentas Lean. Eles já encararam trabalhos semelhantes ao feito para o hospital canadense em nível regional, melhorando os serviços de saúde na Santa Casa de Itajubá.

O NEAAD também pesquisa e projeta outras aplicações não relacionadas a área de saúde. Já fizeram trabalhos de alteração de linha de produção industrial e estão com um projeto de simulação em tempo real dentro dos conceitos de indústria 4.0.

O post Conhecimentos de Engenharia de Produção para otimizar hospitais apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Método BLW de introdução alimentar é tema de estudo da UFJF

ter, 02/04/2019 - 08:00

Até os 6 meses, a alimentação de bebês deve se basear na ingestão de leite materno. (Imagem meramente ilustrativa via Pixabay)

Se você é pai ou mãe de um bebê, já deve ter ouvido falar em método BLW.

A sigla se refere ao “baby-led weaning”, modelo de introdução alimentar largamente difundido nos Estados Unidos e na Europa.

A ideia é que, a partir dos seis meses, bebês já têm capacidade motora para guiar a própria ingestão de alimentos.

Quem opta por fazer a introdução alimentar pela abordagem BLW dá aos bebês a mesma comida consumida pelo restante da família.

Não é preciso transformá-la em papas ou sopas, e os pequenos podem pegar os alimentos sozinhos e a levá-los à boca. Talheres são dispensáveis!

Nessa proposta, pais e/ou cuidadores têm como principal papel a intermediação da descoberta dos alimentos, oferecendo às crianças comidas palpáveis e saudáveis, em um ambiente agradável, para que eles descubram texturas e sabores.

Mas o que a ciência diz sobre o BLW?

Um estudo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) revisou publicações científicas sobre o método BLW no âmbito da alimentação complementar de bebês.

A partir do levantamento, os pesquisadores concluíram que os bebês adeptos ao BLW, quando comparados aos do grupo em conduta alimentar tradicional, foram menos propensos ao excesso de peso, menos exigentes em relação ao alimento e consumiam os mesmos alimentos da família.

De acordo com a pesquisa, os episódios de engasgo não são mais frequentes do que entre aqueles que seguem outros métodos de alimentação.

Os pesquisadores também identificaram que mães que optam pela implementação do BLW têm mais escolaridade, ocupam cargos gerenciais no trabalho e apresentam maior probabilidade de terem amamentado até o sexto mês.

Assinaram o trabalho Ana Letícia Andries e Arantes, Felipe Silva Neves, Angélica Atala Lombelo Campos e Michele Pereira Netto. O grupo faz parte do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e do Departamento de Nutrição da UFJF.

Imagem meramente ilustrativa via Pixabay

Bebê no comando: expectativa vs realidade!

Vanessa Costa Trindade, jornalista e doutoranda pela UFMG, está testemunhando a descoberta dos alimentos por sua filha, que completa sete meses em abril de 2019.

No entanto, ela optou por não utilizar o método BLW nos primeiros meses, conforme explica: “Percebi que ela ainda não dava conta de comer sozinha aos seis meses, então, preferi ajudá-la, oferecendo a comida na colher. Segui várias diretrizes que estavam no Guia Alimentar disponível no site do Ministério da Saúde”, conta Vanessa.

De fato, os pesquisadores da UFJF alertam que a implementação do BLW requer sinais de destreza relativos ao desenvolvimento, incluindo equilíbrio postural para se manter sentado com pouco ou nenhum auxílio, bem como estabilidade para alcançar, agarrar e conduzir os alimentos à boca.

Cabe aos profissionais de saúde avaliarem as especificidades de cada bebê e prescrever recomendações mais apropriadas a cada contexto familiar.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

Junto com minha pediatra, optei por um método em que eu mesma ofereço a comida com colher, mas percebo que minha filha gosta de manipular os alimentos. Ela segura laranja e come, mas tem horas que cansa e eu continuo oferecendo, e ela continua a comer”, conta Vanessa, que também amamenta sua filha.

São os bebês que regulam qual tipo de comida, a quantidade e o ritmo em que será consumida a cada refeição.

De acordo com o método BLW, os alimentos que são ofertados devem se basear na aceitação dos bebês, que varia de acordo com as necessidades individuais.

