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Ciência, inovação e tecnologia
Atualizado: 6 horas 12 minutos atrás

Mobilidade urbana: para onde vai?

sex, 26/05/2017 - 14:57

A mobilidade é um dos grandes desafios da vida nas grandes cidades. No Pint of Science, em Belo Horizonte, a Engenheira de Transportes e professora do Cefet-MG Peolla Paula Stein debateu o assunto com o professor da Universidade Federal de Viçosa Paulo Tadeu Arantes.

Nesse Ondas da Ciência, confira soluções potenciais para a mobilidade nos grandes centros urbanos, como Belo Horizonte.

Soluções para a mobilidade urbana

Para os pesquisadores, os problemas da mobilidade urbana pedem por um conjunto integrado de soluções, em diversas instâncias. É preciso conscientizar e transformar o hábito de transportes, principalmente pensar uma utilização mais racional do carro e das vias públicas.

A transformação nos deslocamentos urbanos passa também por transformações na relação das pessoas com a cidade, que deve ser mais atrativa e contar com melhor estrutura para quem caminha e anda de bicicleta. Para isso, podem ser propostas soluções arquitetônicas e melhorias de segurança pública e de infraestrutura para os modos não motorizados.

Peolla Stein e Paulo Tadeu falam também das possibilidades da internet e da infovia para a mobilidade. A rede possibilita o desenvolvimento de aplicativos que promovam o encontro de pessoas com mesmos interesses e deslocamentos similares. As mídias sociais produzem também informações sobre os fluxos de pessoas.

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Categorias: Pesquisa

Grupos antivacinação crescem no Brasil

qui, 25/05/2017 - 09:18

Já é sabido que a fluidez com que as notícias rodam o mundo acaba potencializando a criação de esferas de discussões e a união de grupos com ideologias semelhantes por meio das redes sociais. Contudo, mesmo que seja parte do cotidiano, esse fenômeno pode causar problemas.  Prova disso, é o avanço dos movimentos de pessoas contrárias à vacinação no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, houve uma queda no índice de cobertura de alguns imunizantes oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2016, por exemplo, a cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve adesão de apenas 76,7% do público-alvo.

Embora esse movimento seja recente no Brasil, em países da Europa e nos Estados Unidos, a recusa à vacinas já está gerando grandes impactos na saúde. Neste ano, durante os dois primeiros meses, mais de 1.500 casos de sarampo foram relatados em 14 países europeus. O Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças atrelou esse número “ao acúmulo de indivíduos não vacinados”.

Tanto no Brasil quanto nesses países, a disseminação de informações contra as vacinas ocorre principalmente via redes sociais. Recentemente, uma pesquisa realizada pela Agência Estado, identificou que, no Facebook BR, cinco desses, reunindo mais de 13,2 mil pessoas. Nesses locais, os pais argumentam sobre a decisão de não vacinarem os filhos, utilizando matérias de cunho duvidoso. Além disso, eles também trocam informações para não serem denunciados.

Tanto a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) se posicionaram contra esses movimentos e alertaram sobre os riscos que a falta de vacinação pode causar na saúde pública, aumentando o risco de epidemias de doenças que podem ser combatidas por meio da vacina.

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Categorias: Pesquisa

Incentivo à inovação em jovens empresas no Prêmio Mares Guia

qui, 25/05/2017 - 08:00

Que tal ter a chance de apresentar sua ideia inovadora em pesquisa básica e ainda ser premiado por isso?

prêmio Mares Guia está com inscrições abertas até dia 2 de junho e será concedido em duas categorias: Instituição/Empresa e Empresa Jovem, que contempla empresas incubadas, aceleradas, laboratórios que trabalham com pesquisa básica, startups e spinoffs.

O mote é incentivar e prestigiar jovens talentos da pesquisa básica que contribuam de forma significativa para o avanço da ciência. As pesquisas devem apresentar potencial para subsidiar o desenvolvimento de soluções para problemas da humanidade.

Este ano, o prêmio vai chegar a R$30 mil em dinheiro na soma das duas modalidades. Interessados podem ter acesso à ficha de inscrição no site de Fapemig.

Confira o convite do Presidente da Fapemig, professor Evaldo Vilela:

Histórico de incentivo à inovação

O Prêmio de Pesquisa Básica “Marcos Luiz dos Mares Guia” foi criado pelo Governo do Estado e é concedido a “Pesquisador” e a “Jovem Pesquisador” mineiros em anos pares. Nos anos ímpares, a premiação é concedida a Instituição/Empresa e Empresa Jovem com atuação em C&T, sediadas em Minas Gerais.

Pesquisa Básica é aquela que busca compreender a natureza e aumentar o conhecimento humano. Não é possível antecipar seus efeitos, no entanto, é possível conduzir pesquisas básicas a partir da identificação de necessidades da sociedade.

Toda pesquisa básica originada de problema existente, em que o cientista procura entender fenômenos, mas cujo resultado deriva possíveis soluções tecnológicas, é de extremo valor para o processo de inovação. Comissão Julgadora do Prêmio Marcos Luiz dos Mares Guia 2017

• Evaldo Ferreira Vilela (Presidente) – UFV/FAPEMIG

• Carlos Alberto Pereira Tavares – UFMG

• José Policarpo Gonçalves de Abreu – UNIFEI/CIT SENAI FIEMG

• Marcelo Marcos Morales – CNPq

• Márcia Paranho Veloso – FORIPES/UNIFAL

• Wolney Lobato – PUC Minas

Dúvidas?

Entre em contato pelo e-mail premiomaresguia@fapemig.br.

Via.

