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Atualizado: 4 horas 38 minutos atrás

Escola de Verão do IODP recebe pesquisadores brasileiros

4 horas 39 segundos atrás

A edição 2017 escola de verão School of Rock (SOR, ou “escola de rocha”) a bordo do navio JOIDES Resolution (EUA), que ocorre de 9 a 27 de julho no oceano pacífico, é a primeira a receber pesquisadores brasileiros entre os participantes. Integram a tripulação da expedição a professora Helenice Vital, do departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), representante docente do ensino superior; e Miguel Borges, professor do curso técnico em geologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), representando educadores de ensino médio. A SOR faz parte do programa International Ocean Drilling Program (IODP) ou Programa Internacional de Perfuração dos Oceanos.

Realizada desde 2005, a expedição SOR é um curso de curta duração que reúne professores e pesquisadores de diferentes países e visa proporcionar aos participantes a experiência de vivenciar pesquisas oceanográficas com dados reais, obtidos por meio da perfuração do assoalho oceânico, em águas profundas. O porto de partida foi a Baía de Subic, nas Filipinas e tem como destino a cidade de Townsville, na costa leste da Austrália. Além dos brasileiros, a tripulação é formada por pesquisadores da Austrália e dos Estados Unidos.

Durante o deslocamento, o grupo participa de eventos de formação ministrados por uma equipe multidisciplinar de cinco instrutores especialistas em temas como oceanografia, sedimentologia, paleontologia, geotectônica e ensino das geociências. A participação brasileira é apoiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que financia passagens e pela agência estadunidense National Science Foundation (NSF), que fomenta estadia e alimentação a bordo do navio.

A edição 2017 da SOR tem como principal objetivo a integração de professores do ensino médio e cientistas para a formação de uma nova geração de pesquisadores das ciências da terra e do mar. Para isso, os trabalhos a bordo estão sendo realizados em duplas formadas por professores de ensino superior e médio. O resultado dos experimentos deve permitir ampliar a compreensão sobre como o material proveniente da perfuração do assoalho oceânico pode ser trabalhado em modernos laboratórios para revelar pistas sobre a história da Terra. Para tanto, são abordados temas como a expansão do assoalho oceânico, estrutura e composição da crosta oceânica, paleomagnetismo, sedimentologia e métodos de amostragem do fundo oceânico. Além dessas atividades, diariamente são exercitadas técnicas de ensino que possibilitem a compreensão de conceitos relacionados à Geologia e Oceanografia, compreensíveis para todos os níveis da ciência, facilitando o processo ensino-aprendizagem e divulgação dos resultados para a sociedade.

Agente de divulgação
Além da escola de verão, o IODP lançou outra oportunidade de receber pessoal externo à comunidade de pesquisa para integrar uma de suas expedições. Até 31 de julho, estão abertas as inscrições para candidatos a Agente de Divulgação na Expedição 369 - Australia Cretaceous Climate and Tectonics, também a bordo do navio JOIDES Resolution, que acontecerá de 26 de setembro a 26 de novembro de 2017.

O selecionado deverá divulgar as atividades científicas do programa IODP e os resultados da expedição para estudantes (dos níveis médio e superior), pesquisadores, professores de ensino médio, docentes da educação superior e profissionais que trabalham com divulgação científica, de forma a estimular o interesse pela ciência nos oceanos.

IODP
O International Ocean Discovery Program (IODP) é um programa internacional de pesquisas marinhas, que visa investigar a história e a estrutura da Terra a partir do registro de sedimentos e rochas em águas profundas dos oceanos. Para isto, usa o atual e mais evoluído estado da arte da tecnologia em perfuração oceânica, o navio de pesquisa JOIDES Resolution, como instrumento essencial para novas descobertas, permitindo a disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os 25 (vinte e cinco) países membros do Programa. Executado pela CAPES em parceria com a National Science Foundation (NSF), o IODP/CAPES-Brasil enquadra-se nas diretrizes da CAPES de indução de áreas estratégicas da política brasileira de ciência, tecnologia e inovação.

Confira a página da expedição School of Rock 2017.

Leia mais sobre a seleção para Agente de Divulgação.

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CAPES divulga resultado final de Programa de Apoio a Eventos no País

qui, 20/07/2017 - 20:49

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulga nesta quinta-feira, 20, o resultado final do Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP), que seleciona propostas para apoio financeiro à realização de eventos científicos, tecnológicos e culturais de curta duração no país, com envolvimento de pesquisadores, docentes e discentes dos programas de pós-graduação e dos cursos de graduação em licenciaturas, bem como do ensino fundamental e médio. O Edital 03/2017 recebeu um total de 1420 propostas de eventos, dos quais 950 serão aprovados, o que totaliza um atendimento de 67% da demanda.

O resultado se refere à eventos que acontecerão entre 1º de agosto de 2017 a 31 de janeiro de 2018. A seleção das propostas submetidas à Capes foi realizada a partir da análise técnica, análise de mérito, classificação pela comissão de avaliação e homologação pela Diretoria de Programas e Bolsas no País.

Em 2017 o PAEP realizou dois editais e assim atendeu um total de 1391 eventos, totalizando um apoio de R$ 42.647.276,00. Por meio do repasse, a CAPES pretende apoiar a divulgação da produção científica, tecnológica e cultural, incentivando a inovação e a geração de conhecimentos, de parcerias e de produtos; promover a melhoria da qualidade da produção científica e tecnológica nacional; apoiar eventos que fortalecem a cooperação destinados à pós-graduação e parceiros internacionais; e incentivar a participação de professores e alunos de pós-graduação.

Acesse o resultado.

(CCS/Capes)

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Oficina do Portal de Periódicos compõe agenda da 69ª Reunião Anual da SBPC

qui, 20/07/2017 - 17:00

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) participa da 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre até o dia 22 de julho na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no campus Pampulha. Entre as atividades da programação, o público teve acesso ontem (19) a uma oficina do Portal de Periódicos, na Faculdade de Engenharia da universidade.

A principal finalidade da oficina foi reunir participantes do evento para conhecer as funcionalidades da biblioteca virtual da CAPES e os conteúdos disponíveis. A coordenadora-geral do Portal de Periódicos, Elenara Almeida, iniciou a conferência com dados da evolução histórica do programa, missão e objetivos. Ela também falou sobre o movimento do acesso aberto, no qual a CAPES ingressou recentemente.

A coordenadora-geral do Portal de Periódicos, Elenara Almeida, iniciou a conferência com dados da evolução histórica do programa, missão e objetivos (Foto: CGPP/CAPES)“Quando ainda não se falava em acesso eletrônico a conteúdos acadêmicos e científicos, a CAPES foi visionária e passou a oferecer o serviço por meio do Portal de Periódicos. A partir daí, foi possível proporcionar a mesma oportunidade para estudantes de todas as instituições de ensino, sem limite de usuários simultâneos. Isso foi uma revolução no país. Da mesma forma, estamos trabalhando pelo acesso aberto, que tem em foco o investimento nas publicações dos autores, ao invés do pagamento para acesso aos conteúdos”, pontuou a coordenadora-geral.

A coordenadora-geral do Portal de Periódicos, Elenara Almeida, falou sobre o movimento do acesso aberto, no qual a CAPES ingressou recentemente (Foto: CGPP/CAPES)Elenara Almeida apresentou outros tópicos para os participantes, como seleção do conteúdo e renovação de contratos para 2018, preocupação com a qualidade do acervo e crescimento da produção científica nacional: “no final dos anos 90, o Brasil se encontrava na 27ª posição no ranking de países produtores de ciência no mundo. Com a democratização do acesso, somada a outros incentivos e projetos especiais voltados à pós-graduação, o país chegou a 13ª colocação em 2016, com aproximadamente 60 mil artigos publicados. O Brasil hoje está na frente de países como Holanda, Rússia e Suíça, que iniciaram há mais tempo o processo de produção científica”.

A oficina contou com a participação das bibliotecárias Jane Rodrigues Guirado e Mariza Cristina Torres Talim – help desks do Portal de Periódicos da região sudeste – que realizaram a capacitação. Os usuários receberam informações referentes ao cadastro no “Meu Espaço”, treinamentos online e Banco de Teses da CAPES, além da oportunidade de conhecer detalhadamente o processo para buscas por assunto, periódico, livro e base de dados.

Jane Guirado, help desk do Portal de Periódicos, foi uma das responsáveis pela oficina (Foto: CGPP/CAPES)“Ao realizar pesquisas, é importante não desistir na primeira tentativa. Vocês têm à disposição várias formas para conseguir chegar aos resultados esperados. Utilizem bastante os treinamentos online disponíveis gratuitamente e não tenham receio de procurar os help desks, que estão em todas as regiões”, indicou Mariza Talim.

ExpoT&C
A CAPES está presente na mostra de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), a ExpoT&C. A feira reúne centenas de expositores, é aberta ao público e faz parte das atividades da 69ª Reunião Anual da SBPC. No estande, o público tem acesso a materiais explicativos do Portal de Periódicos e de outros programas da CAPES. Bibliotecárias help desks ligadas à biblioteca virtual estão à disposição dos usuários para apresentar as funcionalidades do Portal e esclarecer dúvidas referente ao acesso. Os visitantes também podem visualizar os conteúdos por meio do aplicativo .periodicos., disponível em dispositivos eletrônicos, como tablets e celulares, que estão expostos no espaço.

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Edital em parceria com a Bélgica seleciona projetos de cooperação

qua, 19/07/2017 - 18:11

Estão abertas, até 15 de setembro, as inscrições para o programa CAPES/WBI, que tem como objetivo apoiar o intercâmbio científico entre grupos de pesquisa brasileiros e belgas, nas especialidades de Ciências Biológicas e da Saúde; Agroindústria; Engenharias (nas especialidades: mecânica, transporte e logística, aeronáutica e espacial); e Meio Ambiente.

O Wallonie Bruxelles International (WBI) é o organismo responsável pelas relações internacionais da região belga e tem como um de seus focos de atuação a cooperação internacional na área educacional, com vistas à difusão da sua cultura e ao suporte da inserção internacional de suas instituições de ensino e pesquisa.

A proposta deve ser apresentada pelo Coordenador Brasileiro à CAPES e pelo Coordenador Belga no WBI. As inscrições na CAPES são gratuitas e feitas exclusivamente pela internet mediante o preenchimento do formulário de inscrição. As propostas selecionadas serão contempladas com missões de trabalho, missões de estudo e recursos de custeio.

Acesse o edital.

(CCS/Capes)

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Programa seleciona projetos de cooperação com a Holanda

qua, 19/07/2017 - 18:07

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga nesta quarta-feira, 19, novo edital referente ao programa CAPES/NUFFIC em parceria com a Holanda. As inscrições vão até o dia 15 de setembro. Serão concedidas bolsas nas modalidades: doutorado sanduíche, pós-doutorado e graduação sanduíche.

O Programa CAPES/NUFFIC tem como objetivo selecionar projetos conjuntos de pesquisa em todas as áreas do conhecimento, com especial foco nas áreas de Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências Médicas (Ciências da Saúde), Ciências Agrícolas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e Artes, com vistas ao intercâmbio científico entre Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e da Holanda, visando à formação de recursos humanos de alto nível nos dois países.

Entre os benefícios previstos pelos programas estão: bolsas de estudo e auxilio deslocamento para estudantes brasileiros em missão de estudos; diárias e Auxílio Deslocamento para docentes doutores brasileiros em missão de trabalho; Seguro-saúde; e recursos de custeio para despesas relativas às atividades da parceria desenvolvidas no Brasil.

Acesse o edital.

(CCS/CAPES)

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Edital seleciona projetos conjuntos de pesquisa brasileiros e portugueses

qua, 19/07/2017 - 18:03

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulga nesta quarta-feira, 19, o Edital n° 28/2017, referente ao Programa CAPES-FCT, que selecionará projetos conjuntos de pesquisa desenvolvidos por grupos brasileiros e portugueses vinculados a Instituições de Ensino Superior e/ou de Pesquisa, públicas ou privadas, com o intuito de apoiar e fomentar o intercâmbio científico. O Programa visa fomentar a mobilidade de docentes e de estudantes de pós-graduação no nível de doutorado sanduíche e pós-doutorado. A inscrição das propostas poderá ser feita até o dia 22 de setembro de 2017.

De acordo com o edital, o programa selecionará até 10 (dez) projetos conjuntos de pesquisa, mediante decisão conjunta entre as agências financiadoras e disponibilidade orçamentária. Serão aceitas propostas das seguintes áreas do conhecimento: Ciências do Espaço (ex.: Engenharia Aeroespacial, Meteorologia, Climatologia, Astronomia); Transportes (ex.: Infraestrutura, Planejamento, Organização e Engenharia de Transportes e tráfego urbano); Direito; Ciências da Informação; Arquitetura e Urbanismo; Planejamento Urbano e Regional; Ciências Ambientais e Farmacologia.

Inscrições
As inscrições serão gratuitas e admitidas exclusivamente pela internet, mediante o preenchimento do formulário de inscrição e o envio de documentos eletrônicos, dentro dos prazos estabelecidos no Edital. O link está disponível na página do Programa CAPES-FCT.

Benefícios e Vantagens
São itens financiáveis no âmbito do programa: Recursos de manutenção do projeto de até R$10.000,00 (dez mil reais); Missões de trabalho, consistindo, cada uma, na concessão de auxílio deslocamento, auxílio referente a seguro saúde ou seguro viagem e auxílios diários voltados à viagem internacional para 1(um) docente/pesquisador doutor da equipe brasileira oficialmente incluído no projeto; além das missões de estudo e outros benefícios previstos no edital.

A CAPES será responsável pelo repasse de recursos, incluindo bolsas de estudos e pesquisa, auxílios e verba de custeio somente para a equipe brasileira do projeto.

(CCS/CAPES)

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CAPES, Foprop e ANPG falam de avaliação e fomento da pós-graduação na SBPC

qua, 19/07/2017 - 16:07

Avaliação e fomento foram temas abordados em mesas-redondas realizadas nos dias 17 e 18 na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

Na tarde do dia 18, o presidente do Fórum de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação (Foprop), Joviles Vitorio Trevisol, falou que não se pode falar de avaliação sem falar do fomento, apresentou um breve histórico sobre a avaliação e destacou a expansão do sistema que de 2003 a 2014 teve crescimento de 209% no número de programas de pós-graduação.

Expansão
Entre limites e desafios, Trevisol lembra que neste ano estão sendo avaliados aproxidamente 4,2 mil programas e que a avaliação como é feita hoje dá sinais de esgotamento. “Precisamos avaliar a avalição que fazemos”, afirmou. Ao encontro de sua fala, o diretor de Programas e Bolsas no País da CAPES, Geraldo Nunes Sobrinho, disse que é preciso repensar o processo e que muitas respostas sobre como fazer mudanças estão nas recomendações do Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG – 2011-2020). “O plano é a bíblia da pós-gradução, é o eixo, e nele conseguimos ver o norte para a política da pós-graduação brasileira.”

Entre as recomendações do documento, o diretor citou a proposta da avaliação ser feita em dois blocos, separando os cursos com notas 3, 4 e 5 dos cursos de notas 6, 7. Os primeiros teriam um intervalo menor enquanto os outros seriam avaliados em intervalo de tempo maior. “Quando tivermos 10 mil programas no sistema, o que vai acontecer? Continuaremos a reunir mais de 1 mil consultores na CAPES, precisamos de um novo paradigma”, afirmou.

Qualidade x quantidade
O presidente do Foprop afirmou que o sistema de avaliação, a despeito dos aperfeiçoamentos, se estrutura a partir de parâmetros e indicadores quantitativos e que o peso que é dado à quantidade estimula os programas a uma prática produtivista exagerada, que na maior parte das vezes, resulta em produção de baixa qualidade e impacto. Para ele, a pós-graduação atende e deve atender a mais de um propósito. A produção acadêmica é uma das dimensões.

A diferença entre o aumento quantitativo da produção científica brasileira e a qualidade dessa produção, foi também um dos desafios importantes apresentado pelo presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves, no dia 17. Para aumentar a qualidade, o presidente da CAPES defende ser necessário enfrentar de novo o tema das especificidades das áreas. Como exemplo, cita as humanidades que, para ele, aceitaram perder a integridade e cederam espaços para interferências baseadas em indicadores de qualidade que andam na contramão do que interessa à própria área.

“Acho que as humanidades precisam retomar a hegemonia e discutir o assunto em outro nível. A CAPES deu passos ousados e alguns me preocupam. Por exemplo, em nome da equivalência dos sentidos dos conceitos finais dos programas, o CTC-ES utiliza uma prática que faz com que as avaliações de várias áreas sejam submetidas ao crivo de outras áreas. Então, a área de Direito, por exemplo, precisa do crivo da área de Odontologia. Que outro país com forte pretensão científica como o nosso em que as áreas de Direito, Filosofia, Antropologia são analisadas por administradores, geólogos, bioquímicos etc? Então, não precisamos inventar mais do que a gente já inventa. No caso das humanidades, acho que a gente se perdeu um pouco e precisamos retomar o fio da meada. O processo de avaliação em si está conduzindo a algumas armadilhas. E quem tem mais caído nelas são as ciências humanas e sociais”, disse. Para o presidente da CAPES, este não é um desafio pequeno. Implicaria uma redefinição das relações entre as áreas e um redesenho de uma parte importante do processo de avaliação.

Discentes
O vice-presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos Cristiano Junta, falou sobre como a avaliação da CAPES afeta os estudantes. O pós-graduando fez um estudo sobre o peso dos discentes nos documentos das 49 áreas da CAPES e concluiu que todas as áreas consideram quesitos quantitativos e não qualitativos. Ele lembrou o problema de algumas revistas nacionais que tiveram problemas de autocitação e citação cruzada. “Isso é reflexo de uma avaliação que olha só a quantidade e não qualidade”, ressaltou.

Joviles Trevisol complementa que o produtivismo, quando transformado em cultura acadêmica no interior dos programas, tende a negligenciar a fundamental importância da formação do pós-graduando. O estudante é pressionado a publicar sem ter construído um domínio mínimo sobre o campo e objetivos de pesquisa em que está inserido. Ele também considera ser necessário aumentar o peso que é atribuído ao quesito egressos, principal produto dos PPGs. Como exemplo do que pode servir para avaliar este item estaria a produção dos egressos, inserção profissional, liderança exercida, entre outros.

Sobre os egressos, a Avaliação Quadrienal da CAPES, realizada desde o dia 3 de julho, conta com dados sobre os egressos dos cursos de mestrado e doutorado o que contribuirá para medir a inserção social dos programas de pós-graduação. Realizado em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o levantamento de informações sobre os egressos cruzou dados da CAPES com os da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. Abrangendo o período de 1996 a 2014, o resultado permite acompanhar as trajetórias acadêmicas e profissionais dos pós-graduados.

Fomento
No dia 17, Abilio Baeta Neves apontou que se a avaliação definiu o marco de referência para se construírem as linhas de fomento pela CAPES, hoje o sistema se encontra em uma situação “congelada”, que já não reproduz mais nem o verdadeiro dinamismo do sistema, nem a questão da atribuição dos recursos por referência à avaliação. “Nós temos cursos de um mesmo nível, que recebem recursos de montantes diferentes, ou porque uns são mais novos que outros, ou por outras razões, mas o fato é que há uma distorção razoável no sistema que precisa ser reconhecida e discutida.” O presidente informou que começou a propor na semana passada aos pró-reitores algo semelhante ao que foi feito em 2016 quando foi criada comissão que reestudou os programas de Apoio à Pós-Graduação (Proap) e de Excelência Acadêmica (Proex) e redefiniu o algoritmo que a CAPES utiliza para fazer a distribuição dos recursos.

“Acho que temos que fazer uma discussão sobre o cenário da distribuição de recursos pelos PPGs e tentar realmente identificar onde é possível fazer ajustes importantes. Tenho dito que é difícil fazer ajustes quando estamos em contenção. Fica parecendo corte. Mas a nossa idéia é identificarmos ajustes que precisam ser feitos. Fazer uma programação de transição dos ajustes, inclusive com o aumento gradual da concessão de bolsas. Os pró-reitores nos ajudarão muito nessa questão.”

Assimetrias
O processo hoje centrado na qualidade “igual para todos” considera de forma insuficiente as assimetrias e as desigualdades históricas entre regiões e microrregiões do país. Como exemplo, o presidente do Foprop apontou que as dificuldades para aprovação e consolidação de um programa de nota 3 em um campus do interior do Piauí ou do Pará são muito maiores do que em um PPG de um campus em São Paulo.

O diretor Geraldo Nunes Sobrinho, citou exemplo recente de ações que podem ser feitas para minimizar algumas incorreções sobre o fomento. Em 2016, quando a nova gestão assumiu a CAPES foi identificado de forma muito simples que a média de bolsas concedidas aos cursos da região Norte era menor que o resto do País. “Nossa primeira ação foi realizar o cáuculo e concedemos 554 novas bolsas para as instituições da região Norte para igualar essa média. Quem no país não tem conciência dessa questão?”, ressaltou.

Profissionais
Outro desafio apontado por Baeta Neves é o modelo da pós-graduação. O sistema cresceu e se alimentou de uma missão que era formar pessoal para o meio acadêmico, para pesquisa universitária e para os institutos públicos de pesquisa. Com o passar do tempo e com as discussões sobre inovação e o papel do conhecimento como valor econômico e voltado para solução de problemas sociais, uma parte dos egressos está indo para outros mercados. Ele lembrou que a ideia do mestrado profissional, que surgiu na década de 90, hoje é ampliada para a possibilidade de criação de cursos de doutorados industriais, profissionais.

“É uma discussão que tem, de novo, a cara do Brasil. Nossa pós-graduação tem mais de uma missão e isso precisa ser refletido também nos modelos de organização desse projeto, na avaliação e no fomento. É um discurso que agora quando saiu a portaria sobre a possibilidade de criação de doutorados profissionais, sabemos que o próximo período de APCNs (apresentação de propostas de cursos novos) teremos com propostas nesta direção. Mas alerto que isso não é uma discussão burocrática no âmbito da CAPES. É uma discussão que deve se estabelecer e tem que ganhar conteúdo real nas próprias universidades. Como parte do papel que elas devem exercer na sociedade. A CAPES vai reagir adequadamente a essas iniciativas”, finalizou.

O presidente do Foprop concorda. Para Joviles Trevisol, as instituições precisam reassumir o planejamento da pós-graduação. “É preciso um projeto institucional de desenvolvimento e avaliação dos programas, não delegar essa função para a CAPES.”

(Fabiana Santos)

A SBPC segue até o próximo dia 22 de julho. Acesse a programação.

 

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Diretor da CAPES participa de encontros na Espanha para promover cooperação internacional

qua, 19/07/2017 - 14:17

O diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Carlos Lenuzza esteve na última semana em missão oficial nas cidades de Madrid e Barcelona para uma série de encontros com vistas ao estabelecimento de cooperação internacional entre Brasil e Espanha no âmbito da formação de professores da Educação Básica na modalidade a distância.

A partir da experiência brasileira acumulada com o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), Lenuzza se reuniu com especialistas europeus em cooperação internacional e em formação de professores. No Ministerio de Educación, Cultura y Deporte, o diretor da CAPES esteve com David Ferrán Priestley, Subdirector General de Cooperación Internacional e Promoción Exterior Educativa. O diretor também teve oportunidade de conhecer Servicio Español para la Internacionalización de la Educación (SEPIE), em reunião com os diretores da instituição, Pablo Marín González e Afonso Álvares Osório.

A Embaixada do Brasil na Espanha também esteve no roteiro da missão. O diretor da CAPES esteve com o embaixador Antônio Simões, assim como com a chefe do Setor de Cooperação Educacional, Mayara Nascimento dos Santos e com a responsável pelo Programa Ciência Sem Fronteiras na Espanha, Cristiane Pereira de Lima. Com o encontro, Lenuzza foi convidado para participar do evento de apresentação das universidades brasileiras promovido pela Embaixada brasileira em setembro. Está prevista a participação de 40 instituições do Brasil. Acompanhado pelos representantes da Embaixada visitou a Casa do Brasil na Espanha, onde foi recebido pelo Diretor Cassio Romano.

Ainda com relação aos encontros com personalidades que tratam do desenvolvimento da modalidade de Educação a Distância, Carlos Lenuzza se reuniu com a vice-reitora de Relações Internacionais da Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), Esther Souto Galván e com a vice-reitora de Globalização e Cooperação da Universidade Aberta de Catalunha (UOC), Pastora Martínez Samper. Em Madrid, o diretor da CAPES esteve ainda com o diretor Instituto Nacional de Tecnologías Educativas y de Formación del Profesorado (INTEF), Félix Serrano Delgado e com a subdiretora geral de Formação dos Professores Universitários do Ministerio de Educación, Cultura y Deporte, Carmen Bermúdez Rojas-Marcos.

UAB
Criado em 2005, o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal. Hoje, o Sistema é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da CAPES.

Além de coordenar o Sistema UAB, a DED/CAPES é responsável pela gestão do Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Educação Básica (PROEB). Atualmente, são ofertados mestrados profissionais em rede nacional no formato semipresencial voltados a professores da educação básica nas áreas de: Matemática (Profmat); Letras (Profletras); Ensino de Física – MNPEF (ProFis); Artes (ProfArtes); História (ProfHistória); Educação Física (ProEF); Química (ProfQui); Filosofia (Prof-Filo); e Biologia (ProfBio). Também são ofertados neste mesmo formato os cursos em Administração Pública (ProfiAP); em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua); e em Ensino de Ciências Ambientais (ProfCiamb).

(CCS/Capes)

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Expansão da pós-graduação no Brasil é destaque para coordenadores de área

ter, 18/07/2017 - 15:33

Coordenadores de área presentes na segunda semana da Avaliação Quadrienal dos programas de pós-graduação comentam a expansão do número de programas e de alunos desde 2013, ano da última avaliação. De 10 a 14 de julho, a segunda semana reúne cerca de 340 consultores para analisar 13 áreas. As atividades acontecem na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília.

Na área de Letras e Linguística, o incremento foi acompanhado pela diversificação e pela descentralização. “Cresceu muito a oferta de cursos no interior do país e na Região Norte e a formação para professores da educação básica foi fortalecida com o surgimento dos mestrados profissionais [em rede nacional]”, informa Dermeval da Hora da Universidade Federal da Paraíba e coordenador da área. Atualmente há 156 programas de Letras e Linguística, dos quais 149 são acadêmicos e sete são profissionais. Em 2000, havia 66 programas.

O aumento na oferta de cursos e no número de alunos também ocorreu na área de Comunicação e Informação, que inclui Museologia. “A área ainda está concentrada no Sul e no Sudeste, mas cresceu principalmente no Nordeste. Estamos avaliando quatro mestrados profissionais e acompanhando outros dez cursos que ainda não formaram turma”, disse o coordenador Mauricio Lissovsky da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esta é a primeira avaliação da área desde que deixou de se chamar Ciências Sociais Aplicadas I em 2016. “Após a mudança de nome, parece que houve um reforço de identidade”, acrescenta o professor.

Na área de Engenharias II, que abrange os cursos de Engenharia Química, Nuclear, de Materiais, Metalúrgica e de Minas, a concentração dos cursos ainda está nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste. “Trata-se de um reflexo da presença de indústrias nos Estados”, pontua Reinaldo Giudici da Universidade de São Paulo. O coordenador da área percebe mudança de ênfase na avaliação. “A análise vem se tornando mais qualitativa”.

A área de Artes e Música também registrou incremento. Em 2013, foram avaliados 39 programas de pós-graduação. O número cresceu para 55 programas em 2015, dos quais 21 são apenas de mestrado, 28 possuem mestrado e doutorado e seis são mestrados profissionais – um deles em rede, o ProfArtes, com 11 Instituições associadas. Antonia Bezerra da Universidade Federal da Bahia, destaca a especificidade da avaliação dos programas de Artes e Música. “Nossa produção tem a característica de transitar intensamente entre teoria e produção. Para contemplar essa dimensão, a área possui índices para avaliar eventos e produção artística”, ressalta a coordenadora de área.

Áreas da semana
A segunda semana da Quadrienal reúne consultores para avaliar os programas das áreas Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo, Artes e Música; Arquitetura, Urbanismo e Design;; Comunicação e Informação; Direito; Economia; Engenharias I; Engenharias II; Engenharias III; Engenharias IV; Letras/Linguística; Planejamento Urbano e Regional/Demografia e Serviço Social.

Próxima etapa
A terceira semana terá a avaliação de 12 áreas nos dias 17 a 21 de julho: Astronomia e Física; Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Geociências; Medicina I; Medicina II; Medicina III; Nutrição; Odontologia; Química; e Saúde Coletiva. As atividades seguem até 4 de agosto.

Confira a página da Avaliação Quadrienal.

(Lucas Lopes)

Leia outras matérias:
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CAPES participa da ExpoT&C na UFMG

ter, 18/07/2017 - 14:25

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) participa da mostra de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), a ExpoT&C, no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A feira reúne centenas de expositores, é aberta ao público e faz parte das atividades da 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). No espaço, a CAPES divulga suas ações e programas. A ExpoT&C segue até o próximo sábado, dia 22.

IODP/Capes-Brasil
No estande, foi montada uma exposição com fotos e informações do Programa IODP/Capes-Brasil, que está com duas chamadas abertas. Uma para seleção de Agente de Divulgação para integrar expedição na Austrália - Edital nº 26/2017, com inscrições abertas até 31 de julho, e outra para selecionar um pesquisador brasileiro para expedição no Pacífico Sul, com inscrições abertas até 15 de setembro.

Periódicos
Estão sendo distribuídos ainda, no estande, materiais de divulgação do Portal de Periódicos. No mesmo espaço, bibliotecárias help desks ligadas ao Portal realizam atendimento ao público, esclarecendo dúvidas e orientando sobre o acesso aos conteúdos oferecidos. Os usuários também podem visualizar os conteúdos do Portal por meio do aplicativo .periodicos., disponível em dispositivos eletrônicos, como tablets e celulares.

App Bolsista CAPES
O aplicativo móvel criado para atender bolsistas e ex-bolsistas da CAPES está sendo divulgado no estande. O app pode ser encontrado na Apple Store (iPhones e iPads) e Google Play (telefones e tablets Android), nos seguintes links:

Usuários Apple (iPhone e iPad)
https://itunes.apple.com/br/app/bolsista-capes/id1200516646?mt=8
Usuários Google (telefones e tablets Android)
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.capes.bolsista&hl=pt_BR

Nesta primeira versão, os usuários podem realizar o acompanhamento de bolsas na CAPES, acessar informações dos processos (como vigência da bolsa e dados bancários cadastrados) e também visualizar o histórico de pagamentos efetivados. Podem utilizar o aplicativo bolsistas e ex-bolsistas de diversos programas de pagamento de bolsas da CAPES, entre eles o Programa de Demanda Social (DS), Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), Programa de Doutorado Pleno no Exterior, Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior (PDSE), entre outros.

Novas versões do aplicativo estão previstas para os próximos meses, trazendo novidades como a opção para receber notificações push sobre pagamentos e comunicados da CAPES, além da integração com o canal Linha Direta, disponível aos bolsistas no exterior.

69ª Reunião da SBPC
A Reunião Anual da SBPC teve solenidade de abertura realizada na noite do último domingo, 16, no auditório da Reitoria da UFMG. Durante o evento, a presidente da SBPC, Helena Bonciani Nader ressaltou o posicionamento da SBPC frente a vários acontecimentos que têm ameaçado e prejudicado a CT&I no cenário nacional e afirmou que essa questão permanece como uma das grandes preocupações da comunidade acadêmica e científica. “Nossa luta continua pela reposição do orçamento pelo menos aos níveis do ano de 2013, já que não podemos pensar num estado soberano sem CT&I. É uma bandeira que tem sido constante na agenda da SBPC.”

O reitor da UFMG, Jaime Ramírez, enfatizou que os gastos em educação, ciência e tecnologia devem ser tratados como investimento num futuro melhor para o país, não como custos correntes, e jamais limitados ou corrigidos pela inflação do ano anterior.

Jaime Ramírez defendeu uma rigorosa e rápida apuração de todas as denúncias e o desejo de que “os poderes constituídos, na sua missão de resguardar a democracia e a defesa intransigente do estado de direito, garantam também, com imparcialidade, o pleno funcionamento das instituições democráticas, a liberdade dos movimentos sociais e todas as instâncias de representação social”.

Homenagens
Na noite de abertura, a SBPC homenageou os cientistas Sérgio Henrique Ferreira (1934-2016) e Ângelo Machado e a assessora Beatriz Bulhões. Durante a solenidade, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, entregou ao jornalista Reinaldo José Lopes o 37º Prêmio José Reis de Divulgação Científica. Veja mais informações sobre os homenageados na página da SBPC.

(CCS/CAPES)

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Terceira semana da Quadrienal 2017 avalia programas de 12 áreas

ter, 18/07/2017 - 13:58

Nesta segunda-feira, 17, em Brasília, teve início a terceira semana de trabalho da Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Até o dia 21 de julho serão analisados os programas de 12 áreas: Astronomia e Física; Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Geociências; Medicina I; Medicina II; Medicina III; Nutrição; Odontologia; Química; e Saúde Coletiva.

Presidente substituto da CAPES e diretor de Programas e Bolsas no País, Geraldo Nunes abriu o evento saudando os mais de 260 consultores e coordenadores de área presentes. Após a fala do presidente substituto, a diretora de Avaliação Rita Barradas Barata forneceu orientações básicas sobre o andamento dos trabalhos, enfatizando que os dados gerados pelos consultores já devem estar consistentes antes do processo de revisão final, como forma de poupar tempo e evitar dúvidas.

Rita Barradas pediu ainda especial atenção no preenchimento das fichas de avaliação, pois a Quadrienal se prolonga para além das reuniões dos consultores.
Na Avaliação Quadrienal, que teve início em 3 de julho e segue até 4 de agosto, a performance acadêmica dos programas é analisada por comissões dedicadas a cada uma das 49 áreas de avaliação. Cada semana é dedicada a um conjunto de áreas, de modo a otimizar o trabalho. Na próxima semana, a CAPES receberá avaliadores das áreas de Biodiversidade, Biotecnologia, Ciência da Computação, Ciências Ambientais, Ciências Biológicas I, Ciências Biológicas III, Ensino, Interdisciplinar, Materiais, Medicina Veterinária, Psicologia e Teologia.

Sobre a Avaliação
Iniciada em 1976, a avaliação da pós-graduação stricto sensu é um processo periódico de avaliação de todos os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) em funcionamento no país. O instrumento é fundamental para o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), e seus resultados têm usos diversos: estudantes se baseiam nas notas para escolher seus futuros cursos, e agências de fomento nacionais e internacionais orientam suas políticas de fomento segundo as notas atribuídas pela avaliação. Os estudos e indicadores produzidos pela avaliação são utilizados ainda na indução de políticas governamentais de apoio e crescimento da pós-graduação e no estabelecimento de uma agenda para diminuir desigualdades entre regiões do Brasil ou no âmbito das áreas do conhecimento.

(Lucas Lopes)

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Presidente da CAPES fala do orçamento e dos principais desafios da pós-graduação

seg, 17/07/2017 - 22:30

Em conferência, na manhã desta segunda-feira, 17, na programação da 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Abilio Baeta Neves, falou sobre o orçamento da agência e os principais desafios para a pós-graduação.

De 2015 a 2017 a CAPES perdeu cerca de R$ 1 bilhão de seu orçamento por ano, passando de mais de R$ 7 bilhões para R$ 5 bi neste ano. A redução praticamente corresponde aos valores investidos no programa Ciência sem Fronteiras (CsF), que finalizou suas chamadas em 2014 e enviou os últimos estudantes em 2015 para o exterior. “Por isso podemos dizer que o pior momento da CAPES foi em 2015, e não agora, porque naquele ano o orçamento não foi alimentado com recursos novos e o Ciência sem Fronteiras teve que invadir o orçamento regular da CAPES, assim como invadiu o do CNPq e invadiu outras ações. Houve a retirada de 3,8 mil bolsas do sistema naquele ano, o que conseguimos retomar mais de 2 mil bolsas em 2016. Houve cortes nos programas de Apoio à Pós-Graduação (Proap) e de Excelência Acadêmica (Proex) e o impacto foi grande naquele momento. Conseguimos recuperar o orçamento no final do ano passado.”

Baeta Neves explicou que a CAPES se defende razoavelmente bem na questão orçamentária por compor a estrutura do Ministério da Educação, que tem um orçamento de R$ 120 bi por ano e o orçamento da CAPES dentro do MEC é relativamente pequeno. Com isso a concessão de bolsas para 2017 se manteve razoável, mas este ano a agência sofreu contingenciamento de quase R$ 500 milhões.

Hoje o orçamento disponível é R$ 4,5 bi. “Isso impacta em algumas ações que pretendíamos dar continuidade este ano, como o Pró-equipamentos. Estamos agora tentando recuperar parte do orçamento contingenciado. Por enquanto, temos tido sorte, porque não houve o cancelamento dos créditos da CAPES, como houve com outros órgãos. Ainda temos nossa disponibilidade de crédito de R$ 5 bi, tudo que pudermos, vamos recuperar, colocar em prática os programas que como o Pró-equipamentos, além de dar reforço ao Proap e Proex.”

Neste cenário, a CAPES concentrou as ações nos principais programas de manutenção da pós-graduação que contemplam bolsas e recursos de custeio e nos programas de apoio aos professores do ensino básico. O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) continua íntegro, foi e será mantido. Todos os programas em rede de mestrados profissionais para formação de professores estão mantidos. “Para o ano que vem o cenário é um pouco mais preocupante. A primeira proposta orçamentária para a CAPES em 2018 é da ordem de R$ 4,2 bi. Com esse cenário, o impacto no Sistema Nacional de Pós-graduação Graduação será direto. Mas tenho forte expectativa que a gente recupere e consiga que o orçamento fique em R$ 4,7 bi, o que permitiria manter os programas principais e recuperar a concessão de bolsas, principalmente porque estamos passando pela Avaliação Quadrienal e ela impacta a concessão de bolsas. Muda o cenário dos cursos, por conta da atribuição de notas e é necessário um reajuste na concessão de bolsas.”

O presidente da CAPES ressalta que, paralelamente, foi possível manter alguns programas especiais: o programa para combate às assimetrias da região Norte foi reestruturado e está em redefinição um programa de apoio à internacionalização. “A ideia é estimular as instituições a definir sua estratégia de internacionalização e a CAPES ajustará os seus instrumentos e apoiará esses programas. Os recursos para esse programa já estão praticamente definidos para o ano que vem, sem prejuízo para os programas de apoio no país. E será um programa que combinará um formato novo com a manutenção do formato balcão. As instituições não contempladas com esse novo programa poderão recorrer ao formato balcão que continuará a ofertar bolsas de doutorado pleno, doutorado sanduíche, pós-doutorado, em um nível bastante razoável. Para ter uma idéia do que estou falando, este ano a CAPES concedeu 4.600 cotas de bolsas de doutorado-sanduíche o que representa metade das bolsas nesta modalidade concedidas nos quatro anos do Ciência sem Fronteiras.”

Por outro lado, Abilio Baeta Neves ressalta que mesmo que a CAPES se defenda razoavelmente bem na questão orçamentária, se o sistema do lado do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) estiver em colapso, não adianta. “Não existe formação de recursos humanos sem recurso para pesquisa. É preciso recuperar o orçamento do MCTIC e seus institutos e agências CNPq e Finep.”

Desafios
Abilio falou que independente da crise e mesmo se houvesse muito recurso é necessário que a comunidade trate de temas que se apresentam como desafios para a pós-graduação. Ele destaca um desafio que é tratado constantemente, que é a questão das assimetrias. “Desde 1993 a CAPES trata do assunto. Mais de 20 anos de esforços contínuos com resultados que são sempre mais frustrantes do que gratificantes, apesar do imenso desenvolvimento da pós-graduação na região Norte e Centro-Oeste, mais ainda no Nordeste, mas ainda há muito a ser feito tanto na cobertura de áreas, como na expressão geográfica”, afirmou.

A relação entre política de desenvolvimento institucional da pós-graduação e o crescimento da pós-graduação, é outro desafio. O presidente da CAPES diz que ao olhar o crescimento da pós-graduação nos últimos anos percebe-se que uma parte desse crescimento no número de cursos, em todas as áreas, tem se dado de forma que não se pode considerar virtuosa, pois tem se dado da fragmentação de cursos, ou de cursos pré-existentes, ou pela emergência do crescimento de programas multidisciplinares/interdisciplinares.

A área multidisciplinar concentra atualmente mais de 400 programas, tendência dos últimos tempos. “Essa tendência é mundial, mas temo que no Brasil não seja o caso, mas sim uma espécie de aproveitamento de oportunidade, menos pelos desafios da pesquisa impostos pelo avanço na fronteira do conhecimento, e mais pela possibilidade institucional de compor com forças nem sempre integradas propostas de APCNs (cursos novos). Isso, chamou a atenção do Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES) no ano passado e no início deste ano. A área que mais recusou projetos foi a área multidisciplinar e a taxa de aprovação de novos cursos ficou abaixo de 10%. Não era assim e não precisava ser assim.”

Baeta Neves explica que a fragmentação de cursos pré-existentes ou a troca da área de concentração do curso tem como origem as linhas de pesquisa dos programas de pós-graduação, pois elas compõem o que um grupo de docentes permanentes definem para uma área. “Mas estamos simplesmente transformando linhas de pesquisa em novos cursos. Isso responde ao desafio da produção do conhecimento naquela área? Não sei. Pode estar atendendo a idiossincrasias acadêmicas das universidades e a conflitos entre grupos que não se aguentam mais no mesmo programa. Vários coordenadores já identificaram nas suas próprias áreas. Isso impacta a avaliação e o fomento.”

O impacto se explica porque cada curso novo, legitimamente, demanda orçamento e recurso de custeio. O presidente defende que a CAPES converse com as universidades a fim de exigir que uma proposta de curso novo, além de todas as aprovações formais, responda a uma concepção interna de como aquela universidade pode oferecer condições de produção de conhecimento, formação de recursos humanos com vistas a concretos e substantivos desafios propostos pela ciência e pela pesquisa tecnológica. “Se não fizermos isso, ficará insustentável. Existe uma confusão no meio do sistema, estamos avaliando 4.200 programas e mais 300 estão sendo acompanhados Estamos falando de números que estão tornando a avaliação tão fundamental ao desenvolvimento e à qualificação do sistema. Com isso, estamos assustando o processo com um crescimento que não parece consistente com as perspectivas do próprio desenvolvimento da produção do conhecimento, se comparado internacionalmente. Claro que tem uma demanda da oferta de cursos por parte das novas instituições que entraram no sistema, tanto publicas e como privadas. As públicas pelo Reuni [Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais] e o crescimento da pretensão das privadas em oferecerem e se consolidarem em certa atividade de pesquisa, mas tudo isso precisa atender melhor a um projeto institucional para o sistema sendo esse o papel e missão das nossas universidades”, conclui.

(Fabiana Santos)

A SBPC segue até o próximo dia 22 de julho. Acesse a programação

http://ra.sbpcnet.org.br/belohorizonte/wp-content/uploads/2017/06/programacao-69RA-datas.pdf 

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Brasileiros a bordo de navio de pesquisas oceanográficas farão transmissão ao vivo

seg, 17/07/2017 - 20:56

Os dois pesquisadores brasileiros a bordo do navio JOIDES Resolution nos Estados Unidos que participam da escola de verão School of Rock 2017 farão uma transmissão ao vivo pela internet nesta terça-feira, 18, às 9h, horário de Brasília. A expedição reúne professores e pesquisadores de diferentes países e visa proporcionar aos participantes a experiência de vivenciar pesquisas oceanográficas com dados reais, obtidos por meio da perfuração do assoalho oceânico, em águas profundas.

Realizada desde 2005, esta é a primeira vez que a escola de verão conta com brasileiros entre os participantes. A professora do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Helenice Vital, doutora em geologia e geofísica marinha, representa cientistas e professores de nível superior acompanhada de professor do curso técnico em geologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Miguel Borges mestre em geodinâmica e geofísica, que representa educadores de 2º. grau.

Acesse o link de transmissão

A participação brasileira é financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e National Science Foundation (NSF) por meio do programa IODP, do qual a expedição faz parte.

Sobre o IODP
O International Ocean Discovery Program (IODP) é um programa internacional de pesquisas marinhas que investiga a história e a estrutura da Terra a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, além de monitorar ambientes de sub-superfície. Parte significativa da comunidade científica atuante em ciências do mar de águas profundas de diversos países está envolvida no programa.

Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela CAPES, é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o IODP. Para executar as atividades previstas no Programa, a Capes conta com o apoio de um Comitê Científico e um Comitê Executivo.

Expedições do IODP usam avançada tecnologia de perfuração oceânica, de modo a permitir disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa.

O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados a pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura a bordo, o IODP conta com apoio de numerosas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos diferentes países que atualmente compõem o programa.

Conheça a página do Programa CAPES/IODP.

Visite a página oficial do IODP.

(CCS/CAPES)

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Exposição de documentos raros encerra a comemoração dos 65 anos da CAPES

seg, 17/07/2017 - 15:17

Durante a primeira Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), uma exposição apresenta documentos raros produzidos nos primeiros anos do órgão. Realizada pelo Arquivo Central da CAPES no edifício-sede da instituição, em Brasília, A História da CAPES em documentos – Ciclo I: 1951 a 1973 resume os primeiros 22 anos da entidade que avalia e fomenta a formação da pós-graduação stricto sensu brasileira. O evento encerra as comemorações dos 65 anos da CAPES, iniciadas em 2016.

A exposição abarca os anos iniciais da então Campanha de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, criada no segundo governo do presidente Getúlio Vargas em 1951, até o fim do mandato de Emílio Garrastazu Médici, em 1973, já na ditadura militar.

Entre os itens exibidos na mostra estão o primeiro documento da CAPES, um relatório datado de 1951 sobre o estado da formação em nível superior do país, e o Parecer Sucupira, de 1965, que conceituou, formatou e institucionalizou a pós-graduação brasileira no formato que se estrutura atualmente. Também compõem a mostra cartas de estudantes ao educador baiano Anísio Teixeira, idealizador e primeiro presidente da CAPES, juntamente com formulários do sociólogo Darcy Ribeiro e do paisagista Roberto Burle Marx.

Documentos e história
“Nossa intenção é mostrar a importância da gestão documental para a construção da história”, explica Ítalo Alves, Coordenador de Gestão de Documentos da CAPES e organizador da exposição. “Temos aqui mais do que documentos: as vidas de muitas pessoas podem ser contadas por esses registros”, acrescenta Liliane Carneiro, servidora do Arquivo Central e curadora da exposição.

A exposição está sendo realizada em caráter interno, portanto ainda não está aberta ao público. “Após a Quadrienal, pretendemos fazer outras edições, inclusive para o público externo conhecer a história e importância da Capes”, informa Ítalo.

"A mostra pretende também despertar a atenção para a conservação de documentos”, destaca Janaína Carvalho, servidora do Arquivo Central e curadora da exposição. Janaína explica que os documentos da mostra estão desgastados e, portanto, podem ser expostos apenas por um período de tempo limitado.

Arquivo Central
O Arquivo Central é a unidade que mantém o acervo documental da CAPES. No setor estão abrigados mais de um milhão de processos e documentos que contam a história da CAPES e da pós-graduação no Brasil.

(Lucas Lopes)

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CAPES participa da 69ª Reunião Anual da SPBC

sex, 14/07/2017 - 18:43

De 17 a 22 de julho, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) participa de diversas atividades da 69º Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento ocorre no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e apresenta o tema Inovação – Diversidade – Transformações. Aberta ao público, a Reunião Anual tem programadas mais de 240 atividades, entre exposições, conferências e apresentações artísticas.

Na segunda-feira, 17 de julho, o presidente da CAPES, Abílio Baeta Neves, participa da conferência Os desafios da pós-graduação. Também está prevista a participação de Baeta Neves na mesa-redonda Avaliação: Limites e Perspectivas, também no dia 17, e na sessão especial The German universities excellence initiative, na terça-feira, 18.

O diretor de Programas e Bolsas no País da CAPES, Geraldo Nunes Sobrinho, fará parte da mesa-redonda A avaliação no Sistema Nacional de Pós-Graduação, no dia 17. Na quarta-feira, 18, a coordenadora-geral do Portal de Periódicos da CAPES, Elenara de Almeida, ministrará a oficina Como utilizar o Portal de Periódicos da Capes. As ações integram o evento paralelo 5º Salão Nacional de Divulgação Científica da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

ExpoT&C
A CAPES terá um estande para divulgação de programas, ações e esclarecimento de dúvidas. No espaço, bibliotecárias vão orientar usuários sobre o acesso ao conteúdo do Portal de Periódicos da CAPES. Também haverá orientação sobre o uso do aplicativo Bolsista CAPES, disponível para uso em dispositivos expostos no estande.

A ExpoT&C é uma mostra de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) que reúne centenas de expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais, setor empresarial e outras organizações interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviços. O público da ExpoT&C cresce anualmente com um trânsito diário de aproximadamente 6.000 visitantes.

Em Belo Horizonte, a ExpoT&C ocorrerá numa tenda climatizada de aproximadamente 6.000 m2. O ambiente, desenhado com os requintes voltados à atração da clientela, tem favorecido aos propósitos dos expositores, tanto para aqueles que utilizam o espaço para divulgar os programas de seus governos e agências, como é o caso das entidades governamentais, como para os que têm a pretensão de divulgação dos agregados tecnológicos relacionados aos seus serviços, processos e produtos.

Alguns dos tradicionais expositores da ExpoT&C são: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, com todos os seus Institutos e Agências de financiamento (FINEP e CNPq), Ministério da Educação e sua agência CAPES, Ministério do Esporte, IPHAN, INMETRO, Ministério da Defesa (Marinha do Brasil, Exército e Aeronáutica), Sebrae, SENAI, Fundações de Apoio à Pesquisa dos Estados (como FAPESP, FAPEMIG, FAPEAM, FAPERJ), Fundação Bradesco, Governo Alemão Baden-Württemberg, MIT, Suframa, CLA, ITA, Petrobras, UNICAMP, UFRJ, entre outros.

Divulgação científica, arte e política
Desde 1948 é realizada a Reunião Anual da SBPC, um dos mais importantes fóruns brasileiros de difusão científica em todas as áreas do conhecimento e de debate sobre políticas para ciência e tecnologia. Participam do evento cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e o público em geral. Autoridades e gestores de políticas públicas para ciência e tecnologia no país também comparecem à Reunião Anual, que ocorre em um estado brasileiro a cada ano, sempre em universidade pública.

Além da programação científica, durante o evento são realizadas diversas atividades paralelas: SBPC Afro e Indígena (conferências e mesas-redondas sobre diversidade e discriminação); SBPC Jovem (exposição voltada para estudantes do ensino básico); ExpoT&C (mostra de ciência e tecnologia), SBPC Cultura (apresentações artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados à artes e cultura). O Dia da Família na Ciência encerra a programação. Na semana anterior ao início da Reunião Anual, ocorre a SBPC Educação, com ações voltadas para a atualização de professores dos ensinos fundamental e médio.

Acesse a página da 69ª Reunião Anual da SBPC.

(CCS/CAPES)
Com informações do Portal de Periódicos e da SBPC

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Chamada pública seleciona pesquisador para expedição no Pacífico Sul

qui, 13/07/2017 - 21:08

Até o dia 15 de setembro, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) recebe inscrições de pesquisadores para integrar a Expedição IODP 378 – South Pacific Paleogene Climate, que acontece de 14 de outubro a 14 de dezembro de 2018. Podem se candidatar à expedição pesquisadores em nível de doutorado, pós-doutorado ou pesquisador pleno (mais de 8 anos de título de doutor), de diversas especialidades de Biologia e Geologia. Interessados devem realizar inscrição na página da Capes.

O selecionado contará com auxílio deslocamento para aquisição das passagens internacionais e auxílio para aquisição de seguro saúde. Durante sua permanência no navio JOIDES Resolution, as despesas de acomodação e alimentação serão custeadas pelo International Ocean Discovery Program (IODP). Candidaturas serão avaliadas pelo Comitê Científico do Programa no Brasil e, posteriormente, homologadas pelo próprio IODP.

A expedição IODP 378 investigará o registro do clima cenozoico e da oceanografia através de um transecto de perfuração no extremo sul do Oceano Pacífico. O objetivo é investigar como a Terra do Eoceno manteve altas temperaturas globais e alto transporte de calor para as regiões polares apesar de receber níveis modernos próximos de energia solar. Em particular, direcionará os sedimentos depositados durante o Paleoceno tardio muito quente e o Eoceno precoce, incluindo o limite do Paleoceno-Eoceno, bem como a transição Eoceno-Oligoceno.

Sobre o IODP
O International Ocean Discovery Program (IODP) é um programa internacional de pesquisas marinhas que investiga a história e a estrutura da Terra a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, além de monitorar ambientes de sub-superfície. Parte significativa da comunidade científica atuante em ciências do mar de águas profundas de diversos países está envolvida no programa. Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela CAPES, é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o IODP. Para executar as atividades previstas no Programa, a Capes conta com o apoio de um Comitê Científico e um Comitê Executivo.

Expedições do IODP usam avançada tecnologia de perfuração oceânica, de modo a permitir disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa.

O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados a pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura a bordo, o IODP conta com apoio de numerosas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos diferentes países que atualmente compõem o programa.

Conheça a página do Programa CAPES/IODP.

Visite a página oficial do IODP.

(CCS/CAPES)

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Capes participa de seminário sobre orçamento de CT&I na Câmara dos Deputados

qui, 13/07/2017 - 15:43

A Frente Parlamentar de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação da Câmara dos Deputados realizou, na tarde dessa terça-feira, 11 de julho, o debate Redução do Orçamento em CT&I – Consequências e Possibilidades. No evento, realizado em parceria com a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abitpti), foi discutido o estado atual dos recursos destinados a pesquisa científica e inovação após o contingenciamento orçamentário que reduziu os investimentos na área ao mesmo nível da década anterior.

Na abertura, o líder da Frente Parlamentar, deputado Izalci Lucas, leu manifesto contra a redução orçamentário liderado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e assinado por diversas entidades científicas.

O diretor de Programas e Bolsas no País da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Geraldo Nunes Sobrinho, falou da necessidade de recuperar o texto original do Marco Legal da CT&I. O texto sofreu vetos presidenciais após aprovação no Congresso. “O Marco Legal é a ponte entre os sistemas público e privado de pesquisa, e precisamos do texto integral”, afirmou o diretor.

Nunes apresentou dados que mostram que quase 80% do orçamento para programas no país da CAPES está destinado a bolsas e ressaltou a necessidade de ampliar o orçamento para custeio. O diretor apontou ainda a forte expansão do sistema de pós-graduação brasileiro de 2014 a 2017. “O sistema cresce tanto em número de cursos quanto no número de alunos. Para manter o sistema equilibrado, é preciso reforçar o equilíbrio entre a CAPES e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e atualmente os orçamentos de ambos estão em desequilíbrio”, informou Nunes.

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Nader, pediu respeito à Constituição no tocante à destinação de recursos para CT&I. Para Nader, o decreto que limita as despesas do governo nos próximos 20 anos, combinado como contingenciamento orçamentário de 2017, podem inviabilizar a produção científica.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI), Julio C. Felix, uma das saídas para a crise atual é o uso de recursos que não sejam do orçamento. Um exemplo são os fundos setoriais, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Contudo, afirma Felix, eles precisam ser descontingenciados e usados para sua real finalidade, financiar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no Brasil.

(Lucas Lopes)

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Diretor da CAPES participa de Seminário na Câmara dos Deputados

qui, 13/07/2017 - 15:43

A Frente Parlamentar de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação da Câmara dos Deputados realizou, na tarde dessa terça-feira, 11 de julho, o debate Redução do Orçamento em CT&I – Consequências e Possibilidades. No evento, realizado em parceria com a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abitpti), foi discutido o estado atual dos recursos destinados a pesquisa científica e inovação após o contingenciamento orçamentário que reduziu os investimentos na área ao mesmo nível da década anterior.

Na abertura, o líder da Frente Parlamentar, deputado Izalci Lucas, leu manifesto contra a redução orçamentário liderado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e assinado por diversas entidades científicas.

O diretor de Programas e Bolsas no País da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Geraldo Nunes Sobrinho, falou da necessidade de recuperar o texto original do Marco Legal da CT&I. O texto sofreu vetos presidenciais após aprovação no Congresso. “O Marco Legal é a ponte entre os sistemas público e privado de pesquisa, e precisamos do texto integral”, afirmou o diretor.

Nunes apresentou dados que mostram que quase 80% do orçamento para programas no país da CAPES está destinado a bolsas e ressaltou a necessidade de ampliar o orçamento para custeio. O diretor apontou ainda a forte expansão do sistema de pós-graduação brasileiro de 2014 a 2017. “O sistema cresce tanto em número de cursos quanto no número de alunos. Para manter o sistema equilibrado, é preciso reforçar o equilíbrio entre a CAPES e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e atualmente os orçamentos de ambos estão em desequilíbrio”, informou Nunes.

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Nader, pediu respeito à Constituição no tocante à destinação de recursos para CT&I. Para Nader, o decreto que limita as despesas do governo nos próximos 20 anos, combinado como contingenciamento orçamentário de 2017, podem inviabilizar a produção científica.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI), Julio C. Felix, uma das saídas para a crise atual é o uso de recursos que não sejam do orçamento. Um exemplo são os fundos setoriais, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Contudo, afirma Felix, eles precisam ser descontingenciados e usados para sua real finalidade, financiar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no Brasil.

(CCS/Capes)

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CAPES e Ministério do Turismo lançam seleção para intercâmbio no Reino Unido

qua, 12/07/2017 - 22:44

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Ministério do Turismo (MTur) divulgam nesta terça-feira, 12, o Edital nº 2/2017, do Programa de Qualificação Internacional em Turismo e Hospitalidade.

O programa selecionará 120 estudantes de Turismo ou Hospitalidade para a realização de capacitação em técnicas de turismo, hospitalidade e habilidades linguísticas no Reino Unido. As inscrições devem ser feitas de 17 de julho a 25 de agosto na página da CAPES. Essa iniciativa faz parte do Plano Brasil + Turismo, que já enviou estudantes para cursos em Portugal e na Espanha.

Capacitação especial
Com formato exclusivo para o programa, o curso terá aulas teóricas e práticas e duração de aproximadamente 11 semanas. A definição do critério de distribuição dos grupos para cada instituição de ensino britânica será feita pela Association of Colleges.

Os candidatos devem ter nacionalidade brasileira e estar regularmente matriculados em curso de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo em Turismo ou Hospitalidade de instituição de ensino superior pública ou privada no Brasil. São também requisitos para a candidatura, entre outros, comprovar proficiência em língua inglesa; ter completado de 20% a 80% do curso; haver obtido nota igual ou superior a 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Serão selecionados até 10 candidatos por instituição.

Benefícios
Estudantes selecionados recebem da CAPES três mensalidades (bolsas) no valor de £420, auxílio-deslocamento de £1.022 para aquisição de passagem aérea e auxílio para seguro-saúde de £90 mensais. A CAPES vai repassar diretamente à Association of Colleges os valores referentes a taxas escolares, alimentação e alojamento.

Acesse o Edital nº 2/2017.

Confira a página do programa.

Mais informações podem ser obtidas pelo endereço bolsa@turismo.gov.br e pelo telefone (61) 2023-8291.

(CCS/CAPES com informações da Agência de Notícias do Turismo)

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Segunda semana recebe 269 consultores de 13 áreas de avaliação

ter, 11/07/2017 - 23:01

Dando continuidade à Avaliação Quadrienal, processo periódico de avaliação de todos os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) em funcionamento no Brasil, aconteceu nessa segunda-feira, 10, em Brasília, a abertura da segunda semana do evento, na qual serão analisados os programas das áreas de Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura, Urbanismo e Design; Artes/Música; Comunicação e Informação; Direito; Economia; Engenharias I; Engenharias II; Engenharias III; Engenharias IV; Letras/Linguística; Serviço Social; e Planejamento Urbano e Regional/Demografia.

Após as boas-vindas do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Abílio Baeta Neves, a diretora de Avaliação da CAPES, Rita Barradas Barata, apresentou aos coordenadores de área e respectivas comissões de avaliação orientações sobre o processo e destacou pontos importantes a respeito do papel dos avaliadores. “É importante lembrar que todos estão aqui como indivíduos e não como representantes de seus programas e instituições. Vocês estão aqui como pessoas que foram consideradas competentes para realizar esse trabalho tão delicado e tão relevante que é a Avaliação do Sistema Nacional de Pós-graduação.”

A diretora também destacou a importância de manter o sigilo do que será discutido durante a semana. “Precisamos de confidencialidade nesse momento. Essa é só a primeira etapa da avaliação. Depois, tudo será submetido ao CTC-ES [Conselho Técnico Científico da Educação Superior]. Nosso processo pressupõe prazos para pedidos de reconsideração, recursos, então não podemos permitir que algumas instituições ou programas tenham informações privilegiadas. Pedimos muita seriedade nesse aspecto, que tem a ver com o comportamento ético dos avaliadores.”

A Avaliação Quadrienal teve início no dia 3 de julho e segue até o dia 4 de agosto. A performance acadêmica dos programas é avaliada por comissões responsáveis por cada uma das 49 áreas de avaliação. De modo a otimizar o trabalho, cada semana é dedicada a um conjunto de áreas. Na próxima semana, a CAPES receberá as áreas de Astronomia/Física; Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Geociências; Medicina I; Medicina II; Medicina III; Nutrição; Odontologia; Química; e Saúde Coletiva.

Sobre a Avaliação
Iniciada em 1976, a avaliação da pós-graduação stricto sensu é o instrumento fundamental do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Os resultados da avaliação têm usos diversos: estudantes se baseiam nas notas para escolher seus futuros cursos, e agências de fomento nacionais e internacionais orientam suas políticas de fomento segundo as notas atribuídas pela avaliação. Os estudos e indicadores produzidos pela avaliação para induzir políticas governamentais de apoio e crescimento da pós-graduação e estabelecer uma agenda para diminuir desigualdades entre regiões do Brasil ou no âmbito das áreas do conhecimento.

Conforme o desempenho acadêmico no quadriênio, os cursos recebem conceitos que variam de 1 a 7. Notas 1 e 2 são consideradas insuficientes e provocam o descredenciamento do curso; nota 3 corresponde a desempenho médio, que apresenta padrões mínimos de qualidade; notas 4 e 5 significam um desempenho entre bom e muito bom, sendo 5 a nota máxima para programas que possuem apenas curso de mestrado. Notas 6 e 7 indicam desempenho equivalente a padrões internacionais de excelência.

Esta é a primeira edição em que o período de avaliação abrange quatro anos (2013 a 2016). Até a última avaliação, realizada em 2013, o intervalo entre avaliações era de um triênio. No total, serão avaliados 4178 programas de pós-graduação stricto sensu. O processo de análise vai se basear nos dados informados pelos programas por meio da Plataforma Sucupira. Aproximadamente 1,5 mil professores e pesquisadores de todas as regiões do país estarão na CAPES para atuar como consultores.

Confira a página da Avaliação Quadrienal.

(Natália Morato)

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