“De fato, acho que é a criança quem comanda a quantidade que ela quer comer, mesmo quando a gente dá um purê mais rústico ou uma banana amassada”, observa Vanessa. “Mesmo não usando o BLW, acho que as crianças tendem a comer o que elas dão conta”

Nos estudos avaliados pelos pesquisadores da UFJF, foram mencionadas preocupações com bagunça nas refeições, desperdício de comida e engasgo ou asfixia, mas o método foi sugerido pelas mães que o seguiram com seus filhos.

Elas, no entanto, relataram preocupações que, somadas ao receio de profissionais de saúde sobre a capacidade dos bebês de se autoalimentarem, refletem, segundo os pesquisadores, a escassez de conhecimento sobre o método.

O contato direto com o alimento é benéfico para a introdução alimentar do bebê. (Imagem meramente ilustrativa via Pixabay)

Guia alimentar brasileiro

Em 2018, noticiamos na coluna Contemporâneas que o Guia Alimentar Brasileiro para Menores de Dois Anos seguia para publicação, depois de passar por um período de consulta pública.

O documento é uma importância referência para a alimentação saudável de bebês e crianças.

Um fator destacado pela pesquisa da UFJF é a ausência de dados sobre o método BLW no Brasil, o que restringe a extrapolação para a realidade brasileira de certas constatações dos estudos que avaliaram .

Em depoimento ao site da UFJF, um dos pesquisadores, Felipe Neves, destacou que a prática do BLW, assim como o ato de comer em si, envolve uma série de determinantes socioculturais, mais do que qualquer parâmetro estritamente biológico.

“Existem muitas questões não esclarecidas e, para isso, precisamos de novas pesquisas com níveis elevados de evidência”.

Por isso, o grupo está realizando um estudo original na região Sudeste do país para avaliar as percepções de profissionais de saúde que atuam em pediatria (ou subárea afim) acerca do BLW.

“Isso certamente responderá algumas das perguntas que estão em aberto e servirá de apoio para a fundamentação de outras hipóteses a serem pesquisadas no futuro”, conclui Neves.

Com informações da UFJF.

O post Método BLW de introdução alimentar é tema de estudo da UFJF apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Coleira repelente para cães tem 63% de efetividade no controle de leishmaniose

seg, 01/04/2019 - 10:07

Pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Ministério da Saúde, testaram uma coleira repelente em cães na tentativa de controlar a leishmaniose visceral, causada pelo mosquito Leishmania infantum. Os cientistas constataram que efetividade de 63% em cães que permanecem um ano com o acessório. Nos animais que perdem a coleira, a efetividade cai para 48%.

Estudos sobre a coleira vinham sendo feitos fora do Brasil e agora, temos a pesquisa nacional. O Ministério da Saúde adota medidas de controle da doença como diagnóstico precoce,

Professor Wendel em trabalho com equipe da pesquisa. Foto: Divulgação UFOP

em residências para afastar o vetor, tratamento de casos humanos e manejo sanitário. Em Belo Horizonte, por exemplo, há mutirões coordenados pela prefeitura em que cães doentes são recolhidos e os tutores orientados.

De acordo com o professor Wendel Coura Vital, do Departamento de Análises Clínicas da Escola de Farmácia da UFOP, na identificação da leishmaniose é preconizado um teste rápido durante triagem e, depois, a confirmação com o diagnóstico sorológico Elisa. Em caso de positivo, o animal é eutanasiado.

tratamentos para doença, porém de alto custo e que ainda são questionados sobre cura parasitológica. Existe também no mercado uma vacina, porém o Ministério da Saúde não usa como política pública porque ainda não há teste clínico que comprove a redução em casos em humanos.

Estudo em Governador Valadares

O ministério vem sendo muito questionado sobre a eutanásia de cães. Wendel Coura informa que existe divergência sobre o assunto entre pesquisadores. Dessa forma, o ministério investiu em outras estratégias para serem adotadas no controle da doença e, uma delas, é a coleira repelente que tem o inseticida deltametrina.

“O órgão comprou várias coleiras para cientistas testarem em grande escala pelo Brasil. Fomos convidados a realizar os testes e fizemos na cidade de Governador Valadares”, explica. O município tem mostrado prevalência de infecção de 25% a 27%, quase o dobro de Belo Horizonte, segundo o professor.

O estudo avaliou inicialmente 5.850 cães, dentre os quais foram selecionados 3.742, por serem soronegativos, ou seja, não tinham a doença. A divisão ocorreu da seguinte forma: 1.812 cães fizeram parte do grupo que usou a coleira e 1.930 compuseram o grupo sem coleira (grupo controle). Os animais foram acompanhados por 12 meses, sendo reavaliados semestralmente com inspeção visual e coleta de sangue para testes sorológicos. Nesse período, também foi feita a troca das coleiras.