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Categorias: Pesquisa

Como articular a divulgação da ciência para crianças?

qua, 24/05/2017 - 10:38

Vocês já devem saber que as tardes de terça-feira são dia de encontro e debates sobre comunicação científica na Fapemig, certo? Ontem não foi diferente: o tema central foi como articular a divulgação da ciência para crianças.

O encontro serviu para definirmos quais reportagens serão publicadas na próxima edição da Revista Minas Faz Ciência Infantil, que circula no segundo semestre do ano. Definimos novas editorias e pensamos em estratégias para alinhar as matérias com jogos e experiências lúdicas de aprendizado.

Se você não conhece, clique aqui para baixar as duas primeiras edições.

Equipe completa reunida para a reunião de pauta da revista infantil.

A nova edição da MFC também já está no forno. Na semana passada, entregamos os textos que estarão no nº 70, que circula nos meses de junho-julho-agosto. Outro assunto da reunião foi a avaliação do Pint of Science.

O que você achou da cobertura do evento realizada nas redes sociais?

Deixe um comentário pra gente sobre suas impressões.

Também recebemos visitas especiais!

Thayse Menezes e João Paulo, estudantes da UFMG.

Estudantes do curso de Jornalismo da UFMG estão realizando um trabalho sobre o projeto Minas Faz Ciência. Eles foram lá acompanhar a reunião, coletar depoimentos e gravar os debates do dia.

A reunião semanal da equipe PCCT é muito importante para o alinhamento das ações, avaliação das atividades já realizadas e planejamento das próximas semanas.

Confira o depoimento da jornalista da equipe web, Luana Cruz, sobre esse encontro e as próximas atividades do projeto Minas Faz Ciência.

Ciência para crianças, Pint of Science e muito mais…

 

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Categorias: Pesquisa

Vai um cafezin? Conheça a tecnologia no cultivo do café

qua, 24/05/2017 - 08:00

Para a maioria dos brasileiros, todo dia é dia de um cafezinho! Mineiro, então, já chama até de cafezin, bem mais íntimo! Em homenagem ao dia 24 de maio, em que comemora-se o Dia Nacional do Café, vamos falar um pouco sobre tecnologia no cultivo do café mineiro.

Muita gente não sabe que nossos grãos passam por constantes aprimoramentos e que a tecnologia é uma aliada do bom café.

Em Minas Gerais, pesquisas realizadas na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) buscam aprimorar o grão de café por meio do desenvolvimento tecnológico.

Busca-se ganho de produtividade, resistência a pragas e doenças, adaptação às mudanças climáticas e melhorar o potencial para bebidas de qualidade.

Outros temas de pesquisa estão nas áreas de colheita e pós-colheita, produção orgânica e levantamentos socioeconômicos. A integração da pesquisa e do setor produtivo é um caminho promissor para a geração de conhecimento aplicado e inovador na agroindústria cafeeira.

Tecnologia no cultivo de café no serrado mineiro

Principal produto agrícola de Minas Gerais, o café constitui uma das mais importantes linhas de pesquisa da Epamig.

Foto: Divulgação: Equipe técnica em visita aos experimentos de café

Em parceria com a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, a Epamig tem um projeto em andamento que busca identificar materiais genéticos de café mais adaptados para diferentes microrregiões do Cerrado Mineiro.

Foram implantadas Unidades Demonstrativas em 29 propriedades para observar como esses materiais se comportam em resistência a doenças, produtividade e qualidade de bebida.

A equipe técnica acompanha o tipo de manejo adotado nas fazendas e faz o levantamento dos dados sobre o desenvolvimento de cada cultivar e sua adaptação em cada propriedade.

Ao final do projeto, será possível identificar qual cultivar se adaptou melhor em cada propriedade. Os resultados serão compartilhados com cerca de 4.500 produtores do cerrado mineiro, região que possui 55 municípios pertencentes à Denominação de Origem.

Histórico

As pesquisas em cafeicultura intensificaram-se na década de 1970, após a ferrugem, principal doença do cafeeiro, ser constatada nas lavouras brasileiras. Além de técnicas para conter a expansão da doença, foram desenvolvidos cultivares resistentes e novas técnicas de cultivo, manejo e cuidados na pós-colheita do café.

Por meio do Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro, parceria da Epamig com outras instituições de pesquisa, como Embrapa Café e Universidades Federais de Lavras e de Viçosa, desenvolveram-se 15 cultivares de café, sendo 11 delas resistentes à ferrugem.

Alguns desses novos materiais têm-se caracterizado pela adaptação em regiões não tradicionais à cultura, como o Vale do Jequitinhonha. O produto final também se destaca com pontuações excelentes em concursos e tem atraído o interesse de grandes empresas do mercado de cafés especiais.

Evento:

No próximo dia 30 de maio, a EPAMIG realiza o 12º Encontro Tecnológico do Café. O evento será no Campo Experimental do São Sebastião do Paraíso.

Serão apresentadas as tecnologias para a cafeicultura, além de estandes sobre cuidados no preparo e secagem do café, manejo contra doenças, novos fungicidas e outros temas.

Para mais informações, entre em contato pelo telefone (35) 3531-1496.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Epamig.

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Dica de leitura sobre ciência na telona!

ter, 23/05/2017 - 12:45

O livro é resultado de discussões estimuladas por meio do cineclube e ciclo de conferências “Ciência em foco” – experiência nascida em 2004, no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), com sede no Rio de Janeiro.

Os textos promovem rico entrelaçamento entre a produção do conhecimento e a polissemia da sétima arte. Com organização do professor e filósofo Gabriel Cid de Garcia, produtor cultural da Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conta com artigos de professores ligados a diversas instituições brasileiras.

Trata-se do segundo volume de debates em torno do modo como o cinema aborda alguns dos mais importantes princípios, conceitos, produtos e avanços da ciência.

