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Atualizado: 10 horas 49 minutos atrás

Apresentação sobre elaboração de propostas de cursos novos está disponível

ter, 24/04/2018 - 19:19

Está disponível para download a apresentação do assessor da Diretoria de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), André Brasil, no seminário “Orientações para a elaboração de propostas de cursos novos”, realizado no dia 10 de abril, na Universidade de São Paulo (USP).

No evento, foram abordados os fundamentos da Avaliação da CAPES, política pública que afere a qualidade da pós-graduação brasileira e estabelece padrões. Também está acessível o vídeo com a íntegra do seminário da USP.

A reunião foi dirigida a pró-reitores, diretores e servidores de pós-graduação, incluindo coordenadores de propostas de cursos novos. Realizado em parceria com o Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP), o evento terá uma edição em cada região do país.

Acesse o documento aqui.

Confira o vídeo:
{youtube}https://www.youtube.com/watch?v=hF2WjhKCOsM&feature=player_embedded{/youtube}

Leia também:
Análise de novos cursos busca consistência nas propostas, diz CAPES
Seminários regionais esclarecem análise de cursos novos de pós-graduação

(Brasília – CCS/CAPES)
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Novo programa em parceria com a Alemanha apoia projetos de Química e Engenharia

ter, 24/04/2018 - 19:01

Com objetivo de criar quatro redes de pesquisa internacionais, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) lança nesta terça-feira, 24, o novo Programa de Iniciativa de Pesquisa Colaborativa (PIPC), que selecionará até 20 projetos conjuntos de pesquisa entre Brasil e Alemanha. Dessa forma, a iniciativa aprofundará a cooperação acadêmica entre instituições de ensino superior e centros de pesquisa dos dois países.

Serão financiadas duas redes na área de Engenharia, na área de Digitalização Avançada e Indústria 4.0, e duas redes na área de Química. Cada projeto terá um custo máximo de até R$ 200 mil durante vigência máxima de quatro anos, considerando as missões de trabalho e dos recursos de manutenção do projeto.

Além das missões de trabalho e dos recursos de manutenção do projeto, são itens financiáveis, no âmbito do programa, as bolsas de estudo na modalidade doutorado-sanduíche, com mensalidade de € 1.300.

Candidaturas
As propostas de projetos conjuntos deverão ser apresentadas simultaneamente no Brasil e na Alemanha. No Brasil, as inscrições serão feitas junto à CAPES pelo proponente a coordenador brasileiro e vão até o dia 26 de julho.

Acesse o edital.

(Brasília – CCS/CAPES)
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Diretor afirma continuidade do Parfor em audiência pública no Senado

ter, 24/04/2018 - 15:56

Em audiência pública na manhã desta terça-feira, 24, no Senado Federal, o diretor de Formação de Professores da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Carlos Lenuzza, afirmou que o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR) terá continuidade e que novos editais já estão previstos para o primeiro semestre de 2018.

A audiência foi promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal com o objetivo de debater o programa e contou com a participação da coordenadora do Fórum Nacional dos Coordenadores do Parfor, Josenilda Maués; da vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marlei Fernandes de Carvalho; do presidente do Colégio de Pró-Reitores de Graduação dos IFES (Cograd), João Alfredo Braida; da presidente-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, e de Iolanda Barbosa da Silva, representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

 

Parfor
O Parfor é uma ação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para induzir e fomentar a oferta de educação superior, gratuita e de qualidade, para profissionais do magistério que estejam no exercício da docência na rede pública de educação básica por meio do fomento à implantação de turmas especiais, por instituições de educação superior (IES), em cursos de Primeira Licenciatura, Segunda Licenciatura ou Formação Pedagógica.

(Brasília – CCS/CAPES)
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Bolsista da CAPES produz vídeo sobre “O Inferno de Dante”

seg, 23/04/2018 - 19:49

O ex-bolsista de mestrado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Paulo de Tarso Coutinho Viana de Souza, desenvolveu uma dissertação sobre o Inferno de Dante, produzindo vídeos em parceria com a com uma das maiores autoridades em Dante Alighieri nos Estados Unidos, a professora Teodolinda Barolini.

Bacharel em Arquitetura pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), com o mestrado em Multimídia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Paulo também é designer gráfico e pintor. A pesquisa começou pela exploração de uma relação entre a Divina Comédia e o filme Blade Runner, focada na arquitetura do Inferno baseada no Inferno de Dante. Seu principal objetivo era desenvolver um modelo 3D para iluminar e explicar certas passagens nos poemas de Dante Alighieri.

Foram coletados uma série de coincidências que havia entre pontos do percurso de Dante e Virgilio pelo Inferno e os elementos do filme que se estruturaram de forma semelhante. Para isto foi descrito o Inferno em suas diversas visões, sendo elas Hell Explained, Spiral of Hell with Doré Images, Antonio Manetti’s Hell e Botticelli’s Hell.

Uma das maiores autoridades em Dante dos Estados Unidos, a professora Teodolinda Barolini possui estudos que ampliaram enormemente as concepções sobre o poema. Durante o mestrado, Paulo entrou em contato para resolver um aspecto do poema que não é muito explicito, a saber da forma como os personagens passam de um círculo ao outro no inferno. Dante concebeu o Inferno como um cone invertido, dividido em 9 círculos, cabendo a cada os pecadores com seus erros específicos.

“Como não havia nenhuma explicação, apenas a sugestão de Botticelli de que escadas poderiam ser uma forma de transposição (na dissertação trago o tamanho, dimensão e local do inferno calculado por matemáticos como Galileu e Antonio Manetti). desenvolvi uma concepção artística de como isto poderia ser uma solução possível e transformei no objeto do doutorado” conta Paulo.

Teolinda atua como professora da Universidade Columbia, EUA, a pesquisa dela se foca nos séculos 13 e 14 da cultura literária italiana suas relações clássicas com a antiguidade e a sua influência através dos séculos até os nossos dias.

Paulo conta que a professora foi auspiciosa acerca do seu trabalho. “Ela foi extremamente receptiva ao vídeo que enviei e desde então foi dialogando na produção de mais três vídeos que compuseram um quadro artístico das visões do inferno por diversos autores, dentre os quais eu faço parte. No momento ainda desenvolvo mais um vídeo, baseado na visão de Vellutello”, afirma o pesquisador.

O apoio em forma de bolsa foi fundamental para Paulo, “no meu caso possibilitou a aquisição de bibliografia que só existe no exterior e a obtenção de softwares mais modernos para rodar o vídeo”, disse o ex-bolsista da CAPES. Segundo o mesmo o apoio financeiro também trouxe uma tranquilidade fundamental para o desenvolvimento de dissertações e teses.