O cientista pondera que a efetividade da coleira foi pequena em seis meses – momento do primeiro retorno dos cães – se comparada com o resultado de um ano. Se a equipe acompanhasse os bichos por dois anos, provavelmente a efetividade melhoraria. “A gente considerou a coleira efetiva em animais que não a perdem”, enfatiza o pesquisador.

O desafio é que os cães fiquem com as coleiras durante todo o tempo. Além disso, a conscientização dos tutores para retornar com o cão periodicamente para troca do acessório repelente. “Teríamos que pensar em alguma estratégia para que as pessoas busquem a coleira para agilizar a logística ou pensar em campanhas educativas envolvendo os tutores”, afirma Wendel Coura.

Equipe

O trabalho foi realizado em convênio com Prefeitura Municipal de Governador Valadares, que ofereceu apoio logístico para a realização do estudo ficando as equipes municipais responsáveis pela troca de coleiras no período definido. A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais também colaborou com o projeto, fornecendo testes sorológicos. A pesquisa contou com apoio e financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do próprio Ministério da Saúde.

Além de Wendel Coura, a equipe envolvida no projeto é composta pelos professores Alexandre Barbosa Reis (UFOP), Mariângela Carneiro (UFMG), Gleisiane Gomes de Almeida (UFOP), e pela funcionária do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de Governador Valadares, Aimara da Costa Pinheiro.

O post Coleira repelente para cães tem 63% de efetividade no controle de leishmaniose apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Interações entre música e cérebro

sex, 29/03/2019 - 15:12

Sons ambientam, despertam sensações, expectativas e convocam memórias. Como a música interage com o cérebro? Esse foi o tema da oficina Neurociência Encanta na 5ª edição da Semana do Cérebro, evento que aconteceu no mês de março na UFMG.

Daniel Augusto Machado, doutorando da Escola de Música,  apresentou elementos da linguagem musical e discutiu sensações provocadas pelos sons. E os pesquisadores Grace Schenatto, do Departamento de Fisiologia e Biofísica da UFMG, e Alan Gusmão, mestrando em Neurociências, discutiram possíveis interseções desses elementos com o cérebro.

Ondas da Ciência

Confira, nesse Ondas da Ciência, exemplos e uma reflexão sobre os elementos da linguagem musical e os efeitos da nossa percepção da música.

Elementos da linguagem musical

Ritmo, melodia, harmonia, timbre, forma e textura. Conheça os elementos que compõem a música.

Ritmo: Nasce da acentuação. São diferentes modos pelos quais o som se agrupa.

Melodia: É uma sequencia de notas de diferentes sons organizadas de uma dada forma a fazer sentido musical para quem escuta.

Harmonia: É o encontro de vozes. Ocorre quando duas ou mais notas de diferentes sons são ouvidas ao mesmo tempo, produzindo um acorde. A sequência de acordes configura uma harmonia.

Timbre: É a particularidade do som de cada instrumento musical. É conhecido como a cor do som.

Forma: Descreve o projeto ou a configuração básica de que um compositor pode valer-se para moldar ou desenvolver uma obra musical.

Textura: Descreve o aspecto como as linhas melódicas, ou vozes, se entrelaçam, como uma trama, em uma composição musical.

Quer saber mais? O Ondas da Ciência traz elementos sonoros para exemplificar cada elemento.

Escala pentatônica

Escala é uma sucessão ascendente e descendente de notas diferentes consecutivas. Segundo Daniel Machado, a escala pentatônica é a progressão harmônica mais tocada da historia. Inúmeras músicas apresentam essa progressão de acordes, que parece ser receita para criar um hit de sucesso. Para exemplificar, na oficina o pesquisador apresentou um trecho da conferência Notas e Neurônios, no World Science Festival, de 2009. Veja abaixo:

“Essa escala ativa porções muito especificas da nossa membrana basilar, no ouvido interno. Cada faixa dessa membrana responde a uma frequência de som ao longo de toda via auditiva e isso vai se repetindo até chegar no córtex primário. Isso traz essa familiaridade, essa sensação de eu sei o que está acontecendo”, explica Grace Schenatto.

O pesquisador Alan Gusmão lembra que a nossa cultura e nossas experiências exercem papeis importante em determinar essa familiaridade. “Há a questão da memória musical e das experiencias que temos desde a infância, para dar significado para sons. A gente acaba definindo o que é triste, o que é alegre, por esse conjunto de memórias”, diz.