Nesta edição, que conta com prefácio do professor Charles Feitosa, há ensaios sobre os filmes Solaris, Brilho eterno de uma mente sem lembranças, Os doze macacos, Pão e rosas, Veludo azul, O conto da aia, Os olhos sem rosto, Alphaville, Blow up e Rabid, entre outros.

Leia um trecho:“Se as imagens da arte liberam pela eternidade afora a potência de sua expressividade imanente, caberia a cada leitura a tarefa ética de atualizar e canalizar de forma diferencial sua intensidade ao presente e ao mundo por vir. O mesmo movimento encarna a tentativa de restituir ao conhecimento sua dimensão poética, em face da qual os filmes nos ofereceriam também o que o poeta Herberto Helder havia situado como propriedade das palavras: ‘uma expansão da Terra'”. Ficha técnica:

Livro: Ciência em foco (volume II) – Pensar com o cinema

Autores: Gabriel Cid de Garcia (Org.)

Editora: Casa da Ciência da UFRJ/Garamond

Páginas: 300

Ano: 2013

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Pesquisa antes da universidade: caminhos da ciência no Ensino Médio

seg, 22/05/2017 - 08:05

A trajetória de um cientista pode começar antes do ingresso na universidade. Adolescentes de Minas Gerais estão envolvidos com pesquisas de iniciação científica durante o Ensino Médio, o que traz a eles a vivência com metodologias, conceitos e experiências de gente grande. Orientados por professores, eles desenvolvem trabalhos que são destaque no meio acadêmico e fomentam a vontade de fazer parte do mundo da ciência ainda cedo.

Vamos contar a história de alguns desses jovens pesquisadores que mergulham em projetos científicos no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), Fundação de Ensino de Contagem (Funec), Colégio Técnico Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte (COLTEC) e Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). Alguns deles são bolsistas de programas da Fapemig e CNPq.

Esses jovens são apenas uma amostragem do campo fervilhante de novos cientistas que se formam em escolas públicas e particulares do estado. São um incentivo ao futuro da ciência, além de motivação para estudantes e professores interessados em iniciar projetos.

CEFET-MG

Uso eficiente da energia solar:

Mesmo com grande potencial, a energia solar é somente a quarta fonte de energia produzida no Brasil (0,1%), atrás da hidráulica (65,1%), da eólica (4,9%) e da térmica (30%), segundo o Ministério de Minas e Energia.

Apesar de silenciosa, não poluente e inesgotável, o alto custo e a baixa eficiência ainda são fatores que contribuem para a pouca disseminação da tecnologia no país. Pensando nessa realidade, um trabalho desenvolvido por estudantes na Unidade Curvelo busca ampliar a efetividade no uso de captação de energia solar.

Os alunos do curso de Eletrotécnica, Paloma Azevedo Costa e João Victor França, estudaram variações da tensão e da corrente de saída de painéis fotovoltaicos. Por apresentarem um comportamento não linear devido às variações climáticas, como a irradiação solar e a temperatura, as células fotovoltaicas não conseguem entregar carga máxima de potência dos painéis fotovoltaicos, reduzindo o aproveitamento da energia produzida.

Com a orientação dos professores Bruno Macedo Gonçalves e Emanuel Soares Ramos, os jovens cientistas conseguiram rastrear o ponto de máxima potência dos painéis e construíram um protótipo em laboratório para verificação da técnica de controle.

O conversor eletrônico desenvolvido por eles informa ao usuário quanto de energia foi produzida e quanto foi consumida em determinado período. O protótipo conta também com recursos que facilitam o acesso ao usuário como comunicação wirelless, display LCD e teclas de navegação.

Migração do Aedes aegypti

Alunas do curso técnico em Informática da Unidade Varginha criaram um modelo matemático para simular a movimentação ou migração do Aedes aegypti. Assim é possível prever ações em curto prazo. O modelo desenvolvido por Marcella Menezes, Livia Rodrigues e Amanda Fernandes funciona semelhantemente às previsões do tempo.

Com a metodologia das jovens cientistas é possível saber, por exemplo, se mosquitos nascem em um terreno baldio com diversos criadouros e se espalham pela vizinhança. Baseado num cenário atual, o modelo criado por computador ajuda saber onde esses mosquitos estarão nos dias seguintes. A previsão facilita a tomada de decisão, por parte dos órgãos públicos, sobre a prevenção de doenças transmitidas pelo mosquito.

O professor orientador do trabalho, Gustavo Novaes, destaca a importância da pesquisa no Ensino Médio. Para ele, quando o aluno tem contato com um projeto de pesquisa, ele passa a utilizar os conceitos aprendidos no curso em uma aplicação real.

Bio3D permite visualização em três dimensões de imagens presentes nos livros didáticos. Foto: Divulgação Assessoria de Imprensa CEFET-MG

Pokémon GO no ensino de Biologia

Lançado em julho de 2016, o Pokémon GO rapidamente se tornou o jogo eletrônico mais baixado por usuários de smartphones em todo o mundo, chegando a mais de 650 milhões de downloads. No Brasil, foi sucesso durante um curto período, mas serviu de inspiração para a pesquisa das alunas Marcela Pinheiro e Ana Carolina Vieira, do curso técnico em Informática da Unidade Leopoldina.

Usando a mesma tecnologia do jogo – a realidade aumentada (integração entre informações virtuais e mundo real) – as estudantes criaram um aplicativo para ensinar biologia. Chamado pelas pesquisadoras de Bio3D, o app permite visualização em três dimensões de imagens presentes nos livros didáticos. Por exemplo, alunos podem ver uma célula detalhada pelo aplicativo, podendo aproximar e girar o desenho da forma que quiserem.