Sobre a atualidade da obra, o bolsista lembra que recentemente foi publicada uma entrevista de um pesquisador com o Papa Francisco onde ele teria dito que o Inferno não existe. Paulo acredita que a visão de Dante ainda permeia a humanidade, assustando e impondo uma forma de punição no desejo de um comportamento adequado. “Seu poema é um dos maiores já feitos no ocidente e ele será sempre uma referência nos estudos da cultura clássica”, finaliza.

Para conferir a obra na íntegra, os vídeos do bolsista estão disponíveis no seguinte link: https://digitaldante.columbia.edu/image/visualizations/

(Allan César - Brasília – CCS/CAPES)
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Seminário lança unidade de integração entre universidade e setor produtivo

sex, 20/04/2018 - 10:56

Parlamentares e representantes de instituições de ensino superior (IES), de pesquisa e inovação lançaram dois novos pilotos dos Centros de Desenvolvimento Regional (CDR) na quarta-feira, 18. Assinado durante o evento “IES e desenvolvimento regional – parcerias, iniciativas e perspectivas”, um acordo autoriza o início dos CDR do Distrito Federal e do Triângulo Mineiro. Atualmente existem três CDRs pilotos em funcionamento nos estados de Paraíba, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Órgãos que congregam estudantes e professores de ensino superior, os centros ofertam formação em nível de extensão (cursos livres) para o setor produtivo. Dessa forma, articulam pesquisa científica para aplicação em contextos locais. Os CDRs não são grupos de pesquisa, mas espaços para planejar e implementar ações de formação visando ao desenvolvimento regional. Sediados nas IES, os CDRs são uma política de estado, e contam com a estabilidade necessária para atravessar gestões.

Adalberto Grassi, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), abordou o papel da agência na redução de disparidades regionais, um ponto de afinidade do trabalho do órgão e os CDR. “Nossas frentes são duas: custeio de ações inovadoras e a avaliação dos programas”, definiu o diretor substituto de Programas e Bolsas no País da CAPES.

Centros de Desenvolvimento Regional
A ideia dos CDR resulta de um estudo do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes). Relator da pesquisa Instituições de ensino superior e desenvolvimento regional: potencialidades e desafios, o deputado Vitor Lippi (SP) define o CDR como um integrador entre IES e sociedade. “Essa associação é o motor do desenvolvimento”, aponta o parlamentar.

Com 15 anos de atuação, Cedes elabora estudos sobre formulação de políticas públicas, definição de ações e normas, planos, programas ou projetos. Como resultado desses estudos, são produzidos e publicados documentos de alta relevância crítica e de especialização técnica ou científica que possam servir para o trato qualificado de matérias, sendo elas de interesse legislativo ou da sociedade.

Para a criação dos CDRs foi levado em consideração a densidade populacional das regiões onde os pilotos existem, perfil de mercado e mapeamento de mestres e doutores, contou o diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Antônio Galvão.

Inovação
Os Centros de Desenvolvimento Regionais não são pautados por uma agenda de pesquisa científica, diferente dos grupos de pesquisa cadastrados juntos ao CNPq e das unidades acadêmicas convencionais. Os estudantes envolvidos nos projetos serão estimulados a continuarem em suas respectivas regiões, visando crescimento territorial. Para professores, os trabalhos nos CDRs servirão para progressão de carreira.

Segundo Bruno Coimba, assessor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), a CAPES é fundamental para o projeto. “A CAPES entra como fundação integrada articuladora para a fomentar esse desenvolvimento regional”, contou o assessor. A ideia é replicar experiências piloto em mais 1300 campus por todo o país, aproximando as academias dos poderes públicos locais e da comunidade.

(Lucas Lopes e Allan César Silva Brasília – CCS/CAPES)
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Pibid e Residência pedagógica prorrogam inscrições para novos projetos

qui, 19/04/2018 - 20:35

Instituições de ensino superior (IES) interessadas em participar da seleção do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e da Residência Pedagógica podem se inscrever até 30 de abril. O novo calendário será publicado até amanhã no DOU e na página da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Agora, a data limite para habilitação de senha é 26 de abril, e os currículos dos docentes devem ser inseridos na Plataforma Freire até o dia 27/04. Dúvidas específicas sobre acesso ou inclusão de currículo na Plataforma Freire, devem ser encaminhadas para freire.curriculo@capes.gov.br. Confira o calendário a seguir.

 

Novas datas Calendário contendo períodos das atividades AçãoNova data de encerramento do prazoOrientaçãoAcesse aqui Habilitação de senha para acesso ao SiCapes 26/04/2018 O pró-reitor de graduação deve enviar um e-mail com formulário específico, solicitando acesso aos editais, conforme orientações disponíveis

O formulário de solicitação de acesso ao SiCapes (http://www.capes.gov.br/images/stories/download/bolsas/270032018-Formulario-de-Solicitacao-de-Acesso.docx)

As orientações de acesso ao SiCapes (http://www.capes.gov.br/images/stories/download/bolsas/27032018-Orientacoes-para-o-acesso-ao-Sicapes.pdf)

Inserção do currículo dos docentes na Plataforma Freire 27/04/2018 Os docentes devem inserir as informações que os habilitem a participar dos programas bem como aquelas que serão utilizadas para avaliação da proposta da IES, conforme as exigências dos editais.

As orientações para cadastramento do currículo http://www.capes.gov.br/images/stories/download/bolsas/27032018-MANUAL-DO-USUARIO-DA-PLATAFORMA-FREIRE-2018.pdf

Tire dúvidas específicas sobre acesso ou inclusão de currículo na Plataforma Freire pelo e-mail freire.curriculo@capes.gov.br

Cadastramento da proposta no SiCapes 30/04/2018  

O endereço para inclusão das propostas é http://inscricao.capes.gov.br

Tire dúvidas sobre acesso e preenchimento da proposta pelos endereços pibid@capes.gov.br ou residencia@capes.gov.br

 

Novas iniciativas
O novo edital do Pibid tem por objetivo promover a iniciação do licenciando no ambiente escolar ainda na primeira metade do curso, visando estimular, desde o início da jornada do docente, a observação e a reflexão sobre a prática profissional no cotidiano das escolas públicas de educação básica. Os selecionados serão acompanhados por um professor da escola e por um docente de uma das instituições de educação superior participantes do programa.

Já o Programa de Residência Pedagógica visa a induzir o aperfeiçoamento do estágio curricular supervisionado, por meio da imersão do licenciando – que esteja na segunda metade do curso – numa escola de educação básica. A imersão deve contemplar, entre outras ações, regência de sala de aula e intervenção pedagógica.

Assim como no Pibid, cada selecionado será acompanhado por um professor da escola com experiência na mesma área de ensino do licenciando, e por um docente de instituição de educação superior. O lançamento desses dois editais, além de assegurar a continuidade do Pibid, visa o aperfeiçoamento da formação de professores para a educação básica e com a valorização dos cursos de licenciatura.

Portaria
O Diário Oficial da União desta quinta-feira, 1º, também traz a Portaria 38/2018, que Institui o Programa de Residência Pedagógica. A publicação define a finalidade da iniciativa como a de apoiar Instituições de Ensino Superior na implementação de projetos inovadores que estimulem a articulação entre teoria e prática nos cursos de licenciatura, conduzidos em parceria com as redes públicas de educação básica.

Acesse os editais:
Pibid
Residência Pedagógica

(Brasília – CCS/CAPES)
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Para novo ministro, ações da CAPES terão continuidade em 2018

qua, 18/04/2018 - 20:27

As atuais atividades da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) terão continuidade durante a nova gestão do Ministério da Educação, segundo o novo ministro da Educação, Rossieli Soares. A afirmação foi feita na primeira reunião com a diretoria da agência, realizada na quarta-feira, 18. O novo fundo de excelência, proposto pela CAPES, foi considerado prioridade da gestão.

Rossieli tomou posse no último dia 10, após a saída do deputado Mendonça Filho. “Nosso projeto é de continuidade. Abilio Baeta Neves segue à frente da CAPES, com mesma equipe e o mesmo projeto”, afirmou Rossieli. “É importante haver prosseguir o que está dando certo e planejar a transição para o próximo governo, qualquer que seja”, ressaltou.

Sobre o Fundo de Excelência, o novo ministro elogiou a iniciativa para a criação de um fundo privado para fomentar a capacidade de inovação e a pesquisa científica e tecnológica. “Temos poucos dias até o fim do ano e por isso devemos garantir o melhor uso do tempo e dos recursos possível” lembrou. “O Fundo de Excelência pode fazer uma diferença positiva, de maneira simples, efetiva e num curto espaço de tempo. Há muitos anos acompanho a questão dos recursos de Pesquisa e Desenvolvimento na Zona Franca de Manaus, e sei da ineficiência no uso desses recursos preciosos”.

O novo ministro acredita na aprovação do projeto ainda esse ano. “O Fundo de Excelência é algo que já está em discussão, e pretendemos colocar um peso nesse debate, sempre em diálogo com as comunidades acadêmica e científica. Mesmo em ano eleitoral, continuamos a olhar para frente”, ressaltou.

Rossieli também enfatizou o apoio do Ministério ao Portal de Periódicos da CAPES. “O MEC como um todo aposta no caminho da digitalização, pois Não há retorno desse caminho, a possibilidade de democratização e acesso. Portal de periódicos é fundamental. Sou defensor, lá no início, processo de reinvenção orçamentária e financeira no Brasil. Onde se buscar essa eficiência, a plataforma de periódicos da capes. A questão orçamentária não é um desafio apenas na Capes, mas é uma questão do brasil. Os compromissos de buscar o orçamento compromissado e cuidar do orçamento 2019 são compromissos que assumo publicamente com todos dessa instituição”.

Presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves destacou dois movimentos recentes da agência. O primeiro deles é a articulação com um conjunto de entidades, como ABC, SBPC, Foprop e Andifes, para atualização da Avaliação da CAPES. “Queremos compor um documento-base para devolver à Avaliação da CAPES a liderança em uma nova etapa da pós-graduação que se inicia. Pretendemos sedimentar uma nova percepção de como ajustar o modelo de avaliação para ser útil ao sistema”, informou.

O segundo movimento destacado pelo presidente é um esforço para a promoção da internacionalização institucional da pós-graduação brasileira. “Devemos transformar as relações de cooperação acadêmica no Brasil, que foram afetadas pelo Ciência sem Fronteiras, em que o país se posicionava mais como comprador de serviços educacionais do que parceiro na produção científica”, informou. “Nesse sentido, temos pensado ações estratégicas, como o CAPES/Print, e grupos de trabalho sobre temas específicos, como a atração e manutenção dos bolsistas e a Cooperação Sul-Sul”.

Além do presidente da CAPES, o encontro contou com apresentação das diretorias da agência e das principais ações de cada setor.

Novo ministro
Natural de Santiago (RS), Rossieli Soares tem 39 anos. É advogado e mestre em gestão e avaliação educacional pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Rossieli Soares exerceu o cargo de secretário de Educação Básica do MEC desde maio de 2016, e atuou em importantes políticas públicas da educação básica, como a reformulação do ensino médio, implantada por lei sancionada em fevereiro de 2017, e a Base Nacional Comum Curricular da Educação Infantil e Ensino Fundamental, homologada em dezembro de 2017.

O novo ministro foi secretário de Educação do Amazonas e Presidente do Conselho Estadual de Educação do Amazonas, de agosto de 2012 até maio de 2016. Também foi vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), entre 2015 e 2016. Rossieli também atuou como secretário executivo de gestão da Secretaria de Educação do Amazonas, de 2011 a 2012, quando acumulou a função de diretor de infraestrutura. Ingressou na pasta como diretor de planejamento, cargo que ocupou de 2008 a 2010.

Ao longo da gestão de Rossieli na Secretaria de Educação do Amazonas, o estado obteve o maior crescimento no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) entre as unidades da Federação. O estado saiu da 23ª posição, em 2012, para 11º lugar, em 2015. No comparativo da média geral entre 2012 e 2015, dos 27 estados, 13 cresceram e 14 diminuíram suas pontuações. O Amazonas teve o maior crescimento, saindo de 371,3, em 2012, para 394,7, em 2015 – crescimento de 23,3 na média geral.

A melhor nota dos estudantes do Amazonas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) também foi na gestão de Rossieli. O estado foi o que teve o maior crescimento no ensino médio entre as redes estaduais no Ideb 2015, saindo de 3,0, em 2013, para 3,5, em 2015. Amazonas e Pernambuco foram os dois únicos estados que cresceram em todos os níveis – anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio – no Ideb 2015, também entre as redes estaduais.

(Pedro Arcanjo – Brasília – CCS/CAPES com informações do Ministério da Educação)

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Conheça três conteúdos especializados em matemática disponíveis no Portal de Periódicos da CAPES

qua, 18/04/2018 - 16:42

A matemática está presente em todos os lugares. De modo amplo, é só olhar ao redor e perceber que tudo gira em torno de números, medidas, figuras geométricas e outros conceitos inerentes à disciplina. Numa abordagem mais específica, o conhecimento matemático tem uma relação estreita com a ciência, a tecnologia e o contexto social. É por isso que especialistas da área estão sempre submersos em pesquisas.

O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) tem em seu acervo várias bases de dados e revistas científicas diretamente ligadas à matemática, além de conteúdos correlacionados. Entre as plataformas, estão a European Mathematical Society (EMS), JSTOR Math & Stats e American Mathematical Society (AMS).

O Brasil registra 59 programas de pós-graduação voltados à matemática/probabilidade e estatística, de acordo com os dados obtidos na Plataforma Sucupira. A busca por aprimoramento explica a notoriedade que o setor vem conquistando. Tanto que, em janeiro de 2018, a União Matemática Internacional (International Mathematical Union – IMU) aprovou a entrada do Brasil no Grupo 5, que reúne as nações mais desenvolvidas em pesquisa matemática.

Além do Brasil, outros dez países integram a elite da matemática mundial: Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia. Os países são divididos em cinco categorias por ordem de excelência na lista criada pela União Matemática Internacional. O Brasil ingressou em 1954 como membro do Grupo 1, foi promovido ao Grupo 2 em 1978, ao Grupo 3, em 1981, e ao Grupo 4 em 2005.

O acesso ao conteúdo especializado por meio do Portal de Periódicos contribui para o fomento da pesquisa e da produção científica brasileira na área. Conheça três bases de dados disponíveis:

European Mathematical Society (EMS)
A EMS é uma sociedade acadêmica que representa os matemáticos europeus e promove o desenvolvimento de todos os aspectos da matemática na Europa, especialmente pesquisa e educação em matemática e relações da matemática com a sociedade e com as instituições europeias. Sua base de dados é dedicada à publicação de periódicos revisados por pares em todos os níveis acadêmicos e campos da matemática pura e aplicada. Usuários do Portal de Periódicos têm acesso a 19 títulos da EMS. O conteúdo pode ser localizado nas opções buscar base ou buscar periódico.

JSTOR Mathematics & Statistics
A plataforma JSTOR contempla coleções completas em diversas áreas do conhecimento, sendo que, na de matemática e estatística, há cerca de 95 periódicos considerados relevantes. Entre os títulos da coletânea, alguns estão na lista dos 15 mais citados mundialmente, segundo os índices de fator de impacto do Journal Citation Report (JCR), como o American Journal of Mathematics, o SIAM Review, o Journal of the American Mathematical Society e o Annals of Mathematics. O conteúdo pode ser localizado nas opções buscar base ou buscar periódico.

MathSci (AMS)
MathSciNet é a versão eletrônica do periódico Mathematical Reviews (MR) – ISSN 2167-5163. É um índice básico para a literatura acadêmica de matemática e é indispensável para pesquisas bibliográficas, atendendo aos matemáticos a partir do fornecimento de informações sobre artigos e livros revisados por pares. Além disso, o MR contém dados sobre livros didáticos de nível avançado, livros e papers especiais, que são de interesse para pesquisadores da área, apesar de não conterem novos resultados matemáticos. É política do título cobrir artigos e livros em outras disciplinas que contêm novos resultados matemáticos ou oferecem novas e interessantes aplicações de matemática. Artigos e livros que não estão na literatura publicada não são considerados para cobertura.

A MathSciNet oferece ferramentas para pesquisa, incluindo comentários e revisões escritos por uma comunidade de especialistas, listas de bibliografias que datam do início dos anos de 1800, links para artigos, periódicos e editoras, lista de referências correlacionadas, informações de citações de artigos, livros e periódicos. A base atende não apenas à matemática, mas todas as áreas que precisam realizar estudos matemáticos para o desempenho de suas atividades principais, como Ciências Exatas e da Terra, Engenharias e as áreas de avalição Ciências Agrárias I, Materiais, Biotecnologia. O conteúdo pode ser localizado na opção buscar base.

(Com informações do Portal de Periódicos da CAPES – Brasília - CCS/CAPES)
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Comissão de Acompanhamento do PNPG 2011-2020 analisa sugestões para Avaliação da Pós-graduação

qua, 18/04/2018 - 14:23

A Comissão Especial de Acompanhamento do Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG 211-2020) deu início, nos dias 17 e 18 de abril de 2018, às análises das propostas enviadas por entidades que integram a comunidade acadêmica, científica e tecnológica do país acerca do modelo atual de avaliação da Pós-graduação brasileira.

O encontro aconteceu no edifício-sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e discutiu as sugestões enviadas pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes); Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem); Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC), Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-graduação (FOPROP); Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Academia Brasileira de Ciências (ABC); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep); Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP); Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti); Conselho Nacional de Educação (CNE); Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e Ministério da Ciência, tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Também foram consideradas as contribuições dos grupos de trabalho da Diretoria de Avaliação da CAPES e do FOPROP, além da Comissão Especial para Análise do Sistema e Processo de Avaliação da Qualidade da Pós-Graduação brasileira, realizada em abril 2016.

O grupo se reuniu ainda com o presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves e com os diretores da agência, e apresentou uma síntese das propostas recebidas. A previsão é de que até o fim de junho seja encerrada essa fase inicial dos trabalhos.

Leia nota na íntegra do presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PNPG 2011-2020

"A Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2011-2020), criada pelo Ministro de Educação e pelo Presidente da Capes, no ano de 2012 (Portaria nº 106/2012), após a apresentação do relatório 2017 no Conselho Superior da Capes, recebeu a atribuição de realizar um estudo especifico relativo ao modelo de avaliação da PG brasileira. Neste sentido, ainda no final do ano de 2017 a Comissão solicitou à entidades que integram a Comunidade Acadêmica, Científica e Tecnologica do país, propostas relativas ao sistema de avaliação da PG brasileira.

As propostas foram entregues até a primeira semana de abril. As seguintes entidades enviaram propostas: ANDIFES, ABRUEM, ABRUC, FOPROP, SBPC, ABC, CNPQ, FINEP, CONFAP, CONSECTI, CTC/CAPES, MDIC, MCTIC e CNE. Também estão sendo consideradas as propostas dos Grupos de Trabalho da DAV/FOPROP de 2015 (GT 03 de Avaliação da PG e GT 10 de Impacto da PG) e da Comissão Especial para Análise do Sistema e Processo de Avaliação da Qualidade da Pós-Graduação Brasileira (Abril de 2016).

A Comissão Nacional de Acompanhamento do PNPG se reuniu nos dias 17 e 18 de abril na Capes, dando continuidade à análise das contribuições. Também, neste dias, foram realizadas reuniões com o Presidente e Diretores da Capes, tendo sido apresentada uma síntese das propostas recebidas. A previsão de encerramento desta fase inicial dos trabalhos é final de junho.

Prof. Jorge Audy
Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PNPG 2011-2020"

Acesse a página do PNPG 2011-2020.

(Brasília – CCS/CAPES)
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Ex-bolsista da CAPES faz análise sobre impacto cultural de megaeventos

seg, 16/04/2018 - 17:47

Eventos como as Olimpíadas impulsionam o desenvolvimento das cidades-sedes? Para a pesquisadora Ana Maria Vieira Fernandes, os acontecimentos de grande porte trazem consequências pouco animadoras para as populações locais. No caso de Barcelona, na Espanha, os Jogos Olímpicos de 1992 teriam gerado especulação imobiliária e esvaziamento do patrimônio cultural. No Rio de Janeiro, a situação pode se repetir.

A análise faz parte do estudo recente Mega-events and cultural heritage – Rio 2016: A new Barcelona 1992?. Nele, a professora de turismo e geografia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC/ Campinas) discute as estratégias das cidades que buscam se posicionar de forma competitiva no mercado global visando atrair investimentos e turistas. Publicado em 2017 na coletânea internacional Le Spetacle du Patrimoine, o capítulo reflete sobre o legado dos Jogos Olímpicos para a capital catalã e projeta cenários para o caso brasileiro.

O tema da transformação da cultura em produto de consumo do turismo já está presente em uma obra anterior da autora. No artigo “Turismo e redução narrativa: uma discussão à luz do patrimônio mundial modernista de Barcelona”, de 2016, ela questiona o título de Patrimônio Mundial, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ana Maria realizou o estudo para o artigo de 2013 a 2014, em Barcelona, durante o período como bolsista do Programa Doutorado-sanduíche no Exterior (PDSE), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Desigualdade social e espacial
No modelo descrito pela geógrafa, a gestão pública adota o empreendedorismo urbano e a promoção do patrimônio cultural como um recurso turístico – e, portanto, como uma mercadoria. Nessa perspectiva, a cidade deve se tornar um centro internacional de consumo e lazer, passando por grandes projetos de reestruturação – como renovação de portos, instalação de equipamentos culturais, de esporte e de lazer, abertura e alargamento de avenidas, obras de mobilidade urbana.

“Guiada pela mesma ideologia do planejamento estratégico, a cidade do Rio de Janeiro se espelhou em Barcelona para impulsionar uma renovação urbana em seu espaço a fim de sediar os Jogos Rio 2016”, aponta a professora. “O capítulo do livro discute como essas estratégias foram desenvolvidas e também alguns resultados. Muitas ações somente reforçaram as desigualdades socioespaciais e as contradições existentes na capital carioca”, acrescenta.

Segundo a pesquisadora, as publicações trazem exemplos dos resultados desse modelo de gestão: especulação imobiliária, gentrificação, expulsão dos moradores tradicionais, mudança de significados do patrimônio cultural. “Os textos apresentam dados para comprovar que o posicionamento estratégico da cultura na renovação urbana e no desenvolvimento do turismo das cidades é um processo hegemônico: pode ocorrer tanto em escala global como local. Espetaculariza as cidades e traz diversos impactos para as suas respectivas populações”, explica.

Doutorado-sanduíche
A ideia de estudar na Espanha surgiu no doutorado em geografia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Bacharel em Turismo, Ana Maria conhecia bem o idioma espanhol. Sua orientadora na Unicamp tinha contato com uma professora na Universitat de Barcelona cujos temas de pesquisa tinham afinidade com o trabalho que queria desenvolver.

“O processo de candidatura e seleção foi claro”, observa. “Escrevi meu projeto de pesquisa, que foi aceito pela prof. Nuria [sua orientadora em Barcelona], e continuei os trâmites. Minhas dúvidas foram sanadas pela responsável técnica da CAPES, até mesmo quando eu estava fora do Brasil”. Um ano após o início do curso, Ana foi contemplada com uma bolsa do Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior.

Na Universitat de Barcelona, Ana Maria cursou duas disciplinas. “Foi essencial para entrar em contato com os catalães. Conheci novas áreas de estudo e bibliografias. Até hoje tenho contato com um professor”. Além das aulas, a rotina incluía reuniões com a orientadora a cada três semanas e estudos diários numa sala própria ou na biblioteca. Seguindo sugestão da orientadora, fez um curso de espanhol na universidade. “Melhorei em gramática e conversação, e ainda fiz amigos de vários países”.

Mesmo sendo proficiente em espanhol, a língua foi o maior desafio. “As aulas eram em catalão. Eu podia fazer perguntas e escrever meus trabalhos em espanhol, mas as respostas eram sempre no idioma local. Não foi fácil, mas aprendi melhor a cultura e sou capaz de entender a língua”, relatou.

A experiência foi decisiva para a pesquisa de doutorado. Inicialmente, Ana Maria queria estudar Paisagem Cultural, uma categoria do Patrimônio Cultural da Unesco, pois o Rio de Janeiro tinha sido o primeiro centro urbano a receber a classificação. O estágio em Barcelona redirecionou suas pesquisas. Ao ter contato com moradores, pesquisadores e técnicos, ela percebeu os rastros do chamado “modelo Barcelona” 25 anos após sua aplicação e decidiu investigar os efeitos das Olimpíadas.

“Essa vivência me inquietou e me permitiu levantar uma série de questões que direcionaram o meu olhar para outros caminhos de pesquisa”, pontua. “Além de propiciar a realização de disciplinas e pesquisas na universidade, o estágio doutoral se transformou em um trabalho de campo sobre renovação urbana, turismo e patrimônio cultural mundial na cidade, elementos de análise da minha tese”, detalha a pesquisadora.

Para os interessados em tentar um estágio de doutorado no exterior, Ana Maria Fernandes tem algumas recomendações. Segundo ela, é necessário pesquisar muito sobre cidade e a instituição de destino, e quais os professores pesquisam na área de interesse. “Isso evita estranhamentos que desviem o foco na pesquisa”, afirma. A duração do estágio também deve ser considerada com cuidado. “Seis meses é o período mínimo para vivenciar o lugar e o estágio intensamente. Sugiro também que os orientadores façam uma visita, para promover atividades acadêmicas”.

Em 2016, a CAPES concedeu 2251 bolsas de doutorado-sanduíche no exterior. Quase uma em cada dez (222) se destinou à Espanha. As áreas preferidas foram Ciências Humanas (56 bolsistas) e Ciências Exatas e da Terra (36). Em terceiro lugar empataram Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Agrárias, com 24 bolsistas cada.

Conheça o Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior (PDSE).

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Ex-bolsista da CAPES realiza missão no Atlântico Sul

(Lucas Lopes - Brasília – CCS/CAPES)
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CAPES promove encontro de coordenadores de polo em Gramado

sex, 13/04/2018 - 13:54

Teve início nesta quinta-feira, 12, em Gramado (RS), o Encontro Nacional das Coordenações de Polos Estaduais do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), evento que reúne, até o dia 13 de abril, representantes de todas as regiões do país e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Entre as atividades previstas para o encontro está a primeira eleição para presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Polos UAB.

A abertura do evento contou com a participação do atual presidente do Fórum, Edilson Balzzam, além da coordenadora geral de educação a distância da CAPES, Margô Karnikowski. Segundo a coordenadora, o encontro é o primeiro passo para estruturação e consolidação do Fórum Nacional de Coordenadores de polo. “Devemos evoluir ainda mais nesse sentindo, de maneira que a atuação dos atores do sistema seja cada vez mais democrática e participativa”, afirmou.

Balzzam, por sua vez, ressaltou a importância do encontro. “O processo eleitoral traz legitimidade e tem como objetivo o fortalecimento do sistema UAB”. Também participaram da mesa de abertura, Ilka Serra, presidente nacional do Fórum de Coordenadores UAB e representantes da prefeitura e do polo UAB/Gramado.

Os participantes tiveram ainda a oportunidade de assistir a palestras ministradas por coordenadores da CAPES, tendo como foco as iniciativas, ações e desafios para a UAB, como destacou Karnikowski. “O maior desafio da UAB hoje é a evasão dos discentes. A CAPES tem trabalhado no sentido de encontrar caminhos, com a participação de todos os agentes da UAB, para reduzir essas taxas”.

Ferramentas
A CAPES tem sido insistente quanto ao uso de artifícios inovadores e de livre acesso para divulgação do conhecimento produzido dentro do sistema UAB. Recursos Educacionais Abertos (REA), Provas Virtuais e Jogos Eletrônicos são algumas das iniciativas para o desenvolvimento do sistema. A frente disso está o EduCAPES, portal que compila o material didático dos cursos do sistema UAB e pode ser acessado gratuitamente por cidadãos de todas as regiões do Brasil.

Na ocasião, foi apresentado aos participantes a proposta de um curso de formação de coordenadores de polo, com carga horária de 110h/aula, no intuito de preparar novos gestores de polo.

O evento segue com debates a respeito do sistema UAB, em consonância com a construção democrática proposta pela CAPES.

UAB
O Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) foi instituído pelo Decreto n° 5.800, em 08 de junho de 2006, para o desenvolvimento da modalidade de educação a distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no País.

Trata-se de um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos superiores por meio da educação a distância (EaD), prioritariamente, para a formação inicial e continuada dos professores da educação básica, assim como, dirigentes, gestores e trabalhadores em educação dos estados, municípios e do Distrito Federal. Atualmente, o Sistema UAB conta com 127 Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES), ofertando 800 cursos em 745 polos (dados atualizados em mar/2018).

Os Polos UAB são mantidos em regime de colaboração por estados e, especialmente municípios, visando garantir o apoio acadêmico, tecnológico e administrativo às atividades de ensino-aprendizagem.

Conheça o sistema UAB.

(Edson Morais – Gramado/RS – CCS/CAPES)

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Projetos conjuntos de pesquisa em parceria com o Canadá são selecionados

qui, 12/04/2018 - 14:04

Foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 12, o resultado do Edital nº 34/2017, referente ao processo seletivo do programa CAPES-DFATD, que fomenta a execução de projetos conjuntos de pesquisa entre instituições brasileiras e canadenses em qualquer área do conhecimento.

As propostas selecionadas recebem recursos para manutenção de projetos, realização de missões de trabalho e missões de estudo. A manutenção de projetos conta com até R$ 10 mil por ano, cumulativos, para pagamento de material de consumo e serviços.

Os projetos envolvem parceria entre instituições de ensino superior de cada país, podendo incluir associação em rede com outras instituições, têm caráter inovador e conjugam interesses institucionais, regionais e nacionais.

Acesse aqui o resultado.

Confira a página do Programa Capes-DFATD.

(Brasília – CCS/CAPES)
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CAPES apoia projetos de intercâmbio de graduação em Engenharias

qui, 12/04/2018 - 11:50

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) irá apoiar até 15 projetos de parceria entre instituições brasileiras e francesas que promovam intercâmbio de estudantes de graduação em Engenharia. O apoio é do Programa Brafitec, cujo novo edital foi publicado nesta quarta-feira, 11. As inscrições vão até 27 de junho de 2018.

O programa Brafitec tem por objetivo fomentar o intercâmbio entre Instituições de Ensino Superior brasileiras e francesas e estimular a aproximação das estruturas curriculares, inclusive com a equivalência e o reconhecimento mútuo de créditos obtidos nas instituições participantes. A iniciativa é fruto da parceria da CAPES com dois ministérios franceses: MESRI (Ministère de L’Enseignement Supérieur, de la Recherche et de l’Innovation) e com MEAE (Ministère de L’Europe et des Afaires Étrangères).

Cada proposta de projeto de parceria universitária deverá planejar suas atividades considerando a duração de dois anos, podendo ser renovada por mais dois anos. São benefícios previstos pelo programa, além das bolsas de estudo, missões de trabalho, recurso para material de consumo e serviços de terceiros.

As bolsas de estudos, no valor 870€ por mês, são voltadas a estudantes de engenharia matriculados em instituições de ensino superior brasileiras. O candidato deverá obrigatoriamente ter obtido nota igual ou superior a 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e comprovar nível mínimo de proficiência em língua francesa, entre outros requisitos. A bolsa tem um período máximo de doze meses.

Acesse o edital.

(Brasília – CCS/CAPES)
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Análise de novos cursos busca consistência nas propostas, diz CAPES

qua, 11/04/2018 - 12:45

Na abertura da edição 2018 do seminário “Orientações para a elaboração de propostas de cursos novos” a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) enfatizou que a tendência da análise será cobrar mais consistência das propostas. O evento ocorreu terça, 10, na Universidade de São Paulo.

No período da manhã, o coordenador geral de Atividades de Apoio à Pós-Graduação (CGAP) da CAPES, André Brasil, revisou conceitos e instrumentos essenciais da avaliação da pós-graduação stricto sensu.

A exposição abordou os fundamentos da Avaliação da CAPES, política pública que afere a qualidade da pós-graduação brasileira e estabelece padrões. A qualidade do processo é considerada um reflexo do formato adotado pela CAPES, no qual a avaliação é feita pela própria comunidade científica.

O coordenador apresentou a localização dos principais documentos e a legislação pertinente no portal da CAPES. Segundo Brasil, a leitura atenta dos documentos é a primeira etapa para construção de uma proposta consistente. Em seguida, destacou aspectos que as propostas devem considerar para ganhar consistência.

No processo de avaliação, propostas que recebem notas 1 ou 2 – portanto não aprovadas – podem ser revisadas e reapresentadas pela instituição em avaliação futura. Pedidos de reconsideração na mesma avaliação não podem apresentar mudanças na proposta. Portanto, a proposta deve ser organicamente constituída, evitando-se a inscrição de fragmentos entregues por cada linha de pesquisa.

Outro ponto da exposição abordou a fusão e o desmembramento de programas. A junção de programas tem sido recomendada, ao contrário da fragmentação. Isso porque, entre outros fatores, programas com número maior de docentes costumam estar mais preparados para que os docentes busquem atualização por meio de estudos em outras instituições.

Associações acadêmicas internacionais fortalecem propostas. Já a tentativa de abrir um curso de doutorado em um programa de mestrado de nota 3 põe em risco o esforço de aprimoramento do mestrado.

Propostas de programas interdisciplinares devem ser consideradas levando em consideração o perfil do egresso. “Interdisciplinaridade está presente de alguma forma em todos os cursos e já é considerada na avaliação. Já programas interdisciplinares são uma minoria absoluta, pois formam pessoal com uma especialização muito específica”, enfatizou o coordenador.

Brasil destacou que o número de aprovações de propostas de cursos novos vem caindo ao longo dos anos, chegando ao patamar mais baixo em 2016. Segundo o técnico, esse é um reflexo de que o processo de avaliação vem se tornando mais preciso. Nesse sentido segue a análise de programas interdisciplinares.

À tarde, uma equipe técnica da CAPES esclareceu pontos específicos aos participantes. A reunião é dirigida a pró-reitores, diretores e servidores de pós-graduação, incluindo coordenadores de propostas de cursos novos. Realizado em parceria com o Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP), o evento terá uma edição em cada região do país.

(Brasília – CCS/CAPES)
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CAPES lança chamada para mestrado em cinema nos Estados Unidos

ter, 10/04/2018 - 20:31

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulga nesta terça-feira, 10, o Edital n° 10/2018, que abre seleção de bolsistas para cursar mestrado nos Estados Unidos na área de roteiro cinematográfico. O programa Master of Fine Arts (MFA) concede até quatro bolsas de estudo com duração de até 21 meses, com previsão de início em agosto ou setembro de 2019.

Inscrições
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet até dia 03 de junho. Para se candidatar, aqueles que cumprirem os requisitos descritos no Edital devem preencher formulário de inscrição da Comissão Fulbright, em inglês, de acordo com as instruções específicas, ambos disponíveis na página da Fulbright.

Benefícios
De acordo com o edital, os bolsistas receberão da CAPES a anuidade e as taxas acadêmicas da universidade norte-americana. A Comissão Fulbright custeará uma bolsa de estudos mensal, variável conforme o campus, seguro-saúde, passagem área internacional de ida e volta e auxílio-instalação. O aprovado será responsável por obter o visto.

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(Brasília – CCS/CAPES)
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CAPES realiza treinamento para coordenadores de cursos de excelência

ter, 10/04/2018 - 20:16

Os coordenadores dos 125 programas de pós-graduação que atingiram notas 6 e 7 na última avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) participam nesta terça-feira, 10, na sede da agência, em Brasília, de treinamento sobre o Programa de Excelência Acadêmica (Proex), que apoia por meio de bolsas e recursos de custeio o padrão de qualidade internacional desses cursos.

Durante o encontro, os coordenadores participam de palestras sobre as normas que regem o programa, o funcionamento de seus sistemas de concessão de bolsas e a gestão dos recursos disponíveis aos programas de pós-graduação. Para o diretor de Programas e Bolsas no país da CAPES, Geraldo Nunes Sobrinho, o treinamento tem o objetivo de alinhar a atuação da CAPES e dos coordenadores, além de torná-la mais eficiente. “O Proex é um instrumento que deve facilitar a vida dos coordenadores no sentido de manter o desempenho adequado, por isso nossa função é dar toda atenção e suporte para que as condições que levaram os cursos a alcançarem esse patamar sejam mantidas”, explicou.

Para a coordenadora do programa de pós-graduação em Linguística da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aléria Lage, o encontro facilitará o trato com as questões burocráticas do programa. “Esse contato direto com a equipe do Proex é muito importante para nós que estamos ingressando agora no programa, ainda mais porque poderemos questionar diretamente os técnicos sobre questões como bolsas, prestação de contas e usos dos recursos”, disse.

Evolução histórica
O Proex é responsável atualmente por 25% dos recursos de investimento da Diretoria de Programas e Bolsas no País, tendo passado de 127 programas de pós-graduação, em 2004, para 498, em 2018. Segundo o coordenador-geral de Desenvolvimento Setorial e Institucional, Adalberto Grassi Carvalho, essa evolução revela crescimento, confirma a tese de qualificação do sistema e exige posicionamento por parte da CAPES. “Esses números significam um desafio porque são programas que ingressarão em um apoio diferenciado de recursos, o que indica a necessidade de buscarmos mais recursos, além de nos organizarmos internamente para a gestão dessa nova demanda”, afirmou.

Proex
Os Programas inseridos no Proex recebem uma dotação orçamentária que pode ser utilizada de acordo com prioridades estabelecidas pelos próprios programas, em qualquer das modalidades de apoio concedidas pela CAPES: concessão de bolsas de estudo, recursos de custeio, fomento para investimento em laboratórios, custeio de elaboração de dissertações e teses, passagens, eventos, publicações, entre outros. As bolsas de estudo concedidas no âmbito do Proex são gerenciadas pelas coordenações dos cursos de pós-graduação, que são responsáveis pela seleção e acompanhamento dos bolsistas, conforme as orientações da CAPES.

(Gisele Novais - Brasília – CCS/CAPES)
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Coordenadores de cursos de excelência recebem treinamento na CAPES

ter, 10/04/2018 - 12:30

Nesta terça-feira, 10, até as 18h, coordenadores dos 125 programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) que atingiram notas 6 e 7 na Avaliação Quadrienal de 2017 recebem treinamento na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília.

A formação tem o objetivo de informar os novos coordenadores sobre o funcionamento do Programa de Excelência Acadêmica (Proex). Quase 25% do orçamento da CAPES para fomento da pós-graduação brasileira é voltado às ações do programa, que visa a manter o padrão qualidade internacional dos melhores cursos.

Acompanhe a transmissão ao vivo do treinamento pelo link:

{youtube}https://www.youtube.com/watch?v=ztQot0BscnU{/youtube}

(Brasília – CCS/CAPES)
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Edição 2018 do Seminário APCN 2018 tem início

ter, 10/04/2018 - 10:48

Hoje, 10, às 10h, tem início a edição 2018 do seminário “Orientações para a elaboração de propostas de cursos novos”, que apresenta o processo de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O evento terá etapas em cada região do país.

A Universidade de São Paulo transmite ao vivo a edição da região Sudeste hoje. Acompanhe pelo link: http://iptv.usp.br/portal/transmission.action?idItem=38725

(Brasília – CCS/CAPES)

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Seminários regionais esclarecem análise de cursos novos de pós-graduação

seg, 09/04/2018 - 18:46

 A edição 2018 do seminário “Orientações para a elaboração de propostas de cursos novos”, que apresenta o processo de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), acontece nos meses de abril e maio. Realizado em parceria com o Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), o evento terá uma edição em cada região do país. Cada uma delas acontecerá em um único dia, das 10h às 16h.

No período da manhã, haverá um treinamento sobre conceitos e instrumentos essenciais da avaliação da pós-graduação stricto sensu. À tarde, uma equipe técnica da CAPES esclarecerá pontos específicos para os participantes.

A reunião é dirigida a pró-reitores, diretores e servidores de pós-graduação, incluindo coordenadores de propostas de cursos novos. Cada instituição pode enviar um número livre de representantes, devendo custear passagens e estadia. Para mais informações sobre cada reunião regional, os interessados deverão entrar em contato com os representantes designados no calendário abaixo: 

Região Data Local Contato Centro-Oeste 10 de abril Universidade Federal de Goiás (UFG)

Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação

Alameda Flamboyant, Quadra K, Edifício K2
Parque Tecnológico Samambaia -
Goiânia/GO

Laerte Ferreira
laerte@ufg.br Sudeste  10 de abril  Universidade de São Paulo (USP)

Sala do Conselho Universitário – Térreo

Rua da Reitoria, 374 Cidade Universitária
Butantã - São Paulo/SP

 Márcia Ebohon
marseboh@usp.br
(11) 3091-8998  Nordeste  27 de abril  Universidade de Pernambuco (UPE)

Avenida Agamenon Magalhães, S/N
Santo Amaro – Recife/PE

 Veruska
cpgpropege@upe.br
(81) 3183-3783  Norte  4 de maio  Universidade Federal do Pará (UFPA)

Auditório da Reitoria

Rua Augusto Corrêa, nº 1
Belém/PA

 Helena Simões
hcsimoes@unifap.br
(96) 9187-3424

Marcelo Cheche Calves
ppg@uema.br

 Sul  8 de maio  Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
Auditório Reitoria/Campus Curitiba

Av. Sete de Setembro, 3165 Rebouças – Curitiba/PR

 Eliana Ieger
cppg@cppg.org.br
(41) 99989-8900

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Professores do Parfor participam de oficina de criatividade em Brasília

seg, 09/04/2018 - 18:32

Mais um grupo de professores da educação básica da rede pública foi recebido nesta segunda-feira, 9, na Casa Thomas Jefferson, em Brasília, para participar de oficinas de criatividade promovidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos. Nesta semana, as atividades serão direcionadas a professores das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês) e seguem até o dia 11 de abril.

A professora de informática e estudante da área de Ciências Biológicas Vanusa dos Santos Vieira foi uma dos 16 selecionados para participar do curso. Bolsista do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) em Nova Olinda do Norte, no Amazonas, Vanusa conta que iniciativas como essa tornam as dificuldades menores. “A nossa rotina de trabalho é muito difícil. Às vezes por falta de equipamentos, ficamos meses sem poder dar aula, mas esse tipo de oportunidade nos incentiva e nos dá força para continuarmos. Além de enriquecer o meu currículo, vou levar muitas experiências daqui”, disse.

Para Lívia Macedo, professora de Ciências na cidade de Caxias, no Maranhão, o curso vai ao encontro de sua filosofia de vida como professora. “Apesar de nossos recursos serem poucos, nada impede que atuemos de forma criativa e de uma maneira que seja atrativa aos alunos. Espero aprender e disseminar o que aprenderei aqui não só com meus alunos, mas também com meus colegas de trabalho”, afirmou.

Oficinas
Responsáveis por um centro de criatividade em Nova Iorque, os especialistas Shelley Berc e Alejandro Fogel percorrem os Estados Unidos ministrando cursos com o objetivo de incitar os professores a pensar de maneiras diferentes sobre a forma de ensinar. “As pessoas têm criatividade e imaginação, nosso papel é simplesmente canalizar o uso desses recursos para ato de ensinar, fazendo com que essa criatividade nata seja posta em prática de formas não usuais. Em vez de aprender de fora para dentro, estimulamos os professores a buscarem dentro de si o potencial que já lhes é próprio”, explicou Shelley.

Segundo a palestrante, a experiência das oficinas com o grupo anterior mostrou a efetividade dos encontros na vida dos professores. “Trabalhamos com um grupo similar na semana passada e eles disseram que as atividades transformaram o jeito que eles se veem e se sentem como professores. Eles conseguiram se sentir confiantes e valorizados. Nosso objetivo foi alcançado”, completou.

Para a coordenadora-geral de Formação de Docentes da Educação Básica da CAPES, Izabel Lima Pessoa, o trabalho em parceria com a embaixada procurou atender, especialmente, os professores do interior do país. “Dificilmente conseguimos realizar uma atividade tão importante como essa para os professores da educação básica, ainda mais quando se trata de profissionais que atuam no interior do Brasil. A seleção dos 16 professores foi realizada no âmbito do Parfor, justamente por ser um programa em que 80% dos professores são do interior do país”, explicou. Outros oito professores da rede pública do Distrito Federal também foram selecionados para as oficinas.

A assessora para assuntos de educação e cultura da Embaixada dos Estados Unidos, Márcia Mizuno, explica que o curso vai além de uma capacitação profissional. “Nosso foco é a formação do professor como um todo, não só como um transmissor de conhecimento, mas também como alguém que está ajudando na formação de um jovem”, acrescentou.

Parfor
O Parfor é uma ação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para induzir e fomentar a oferta de educação superior, gratuita e de qualidade, para profissionais do magistério que estejam no exercício da docência na rede pública de educação básica por meio do fomento à implantação de turmas especiais, por instituições de educação superior (IES), em cursos de Primeira Licenciatura, Segunda Licenciatura ou Formação Pedagógica.

(Gisele Novais - Brasília – CCS/CAPES)
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