Pontos de discussão: música e cérebro

Para Grace Schenatto, a música faz parte da experiencia de vida de cada um. Uma mesma canção não necessariamente desencadeia a respostas iguais para cada indivíduo. “A gente expressa emoção sob a forma de comportamento e também de respostas autonômicas. Quando começou a musica do Tubarão (filme de Steven Spielberg, lançado em 1975), eu senti meu coração acelerar. Esse acelerar do coração foi uma resposta autonômica ao conteúdo emocional a que fui exposta” conta.

A pesquisadora abordou também a relação da música com a memoria. “Eu vejo a música como uma dica para você resgatar uma memória que estava nos seus arquivos. E esse resgate é capaz de desencadear emoções. É a música como um componente de um contexto em que você aprende alguma coisa”, reflete Schenatto. A professora contou se emocionar ao ouvir o Tema da Vitória, composição instrumental que ficou marcada pelas vitórias do corredor Ayrton Senna, na Fórmula 1. “Isso aconteceu pelo contexto de assistir Fórmula 1 com meu pai nas manhãs de domingo”, lembra.

Para Schenatto, nesses casos a resposta à música se dá por um aprendizado, pelo resgate da inserção dos sons em um contexto. “Mas quando é uma música que você nunca ouviu, e que você ouve e sente algo, isso é um pouco mais difícil da ciência explicar completamente. Algumas melodias desencadeiam algumas respostas, a depender da cultura”, diz.

O post Interações entre música e cérebro apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Políticas públicas podem diminuir a linguagem sexista

qui, 28/03/2019 - 17:54

Para saber se a adoção de políticas públicas com respeito ao uso da língua portuguesa poderia aumentar a inclusão social, Marcos Paulo Santos, pesquisador e mestre em linguística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisou estratégias que evitam a aplicação do gênero gramatical masculino como forma de referência a grupos mesclados de homens e mulheres.

Em outras palavras, Santos abordou a tradição da língua portuguesa de usar palavras masculinas para tratar pessoas de gêneros diferentes dispostas em um mesmo grupo.

Por exemplo, quando um(a) palestrante ou professor(a) se comunica com um conjunto de pessoas de sexos diferentes, quais seriam as implicações em tratá-los no masculino dizendo: “olá, alunos, tudo bem?” ou “bom dia a todos!”.

De acordo com Santos, movimentos sociais, sobretudo, movimentos feministas, discutem que essa prática é sexista e gera o apagamento das mulheres nestes ambientes. Entretanto, do ponto de vista gramatical, o pesquisador ressalta que o uso do masculino para se referir a grupos mistos não é errado, porém, também, não possui nenhuma justificativa que o transforme em padrão.

Por isso, na dissertação “Sexismo linguístico e nomes gerais: a construção de uma língua inclusa”, Santos apresenta palavras com semântica vaga – pessoa(s), pessoal, gente, humano(s), indivíduo(s), povo, ser(res) e sujeito, denominadas nomes gerais de referência a seres humanos (NG[+hum]) – como alternativas para substituir uma linguagem que pode ser considerada sexista. Além disso, por meio de comparação, delineou como as políticas públicas podem influenciar na popularização dessas formas de tratamento.

Políticas públicas são a diferença

Em 2017, Santos descobriu que o Governo do Rio Grande do Sul (RS) havia criado um manual de redação para seus parlamentares. O guia tem data de publicação de 2014 e se chama “Manual para o uso não sexista da linguagem: o que bem se diz bem se entende”.

Marcos Paulo Santos – Pesquisador e mestre em linguística UFMG – Foto William Araújo – Minas Faz Ciência

Segundo Santos, no intuito de padronizar a linguagem dos deputados estaduais com viés de não serem sexistas em seus discursos e redações, a gestão da época conseguiu diminuir, consideravelmente, o uso de palavras masculinas e aumentar a aplicação dos nomes gerais.

O pesquisador então comparou e descobriu, por meio de quantificação, que os parlamentares do Governo de Minas Gerais, principalmente, quando continham mais de um mandato, usavam muito as palavras do gênero masculino para se referir a grupos mistos. Em análise, Santos identificou que um dos gatilhos para essa diferença era, justamente, a ausência de políticas públicas inclusivas como as adotadas no Rio Grande do Sul.