O Bio3D estará, em breve, disponível para smartphones com o sistema Android. A ideia é que seja mais uma ferramenta para o ensino, tornando as aulas de biologia atrativas e dinâmicas.

FUNEC

Infecções urinárias em idosos

Os alunos do curso de análises clínicas Bárbara Oliveira, Harrison Rocha, Mauro Silva, Taynara Souza (Foto em destaque), vão viajar para Londres para participar do “London International Youth Science Forum”, um dos fóruns de ciências mais importantes da Europa. Eles participam da pesquisa Prevalência de infecções urinárias em idosos em locais de longa permanência, que conquistou o primeiro lugar na Feira Brasileira dos Colégios de Aplicação e Escolas Técnicas (Febrat).

Por causa da premiação, receberam o convite para a viagem que ocorrerá em julho deste ano. O grupo participará de palestras, conferências, debates, workshops, visitas a centros de pesquisas, museus e pontos turísticos de Londres.

Durante três meses, os quatro estudantes e o orientador Jefferson Rodrigues, monitoraram 15 idosos de um asilo de Contagem. O objetivo foi avaliar se a incidência de infecção urinária em idosos que vivem em abrigos era grande. Amostras coletadas foram submetidas a exames laboratoriais. O estudo apontou que a prevalência de infecção urinária era bastante representativa. Um dos fatores se deve ao tempo em que os idosos ficam deitados ou sentados. A higienização incorreta também aumenta a probabilidade de infecções.

Com base na pesquisa, o orientador e grupo de alunos ministraram palestras aos cuidadores e funcionários do asilo. Os idosos também foram encaminhados para tratamentos e a iniciativa serviu para minimizar o histórico da doença, consequentemente, proporcionou melhor qualidade de vida aos internos.

Jovem pesquisador Gabriel Lopes, 18 anos. Foto: Luiz Henrique Grossi

Jogo no Computador para Deficientes Visuais

O Gabriel Lopes, 18 anos, é autor do projeto chamado “Feeling Game”, um jogo voltado para a inclusão de portadores de deficiência visual. Orientado pelo professor Paulo Henrique Rodrigues, o estudante criou um game em plataforma web para cegos.

Como motivação, o jovem pesquisador levou em conta que a maioria dos games existentes não é inclusiva e nem possui adaptações para pessoas com deficiência visual.

“Meus professores, em especial o Paulo Henrique, sempre me deram incentivo para a pesquisa. Juntos, trabalhamos num projeto para deficientes visuais que deu frutos e me orgulho disso”, destaca o jovem, que agora vai estudar engenharia química na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

COLTEC

Declínio cognitivo em pacientes com doença renal crônica

A estudante do Coltec, Clarisse Scofield Lenzoni, é a jovem cientista que conquistou o Grande Prêmio de Iniciação Científica Júnior no VI Seminário PIC JR, em 2016. O trabalho dela, orientado pela professora Virgínia Fernandes Mota, relaciona a Doença Renal Crônica (DRC) com o Comprometimento Cognitivo Leve (CCL).

O trabalho implementa o estudo de imagens médicas coletadas pela Ressonância Magnética Nuclear (RMN) em conjunto com o teste Montreal Cognitive Assessment (MoCA) com uma ferramenta médica acessível.

Essa ferramenta faz a descrição de CCL de modo simples, baseado na leitura de imagens do cérebro que leva em conta o auxílio de profissionais para análise e coleta de informações para o desenvolvimento do software. Clarisse Scofield agora tem artigo publicado em revista científica, junto com a orientadora.

Para se ter uma ideia da produtividade dos pesquisadores no ensino médio, no VI Seminário PIC JR foram inscritos 99 trabalhos de estudantes do COLTEC, Colégio Militar de Belo Horizonte, CEFET-MG e das escolas estaduais Pedro II, Três Poderes, Affonso Neves e Milton Campos. O evento aconteceu no Coltec.

IFMG

Durabilidade de Brocas de Aço Rápido

O estudante Pedro Henrique Lopes Moreira, do campus Congonhas, participa do estudo sobre o recobrimento de brocas de aço rápido de alta durabilidade. O trabalho é desenvolvido no departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, sob orientação da professora Vivienne Denise Falcão.

Pesquisa do Matheus Silva Veloso Nobre foi destaque em 2016. Foto: Assessoria de Imprensa IFMG

O projeto visa aperfeiçoar ferramentas, aumentando a durabilidade e trazendo eficácia em diversos seguimentos da indústria. Na pesquisa, foram usadas brocas helicoidais de aço-rápido, que receberam recobrimento obtido por pulverização catódica (sputtering) e brocas sem recobrimento.

Os dois grupos de materiais passaram por testes de desgaste para comparar o desempenho. Verificou-se que recobrimento superficial é de essencial importância para redução do desgaste da ferramenta.

Atividade antioxidante de óleos essenciais 

Matheus Silva Veloso Nobre é estudante do curso técnico em Química no Instituto Federal Norte de Minas e foi premiado no VI Seminário de Iniciação Científica Júnior pela relevância acadêmica do projeto em que trabalha.

Sob a orientação da professora Anna Christina de Almeida, pesquisa a “Atividade antioxidante de óleos essenciais com potencialidade para inclusão como aditivos em alimentos”.

O objetivo é investigar alternativas ao uso de antioxidantes químicos, comumente encontrados em alimentos produzidos industrialmente. Para tanto, Matheus testou os óleos essenciais extraídos de três plantas: eucalipto, cravo da índia e capim limão.

Faz parte de algum projeto de iniciação científica e quer contar pra gente?

Escreva para o mfcfapemig@gmail.com ou fale com a gente nas redes sociais!

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Categorias: Pesquisa

A matemática da música

sex, 19/05/2017 - 16:13

É comum que músicos recorram aos números e a medidas quantitativas para estudar sua própria arte. A matemática está presente no compasso, na estruturação de conjuntos de acordes, na afinação e nas escalas musicais. O mestre em música pela UFMG Alfredo Ribeiro participou esta semana do Pint of Science 2017, e discutiu as relações entre música e a ciência dos números com o matemático e professor do CEFET-MG Gilmer Jacinto Pires.

Alfredo Ribeiro, que é contrabaixista e compositor, foi além das emoções e da subjetividade da música e analisou aspectos quantitativos de grandes interpretações. O objetivo era produzir um material que, além de descrever de forma gráfica as interpretações, pudesse gerar comparação e material de estudo para músicos intérpretes. Hoje, o pesquisador analisa a interação dos dados produzidos com a performance em palco do artista.

Saiba mais sobre possíveis relações entre a música e a matemática neste Ondas da Ciência!

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Categorias: Pesquisa

Envelhecimento e Alzheimer: memórias em apuros

qui, 18/05/2017 - 16:38

Minha vó Rita teve Alzheimer. Morreu aos 77 anos em decorrências de complicações de um AVC, mas já convivia com a perda de memória há quase 7 anos. Vimos a vó confundir nomes de filhos e netos, trocar o dia pela noite e perder a capacidade de nos reconhecer. A “caduquice”, inicialmente alvo de brincadeiras, virou um drama familiar vivido e sentido por todos. Nós não esquecemos a vó, jamais!

A população brasileira está envelhecendo muito rápido. O topo da pirâmide populacional do país, aquela que contabiliza a quantidade de idosos, aumentou. Segundo especialistas, é por isso que existe a sensação de crescimento do Alzheimer.

O principal fator de risco dessa doença é a idade, sendo que há prevalência de 30% em pessoas acima de 80 anos. Há  cerca de 43 milhões de pessoas com Alzheimer no mundo, números de uma epidemia.

O que angustia a todos é a possibilidade de ter a doença na velhice. Assim como meu pai e minhas tias, muitos se perguntam: meu pai/mãe teve Alzheimer, eu vou ter?

A resposta vem das pesquisas genéticas, que apontam alguma predisposição. No entanto, esse não é o único fator de risco, nem mesmo motivo para pânico familiar. Pouco se pode fazer com a informação prévia sobre tendência genética ao Alzheimer, por isso os médicos recomendam não pirar com as possibilidades. Há outros fatores de risco como depressão, doenças psiquiátricas, diabetes, hipertensão e falta de estímulo cerebral.

O Alzheimer se manifesta, em casos mais avançados, com demências. A pessoa perde memória espacial e episódica, muda de comportamento e altera linguagem.  Em situações mais graves há perda de funções cognitivas. O que a ciência faz atualmente é tentar evitar demências graves, freando sintomas do Alzheimer ainda no início.

Pesquisadores estão envolvidos em trabalhos de estimulação cerebral para que os idosos não alcancem a etapa de perda da cognição. Um desafio para a ciência e para aos familiares de pacientes, que anseiam respostas de melhora rápida.

Depressão

O que vem primeiro, depressão ou perda de funções cognitivas? Cientistas que estudam a relação entre depressão e Alzheimer estão profundamente envolvidos com esta pergunta. Eles tentam entender até que ponto existe “conversão” de depressivos às demências do Alzheimer. Já está comprovado um elo entre esses dois males, por isso a depressão precisa ser encarada como quadro patológico, diferentes do que o senso comum, muitas vezes, aponta.

Por que Alzheimer?

Na noite dessa quarta-feira, dois especialistas conversaram com o público do festival Pint of Science sobre Envelhecimento e Alzheimer: memórias em apuros. Os professores Rodrigo Nicolato e Maria Aparecida Bicalho, que pesquisam o assunto, falaram sobre investigações, metodologias, descobertas e esforços para entender a doença.

Eu fiz parte da plateia atenta que ouviu recados de: “aproveitem mais a vida”, “exercitem o cérebro”, “não se angustiem com a possibilidade de ter Alzheimer”. É bom saber que os cientistas procuram maneiras de frear os avanços da doença. Enquanto isso, nos esforçamos para nos cuidar e de cuidar dos nossos idosos.

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A simbiose necessária

qui, 18/05/2017 - 13:41

Na Coreia do Sul um algoritmo foi promovido ao Conselho de Administração de uma multinacional. Isso mesmo, um robô passará a fazer parte das decisões mais importantes da organização. A justificativa para isso: ele erra menos. A inteligência artificial é uma realidade. Não precisa ser nenhum futurólogo para saber que as evoluções tecnológicas estarão cada vez mais presentes à vida dos humanos.

Os trabalhos, os negócios, ou mesmo as rotinas diárias estão mudando. Basta saber como. Será para o bem ou para mal? Alguns pessimistas observam essas mudanças como catastróficas. Um mundo sem empregos e seres humanos encostados, obsoletos, sem função. Se não é necessário pessoas para dirigirem carros, o que serão dos taxistas ou motoristas de Uber?

A verdade é que as mudanças são eminentes, não há como lutar contra elas. No entanto, o copo pode sim estar meio cheio. A inovação permite o surgimento de novas possibilidades e oportunidades. Hoje, se percebe o grande movimento de startups e da cultura empreendedora, fazendo empresas grandes e tradicionais repensarem os negócios.

As próprias relações e interações humanas mudaram. Pessoas estão empoderadas. Com apenas poucos clicks ou teclas podem atingir grupos enormes ou mesmo conversarem com estranhos do outro lado do mundo em tempo real.

Máquina e o homem

Mas voltando aos avanços tecnológicos, é preciso manter uma simbiose entre a máquina e o homem. Serem parceiros, trabalharem juntos para a construção de uma sociedade mais justa e livre de preconceitos. Por mais potente que seja uma inteligência artificial, ela nunca vai conseguir humanizar questões ou mesmo se emocionar diante a uma obra de arte.

Essa é a pegada, parceria para o mundo melhor. Como o robô que atinge uma profundeza nos oceanos onde os seres humanos não conseguem chegar, sendo utilizado para despoluir os mares – fato real!

A mudança não vai acontecer, tem acontecido. Só não estamos percebendo isso, porque estamos dentro dela. Se fala em uma nova fase da Revolução Industrial, a Indústria 4.0, em que a máquina além do trabalho braçal ajuda a resolver problemas.

Com certeza, um novo capítulo da humanidade que daqui a alguns anos deverá ser estudada em escolas e em livros de história. Alguém aí disse livros? Escolas?

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Os novos contornos da esfera pública

qua, 17/05/2017 - 17:00

Ágora de gerações e gerações de literatos, intelectuais e boêmios, a Cantina do Lucas, no Centro de Belo Horizonte, transfigurou-se, na noite de ontem, em palco para discussões acerca do mais significativo ambiente para pelejas contemporâneas: a internet.

Ao abordar o tema “Esfera pública ampliada ou palanque virtual? Redes sociais e ativismo”, as professoras Geane Alzamora (UFMG), e Lorena Tárcia (UniBH), trouxeram à tona problemáticas sobre as novas (complexas e múltiplas) faces da atual arena de confrontos argumentativos e, claro, passionais.

Presencialmente reunido em torno de copos de cerveja e substanciosas doses de conhecimento, o público do tradicional bar belo-horizontino teve a oportunidade de pensar as novas estruturas virtuais de convívio e (com)partilhamento de informações, opiniões e sentimentos.

Afinal, a dúvida essencial não cessa de viralizar: “A pluralidade de discursos na esfera pública contribui para a criação de consensos e entendimento ou torna ainda mais confuso o exercício da democracia nos dias de hoje?”

Esfera pública digital?

No ver de Geane Alzamora – que apresentou breves resultados de estudos desenvolvidos junto ao Núcleo de Pesquisa em Conexões Intermidiáticas do Departamento de Comunicação Social da UFMG –, os novos modos de ativismo tornam intrincada a relação entre informações divulgadas, na web, por cidadãos comuns (sem vínculo profissional com a publicização de notícias/visões de mundo) e as velhas engrenagens da chamada mídia tradicional (rádio, TV, impressos, grandes portais etc.).

Que o diga a construção de rumores e boatos – alimentados tanto nas redes sociais quanto nos meios jornalísticos convencionais –, capaz de alterar a própria natureza dos acontecimentos e produzir, por exemplo, mobilização social. “Foi o que aconteceu, por vezes, durante os panelaços contra a presidente Dilma Rousseff”, lembrou a professora, para quem, de modo geral, as novas formas de convívio e ativismo provocaram mudanças significativas nos princípios de Modernidade vigentes no século XX.

Lorena Tárcia (UniBH)

Além de abordar questões relativas à inteligência coletiva, ao ciberativismo, à profanação e à educomunicação, Lorena Tárcia lançou importante desafio ao público – no sentido de alterar os rumos da propalada intolerância fomentada via web: “Como concentrar a energia das redes numa perspectiva do bem comum?”. A saída, de certo modo, estaria na própria natureza humana. “Somos, afinal, seres acostumados a contar histórias. E cada um tem sua forma de fazê-lo. Por que, então, não nos abrirmos à possibilidade de narrativas complexas, engendradas coletivamente?”, completou.

A pesquisadora destacou, por fim, a inexistência de modelos cristalizados para uso das chamadas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Ao citar Giorgio Agamben e Michel Foucault (1926-1984), Lorena discutiu a importância de as pessoas não se tornarem reféns de algoritmos comandados por grandes grupos empresariais. “É preciso repensar os sentidos do dispositivo. Não é porque dizem que o lápis serve para escrever que só daremos tal função a ele”, complementou.

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Reforma do ensino médio: soma, divide ou multiplica?

qua, 17/05/2017 - 13:53

“Estamos diante de um risco de precarização da educação”, enfatizou a pesquisadora Carla Simone (Cefet-MG). “Temos que dar instrumentos para que os professores e estudantes entendam o que há por trás das propagandas e falácias sobre a reforma do Ensino Médio”, complementou Orlando Gomes (UFMG).

Assim foi o início do painel de ontem, 16 de maio, no restaurante Filé Espeto & Cia, durante o Pint of Science. O encontro reuniu dezenas de pessoas para falar sobre a reforma do Ensino Médio, suas implicações, riscos e benefícios.

As mudanças propostas para o ensino no Brasil podem começar a ser implementadas a partir de 2018. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) encontra-se em discussão no Ministério da Educação (MEC). A BNCC ainda terá que ser aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e a expectativa é de que ela seja definida até o fim de 2017.

Para a estudante de Geografia da UFMG, Luiza Magalhães, é preciso haver discussão, mas é necessário sair da teoria e ir para a prática. “É importante uma reformulação dos próprios professores e a ação dos mesmos junto aos sindicatos para propor a nossa reforma. O Ensino Médio precisa de uma reformulação e para que isso aconteça é preciso agir, ter voz ativa e parar de ficar só reclamando”, pontua a estudante.

 

Reforma do ensino médio na mesa de bar

O painel revelou o anseio de muitos e a necessidade de ampliar a discussão para outros espaços públicos, explicitando a relevância de iniciativas como esta para a popularização da CT&I no Estado.

“A iniciativa foi interessante para expandir a discussão, mas a reforma é da escola pública e é preciso pensar até que ponto estamos chegando a quem realmente interessa”, questiona o estudante da UFMG, José Carlos Fortunato.

As discussões renderam debates sobre os impactos do conjunto de medidas. De acordo com os pesquisadores, as mudanças apontam para um retrocesso.

“No caso da educação, quando se precariza a formação do cidadão, você dificulta as possibilidades que ele terá no futuro e isso vem junto com uma reforma trabalhista e previdenciária. Acredito que isso é retrocesso e é preciso resistir”, pontua Carla.

Ao final das apresentações e debates, o público interagiu com os cientistas.

Hoje a programação segue com o painel Envelhecimento e Alzheimer: memórias em apuros.

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Automatização, algoritmos e robôs: o futuro não precisa de nós

ter, 16/05/2017 - 13:44

Com o MMCafé lotado para além da capacidade máxima e gente esperando do lado de fora, os professores e pesquisadores Eduardo Barrere (UFJF) e Nívio Ziviani (UFMG) falaram no primeiro dia do Pint of Science sobre um tema que já saiu da ficção científica e virou realidade nas nossas vidas: a automatização de tudo.

Big Data, Machine Learning, Internet das Coisas (IoT), Internet Preditiva… O que esses termos têm em comum?

Barrere destacou que são soluções desenvolvidas para lidarmos com o imenso volume de informações gerado por empresas e pessoas nos últimos anos. Para ele, quem sabe lidar com essas informações de maneira estratégica tem vantagem competitiva.

Clima, transporte, trânsito, dicas de alimentação e turismo, praticamente tudo na nossa vida e no nosso dia a dia hoje gera informações. Nós somos os maiores produtores dessas informações e os grandes responsáveis por passá-las adiante.

Ao compartilhar gostos e rotinas nas redes sociais digitais, colaboramos para o aumento dessa rede informacional e passamos a fazer parte de um mercado gigantesco, que movimento bilhões de dólares. Quando bem manipulados, esses dados podem detectar comportamentos e prever tendências cruciais para o desenvolvimento da sociedade, daí o seu valor.

Os 5 Vs da informação

Informação é preciosa mas, para ter potencial de venda, deve responder aos 5 Vs apresentados por Barrere: Volume, Variedade, Veracidade, Velocidade e Valor. “Saber tirar o melhor proveito estratégico dessas informações é um diferencial dos bons profissionais, que acumulam experiência para analisar e tratar esse volume grande de dados”, destacou o professor da UFJF.

E de experiência Nívio Ziviani entende. Formado em Engenharia Mecânica pela UFMG (1971), com mestrado em Informática pela PUC-RJ (1976) e doutorado em Ciência da Computação na University of Waterloo (1982), o professor emérito de Ciência da Computação na UFMG é também pesquisador e empreendedor.

Autor do livro Projeto de Algoritmos, ele atua nas áreas de algoritmos, recuperação de informação, sistemas de recomendação, compressão de textos, aprendizagem de máquina e áreas relacionadas. Ele passou pelas três grandes ondas de sua área, desde a metabusca, nos anos 1990, passando pela busca e chegando aos estudos de aprendizado de máquinas (inteligência artificial).

Ziviani foi co-fundador da Miner Technology Group, vendida para o Grupo Folha / UOL em junho de 1999, Akwan Information Technologies, vendida para a Google Inc. em julho de 2005, Zunnit Technologies (2009), Neemu Technologies (2010). Atualmente, é Presidente do Conselho de Tecnologia da Kunumi (2016), empresa que criou o primeiro rap do mundo com inteligência artificial.

“O futuro não precisa de nós”

Lucas Moacir (Fapemig), Nívio Ziviani (UFMG) e Eduardo Barrere (UFJF)

Com essa frase, Ziviani explicou aos presentes que o desenvolvimento da inteligência artificial já prevê um mundo em que computadores aprendem autonomamente, por meio de redes neurais, sem serem diretamente programados.

Essa quebra de paradigma  traz inúmeras consequências para as relações homem-máquina, com impactos na concepção de cidades inteligentes e novas formas de coleta, representação e uso estratégicos de dados em áreas como saúde e políticas públicas.

Dentre as previsões apresentadas  por ele, em 2045, a inteligência artificial já superará os seres humanos. Você está preparado para viver num mundo assim?

Hoje tem mais Pint!

Confira a programação no site e participe!

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Origem do “Minerês” e variações do sotaque mineiro

ter, 16/05/2017 - 09:49

“Um mineiro estava sentado em frente a televisão sossegado, quando passa um compadre na janela e pergunta:
– Firme cumpade?
E o outro responde :
– Não, é novela mermo!!!”

Você possivelmente já escutou essa piada, mas já parou para pensar o quanto de ciência tem nessas histórias jocosas? Em um primeiro momento, é praticamente impossível pensar que uma piada contada em mesa de bar pode carregar muita história e ciência, porém os estudos da linguagem mostram o contrário.

Na piada contada acima, o humor gira em torno do sotaque mineiro, mas especificamente da palavra “firme”, a qual, quando posta na situação descrita pela piada, é interpretada como a palavra “filme”. A velarização do “L”, embora seja vista por muitos como uma sonoridade estética inadequada, é algo que aparece na língua portuguesa do Brasil desde a chegada dos portugueses.

A professora do programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Faculdade de Letras da UFMG Maria do Carmo Viegas explica que no português de Portugal era comum que a letra “L”, em determinadas palavras, ganhassem o som de “R”, como é o caso da palavra “algum”, que vira “arrgum”, e o “filme” que vira “firrme”. Mas isso não é motivo para que o sotaque seja estigmatizado e seja visto como uma maneira de falar mais pobre.

A origem do sotaque mineiro foi um dos temas do Pint Of Science 2017, em Belo Horizonte. Na segunda-feira (16), no Café com Letras, do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), as professoras Sueli Maria Coelho e Maria do Carmo Viegas falaram também das variações de sotaque existentes no território mineiro, e como surgiu cada um deles.

Durante o evento, uma pergunta intrigante para muitos mineiros acabou sendo feita por um participante: de onde vem o termo “uai”? As professoras explicaram que há duas origens possíveis para expressão: a primeira, é que o termo mineiro é uma derivação do termo “uá” muito utilizado entre os portugueses; um outro caminho possível é a derivação do termo em inglês “why” (por que), uma vez que notou-se um aumento do uso do “uai” entre os falantes brasileiros após a chegada de imigrantes ingleses.

Ficou interessado? O Pint Of Science 2017 acontece até o dia 17/05 em diversos bares da capital. Acesse a programação completa do evento em http://pintofscience.com.br

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Febre amarela: surto, prevenção e estratégias de combate

ter, 16/05/2017 - 08:25

Atenção! Sinal amarelo no trânsito requer cuidado. Na saúde, isso é o que a febre amarela tem despertado na população e  nos órgãos governamentais.  A cada dia, o número de casos e mortes pela doença avança. Minas Gerais é o Estado que tem mais casos notificados da doença. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, até abril deste ano, 173 municípios registraram 1593 casos, sendo que foram confirmados 479 e 165 óbitos.

“Não é uma doença nova. A gente está vendo a história se repetir, mas de uma forma mais complexa”, afirma o pesquisador do Departamento de Parasitologia da UFMG, Marcelo Resende.

Sabe-que que o primeiro relato de epidemia de uma doença semelhante à febre amarela foi em 1648 no manuscrito Maia, em Yucatán, México.

No Brasil, a primeira epidemia conhecida ocorreu em 1685 no Recife, em Pernambuco.

“A vantagem é que, hoje, temos medidas para controle e prevenção, mas ainda assim o número de casos registrados tem crescido. Se a gente tivesse consciência da vacinação isso não ocorreria”, acrescenta Resende.

Controle e prevenção

O controle da febre amarela consiste em alguns componentes: a vigilância de casos humano e  do hospedeiro, a vacinação e o controle dos vetores. O recomendado para prevenir-se é que os residente em áreas de risco sejam vacinados a partir dos nove meses de vida e aqueles que viajarem para regiões de risco dentro ou fora do Brasil também. A vacina apresenta eficácia acima de 95% e a proteção persiste por 10 anos ou mais. O Ministério da saúde recomenda revacinação a cada dez anos.

O pesquisador do Departamento de Parasitologia da UFMG, Álvaro Eiras, aponta os fatores de risco para a febre amarela silvestre. Entre eles, o deslocamento de pessoas suscetíveis para área endêmica, abundância de vetores, baixa cobertura vacinal da população e a presença de hospedeiros que funcionam como amplificadores e disseminadores do vírus.

E os macacos? Existe a crença de que eles sejam transmissores do vírus, o que não ocorre. Com o recente surto, os animais correm o risco de serem mortos por falta de informação. Eiras afirma que

“os macacos podem representar um alerta às autoridades quanto à incidência de febre amarela. Esses animais também são vulneráveis ao vírus e  a detecção em macacos ajuda na elaboração de ações de prevenção da doença em humanos”, acrescenta o pesquisador.

Diante disso, ressalta-se a importância da vacinação.

Durante o evento Pint Of Science 2017, em Belo Horizonte, Eiras e Resende falaram sobre o tema para o público do bar Santa Praça, no bairro Santa Tereza.

Uma das dúvidas de quem presenciou o evento foi  sobre o que deve-se fazer para proteger-se no caso de quem  tem alergia ao ovo. Álvaro Eiras ressaltou que quem é alérgico ao ovo e a gelatina não deve se vacinar, pois a preparação é feita em ovos de galinha embrionados e tem gelatina na composição. Nesses casos, a preferência é por proteção pessoal como o uso de repelentes.

Acesse a programação completa do Pint of Science 2017 em http://pintofscience.com.br

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Pint of Science: um papo sobre ciência em bares e cafés de BH

seg, 15/05/2017 - 09:38

Se você achou que a semana iniciaria com festa pelo Dia das Mães e acabaria por aí, enganou-se. Hoje é dia de bar, bebê! Começa nesta segunda-feira o Pint of Science 2017, festival que leva debates interessantes e relevantes sobre as pesquisas científicas para bares, restaurantes e cafés de Belo Horizonte.

É uma oportunidade para participar de debates sobre tópicos científicos com quem faz ciência. Que tal “tomar uma” e discutir temas como mobilidade urbana, Big Data, mineração do futuro, energia nuclear e gamificação?  Se lhe pareceu divertido, veja aqui a programação completa.

O festival acontece segunda, terça e quarta-feira em cinco estabelecimentos de BH: Cantina do Lucas, Cafeteria MM Gerdau, Café com Letras, Santa Praça e Filé Espeto & Cia. Mineiros, o evento é a nossa cara porque reúne a paixão pelo happy hour e ciência. Mesmo assim, não pensem que o Pint of Science é invenção aqui da terrinha.

Internacional

O festival foi criado por uma comunidade de estudantes de pós-graduação e de pós-doutorado em 2013, na Inglaterra. É realizado durante três dias anualmente e de forma simultânea em diversos países do mundo. Este ano, acontecerá em mais de 100 cidades em 11 países!  No Brasil, além de BH, outras 21 localidades estão prontinhas para três noites de muita diversão e ciência.

Se você tem curiosidade de saber o que estão fazendo os cientistas em seus laboratórios, não perca a chance de se encontrar com esses pesquisadores esta noite. É hora de saber como descobertas fascinantes são feitas e o que elas significam!

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