Conforme teorias linguísticas citadas por Santos, a fala pode ser afetada a partir da informalidade e usos gerais, como as gírias, ou então por meio da influência da fala prestigiada, proveniente da língua culta. Como políticos são figuras públicas e usam a norma culta, o poder de influência deles na mudança de linguagem é forte.

Alternativas

Como alternativa, o pesquisador indicou, em concordância com manual do Rio Grande do Sul, o uso dos nomes gerais ou a duplicação das palavras. Em vez de um professor cumprimentar seus discentes com “olá, alunos”, ele poderia adotar e estimular a inclusão feminina dizendo: olá, pessoal, ou olá a todos e todas.

Entre outras experiências em voga apontadas por Santos estão o uso do X e @ como não determinadores do gênero. Entretanto, o pesquisador justifica que o melhor meio de inclusão de dá pelos nomes gerais.

“As pessoas têm usado o X e @(arroba), como em amigxs e amig@s, para aumentar a inclusão dos diversos gêneros, porém, existe um problema na prática, pois se constrói um fonema impossível de pronunciar e a estratégia fica retida à escrita informal”, diz Santos.

O post Políticas públicas podem diminuir a linguagem sexista apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Atenção à saúde da mulher: conheça o “ApiceON”

qua, 27/03/2019 - 14:00

O termo “violência obstétrica” é algo que assusta. Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, pelo menos 25% das mulheres que tiveram filhos na rede pública e privada sofreu algum tipo de violência obstétrica. Atualmente, o modelo de atenção ao parto e nascimento no Brasil é intensamente medicalizado e envolve intervenções desnecessárias, invasivas e sem embasamento científico. Esse e outros elementos é o que configura a violência obstétrica.

Diante deste cenário,  torna-se necessária a elaboração de políticas de humanização que buscam conceber o parto como um evento natural e fisiológico, oferecendo autonomia à mulher. Uma prova de que isso é uma solução é o fato de que 21 países que conseguiram reduzir os índices de mortalidade materna adotam como uma das medidas de humanização do parto, a inserção de profissional enfermeiro obstetra ou obstetriz no momento do nascimento do bebê. No Brasil, este caminho ainda está sendo trilhado, mas existem boas iniciativas que apontam para esta direção.

Um deles é o Projeto de Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (ApiceON) é desenvolvido pelo Ministério da Saúde e executado pela Universidade Federal de Minas Gerais. Contando com 97 hospitais universitários e/ou de ensino aderidos, o Projeto atua nas frentes de gestão, ensino e cuidado, para promover mudanças no modelo de atenção ao parto e nascimento no Brasil.

O ApiceON conta com uma equipe de supervisoras e mediadoras que, em contato direto com os hospitais e maternidades, promovem discussões sobre as potencialidades e caminhos para provocar mudanças positivas na rotina do e no cuidado prestado às mulheres. O projeto potencializa ainda sua presença nas instituições, levando novas vivências e experiências para a constituição de uma rede capaz de se articular e promover parcerias em prol da melhoria constante do atendimento e do ensino oferecidos.

Projeto ApiceON visa saúde da mulher (Paula Roberta/Divulgação)

Aprimoramento pela imersão

Uma das ações promovidas pelo ApiceON é o Curso de Aprimoramento para Enfermeiros Obstetras, realizado em Belo Horizonte por meio de parceria entre a Escola de Enfermagem da UFMG e o Hospital Sofia Feldman. O curso reúne metodologias e referenciais teóricos próprios e acontece desde setembro do ano passado.

Durante sua realização, enfermeiros especialistas de hospitais vinculados ao Projeto ApiceON passam 15 dias em uma imersão no Hospital Sofia Feldman com o objetivo de vivenciar os processos de gestão do hospital que possibilitaram o arranjo atual, com a plena inserção da enfermagem obstétrica no cuidado e atenção à mulher. Além de atuarem em equipes multiprofissionais na intenção de garantir atenção integral às gestantes e puerperais.

Como parte do ApiceON, o curso busca formar profissionais de hospitais universitários e/ou de ensino no Brasil capazes de intervir nos processos de gestão e nas equipes relacionadas à atenção obstétrica e neonatal. A intenção do curso é provocar mudanças nas rotinas hospitalares, além de fortalecer a atuação do Sistema Único de Saúde, proporcionando às mulheres brasileiras um atendimento cada vez mais qualificado e baseado nas melhores evidências científicas disponíveis.

O post Atenção à saúde da mulher: conheça o “ApiceON” apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa