Pesquisa

Seleção aberta para pesquisador na área de recursos hídricos

Notícias da Capes - 2 horas 42 minutos atrás

O International Institute for Applied Systems Analysis (IIASA), organização científica multilateral com sede na Áustria, abriu seleção de pesquisador com doutorado para atuação em modelagem de recursos hídricos. Confira a página da seleção.

Candidatos precisam ter doutorado em hidroinformática, hidrologia, clima, ciência ambiental, engenharia, informática ou área afim. É necessário ter alto nível em inglês, conhecimento de programação (Python, Fortran, C / C ++, GAMS) e apresentar experiência em sistemas de informação geográfica (por exemplo, ArcGIS ou QGIS) e subversioning (git, GitHub, Jupyter Notebook).

Para se inscrever, é necessário apresentar carta de apresentação, currículo, dois exemplos recentes de trabalhos de pesquisa, além de nomes e contatos (incluindo e-mail) de três pessoas de referência relacionadas ao trabalho. Os documentos devem ser enviados para o endereço harrison@iiasa.ac.at. As inscrições estão abertas até o preenchimento da vaga.

O candidato selecionado vai atuar no projeto do Sistema Europeu de Predição do Clima (EUCP). Entre as tarefas está o desenvolvimento de um modelo hidrológico e de recursos hídricos de código aberto, a criação de um Modelo Comunitário da Água (CWatM), e a elaboração de indicadores setoriais e intersetoriais para avaliar riscos hidrometeorológicos futuros (por exemplo, inundação, seca, escassez de água). O trabalho envolve interação com especialistas de múltiplas áreas, como economistas, ecologistas, hidrólogos, modeladores, interessados e cientistas sociais.

A extensão do contrato é de um ano, podendo ser prorrogada, uma vez que o projeto EUCP terá uma duração prevista de quatro anos (2018-2021). O trabalho será realizado na sede do IIASA em Laxenburg, cidade próxima de Viena. Além da remuneração, o IIASA oferece e benefícios como auxílio para mudança, custeio escolar para crianças e cinco semanas de férias anuais. Os salários do IIASA estão isentos de impostos na Áustria.

IIASA
Fundado em 1972, o IIASA realiza pesquisas sobre temas de alta complexidade, difíceis de abordar por países ou disciplinas acadêmicas isoladas. Os resultados devem fornecer insumos para formulação de políticas, encontrando soluções para problemas globais.

O Brasil é um dos 23 membros da organização, e a CAPES é a representante do país no instituto. Além de compor o conselho gestor da instituição, a CAPES tem assento em dois comitês: Executivo e de Divulgação, Capacitação e Engajamento Científico.

A criação do IIASA foi uma iniciativa dos Estados Unidos e da ex-União Soviética durante a Guerra Fria, para aproximar Leste e Oeste. Os atuais membros incluem Suécia, Egito, Vietnã e Índia. Segundo o IIASA, 71% da economia e 63% da população mundiais estão representados na composição do instituto.

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CCS/CAPES

Categorias: Pesquisa

Pesquisadora mineira é premiada e defende voz das mulheres cientistas

Notícias da FAPEMIG - 12 horas 21 minutos atrás

“Nos seus artigos, não coloque seu primeiro nome. Assim, eles não saberão que você é mulher e vão citar mais seus trabalhos”.

O conselho foi dado a Gabriela Barreto Lemos, 36, quando era mestranda do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no período de 2004 a 2006. Ela conta que a intenção da orientadora, Maria Carolina Nemes (1952-2013), era prepará-la para seguir carreira na Europa. O território seria ainda mais hostil para uma pesquisadora da área de ciências naturais do que o brasileiro. “Ela queria que eu me protegesse, fingindo que não era mulher, não usando saia, não mostrando emoções”, lembra. Embora reconheça a preocupação da professora em garantir sua “sobrevivência” como pesquisadora, Gabriela afirma que hoje não aconselharia suas alunas a fazer o mesmo.

Em 2018, cinco anos após a morte da docente da UFMG, a Sociedade Brasileira de Física concedeu-lhe uma homenagem, com a criação do Prêmio Carolina Nemes, destinado a físicas em início de carreira. Desde 2006, ela figura entre os membros da Academia Brasileira de Ciências, na área da Física, ao lado de personalidades como Márcia Barbosa. Certamente, Maria Carolina teria se orgulhado com a presença da pupila entre as brasileiras que receberão, em 2019, a Medalha Mietta Santiago, concedida pela Câmara dos Deputados para destacar iniciativas relacionadas aos direitos das mulheres.

O nome da condecoração faz referência ao pseudônimo da escritora e advogada mineira Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira (1903-1995), ativista do direito ao voto feminino no Brasil. Também serão agraciadas a bioquímica Débora Foguel [leia entrevista na edição nº 75 da revista Minas Faz Ciência]; a vereadora Marielle Franco, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, assassinada em março do ano passado; a professora Gina Vieira Ponte, idealizadora do Projeto Mulheres Inspiradoras; e a médica Beatriz Bohrer de Amaral, coordenadora do projeto Mulher e Saúde.

Revolução quântica

Gabriela foi indicada por ter desenvolvido uma pesquisa inovadora, que capta fotografias através da reprodução de pequenos feixes de partículas e possibilita a construção de uma imagem invisível a olho nu. O experimento teve ampla repercussão em 2014, durante sua passagem pelo Instituto de Ótica Quântica e Informação Quântica de Viena, na Áustria. Ela foi selecionada em 2012 pela Academia Austríaca de Ciências para participar do VCQ Fellowship, numa concorrida competição internacional.

Atualmente, Gabriela cursa o segundo pós-doutorado, no Instituto Internacional de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte  (UFRN), onde pesquisa informação e causalidade quânticas. “O processo de causa e efeito é básico em ciências naturais. Precisamos disto para fazer modelagens de Física, pois nos ajuda a entender o fenômeno. Por outro lado, descobrimos que este tipo de modelagem causal ajuda muito em problemas de informação e computação quântica. Podemos aplicar para entender se uma criptografia quântica será segura, se um algoritmo quântico, para funcionar futuramente num computador quântico, será rápido e eficiente”, ilustra.

A cientista explica que uma das diferenças entre um “computador clássico” e um computador quântico é a natureza dos circuitos. Enquanto o primeiro trabalha com fluxo de elétrons, o segundo pode utilizar fótons, por exemplo. “Será uma revolução, do computador clássico para o computador quântico. O número de problemas que conseguiremos resolver, tanto na própria ciência como na economia, faremos muito mais rápido e muito melhor”, prevê.

Mulheres e ciências

Para além dos laboratórios e das salas de aula, Gabriela está envolvida no projeto Sementinhas da Ciência [assista ao vídeo acima], coordenado por Laura Bohórquez, também professora da UFRN. A iniciativa promove oficinas lúdicas de física e química para crianças de seis a oito anos de idade, estudantes de escolas públicas de Natal. “A coisa mais importante desse trabalho é que elas aprendem os experimentos e depois ensinam aos meninos. Este é o momento mágico, em que elas elas têm voz”, diz.

Na avaliação da pesquisadora, há uma tendência de silenciamento nas ciências naturais, de fazer o(a) cientista desaparecer. “Precisamos não só fazer trabalhos que serão publicados na Nature; mas que sejamos escutadas”, enfatiza. Ela considera importante o fortalecimento do discurso sobre mulheres nas ciências, mas defende que é preciso avançar, de modo a ampliar a questão da representação, que ainda estaria focada na conquista da paridade numérica em relação aos homens.

DisparidadeSegundo o Instituto de Estatísticas da Unesco (UIS), menos de 30% dos pesquisadores em todo o mundo são mulheres. Privilégios

“Estamos tentando criar para nós, ainda, este momento de ter voz dentro das ciências. Isso não está contido nos dados numéricos de mulheres na ciência. As que têm são silenciadas ou têm que se transvestir de homens. E as que estão ali já são mulheres extremamente privilegiadas”.

Filha de professores da UFMG (Mauro Borges Lemos, da Faculdade de Ciências Econômicas e Sandhi Barreto, da Faculdade de Medicina) ela enumera seus próprios privilégios: uma mulher branca, de classe média, que estudou em escolas públicas de Londres, enquanto o pai e a mãe faziam doutorado, e em escolas privadas tradicionais de Belo Horizonte, após o retorno ao Brasil.

“Eu acho que são ciências por mulheres: ciências no plural, por mulheres no plural, também. Esta ideia do coletivo tem que entrar. Não mulher na ciência, como se a ciência fosse algo fixo e a gente precisasse se encaixar”.

A mudança, segundo ela, passa pelo próprio fazer científico. “As metodologias científicas, dentro das ciências naturais, muitas vezes estão presas a metodologias masculinas, desenvolvidas por homens há 400, 500 anos, que as ciências humanas já estão questionando há muito tempo”, compara.

O post Pesquisadora mineira é premiada e defende voz das mulheres cientistas apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

CNE realiza primeira reunião de 2019

Notícias da Capes - ter, 22/01/2019 - 18:14

Anderson Ribeiro Correia, presidente da CAPES, participou da primeira reunião de 2019 do Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (CNE/MEC).

A sessão contou com a presença de Ricardo Vélez Rodriguez, ministro da Educação, que presidiu as atividades e deu posse a dois novos conselheiros: Mauro Luiz Rabelo, secretário de Educação Superior do MEC e Tânia Leme de Almeida, secretária de Educação Básica do MEC.

Anderson Ribeiro Correia exaltou a importância do Conselho. “Viemos prestigiar a posse dos dois conselheiros. O CNE ratifica os trabalhos que a CAPES faz. Quando autorizamos novos cursos de pós-graduação, eles são posteriormente avaliados pelo CNE e depois levados para homologação do ministro”.

Luiz Roberto Liza Curi, presidente do CNE, explicou as principais atribuições do conselho, que ratifica diversas atividades da CAPES.

{youtube}AE7-qF7fUFU{/youtube}

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CCS/CAPES

Categorias: Pesquisa

Estudo pioneiro analisa poluição em meios de transportes em seis cidades

Notícias do CNPq - ter, 22/01/2019 - 15:26
Resultados indicaram que usuários de barcos urbanos são os mais expostos a elevadas concentrações de material particulado ultrafinos e finos. O estudo pioneiro, de pesquisadores da da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) foi financiado pelo CNPq por meio de duas chamadas.
Categorias: Pesquisa

Estudo pioneiro analisa poluição em meios de transportes em seis cidades

Notícias do CNPq - ter, 22/01/2019 - 15:26
Resultados indicaram que usuários de barcos urbanos são os mais expostos a elevadas concentrações de material particulado ultrafinos e finos. O estudo pioneiro, de pesquisadores da da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) foi financiado pelo CNPq por meio de duas chamadas.
Categorias: Pesquisa

Finep reforça parceria com uma das maiores empresas de defesa do Brasil

Finep - ter, 22/01/2019 - 12:21

Avibras, que faturou R$ 1,7 bilhão em 2017, está desenvolvendo parte do Programa Estratégico ASTROS 2020, do Exército Brasileiro, com recursos da Finep. Na imagem aérea, a fábrica veicular da empresa (Foto: Divulgação/Avibras)

 

A Avibras, de São José dos Campos (SP), é a principal integradora do Programa ASTROS 2020, do Exército Brasileiro. Com início em 2012 e previsão de término em 2023, a iniciativa contempla o desenvolvimento e o fornecimento de míssil tático de cruzeiro, foguete guiado e novas viaturas de combate. Para

Read more...

Categorias: Pesquisa

Dislexia é tema de artigo inédito no Brasil

Notícias da Capes - ter, 22/01/2019 - 11:23

O Projeto Avaliação de Crianças Em Risco de Transtornos de Aprendizagem (ACERTA), financiado pelo Programa Observatório da Educação (OBEDUC), permitiu pesquisas que resultaram em um artigo inédito no Brasil, sobre as bases neurais da dislexia do desenvolvimento em crianças brasileiras.

O artigo, produzido pelo Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (InsCer/ PUCRS), no qual o ex-bolsista Augusto Buchweitz é professor, é o primeiro com dados coletados no Brasil, com neuroimagem funcional sobre a população disléxica e traz dados inéditos referentes ao funcionamento do cérebro da criança com dislexia.

“O cérebro de quem aprende a ler aprende a ficar de prontidão para leitura, enquanto que na dislexia do desenvolvimento, as conexões do cérebro em repouso não envolvem regiões importantes para a leitura”, explica o coordenador.

Projeto
O coordenador explica que o projeto ACERTA foi desenvolvido em rede, com PUCRS, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Edital CAPES/OBEDUC. O seu objetivo é investigar a aprendizagem da leitura e seu principal transtorno “por meio de uma combinação entre índices de aprendizagem, neuropsicológicos e neurais”.

O ACERTA levou à criação do ambulatório de aprendizagem, que avalia sem custos crianças com dificuldades de leitura, para identificar e diagnosticar aquelas com dislexia do desenvolvimento. Já foram avaliadas mais de 400 crianças que, após analisadas, receberam uma devolução por profissionais da fonoaudiologia, a partir das avaliações de histórico médico, neuropsicologia, leitura e escrita e neuroimagem.

“Esta devolutiva ajuda a informar os pais e a escola sobre a dislexia do desenvolvimento e como melhor lidar com esta dificuldade de leitura que fará parte da vida da criança”, esclarece o coordenador.

Este estudo permite que a ciência sobre a aprendizagem da leitura e dislexia do desenvolvimento no Brasil, não dependa ou limite-se a dados de pesquisas norte-americanas e europeias. “Temos dados nossos, com resultados nossos, referentes a nossa realidade”, destaca o professor.

Futuro
O ACERTA serviu de base para outras propostas e, por meio do Programa Geral de Cooperação Internacional (PGCI) da CAPES, está em rede mundial.

“Graças ao projeto ACERTA e seus resultados e com o apoio da CAPES, conseguimos formar uma parceria de pesquisa internacional com os laboratórios Haskins, da Universidade Yale, e seus parceiros”, conta Augusto Buchweitz, que informou estar em andamento pesquisas na PUCRS e em Yale que se utilizam dos mesmos desenhos experimentais, em português e inglês.

{youtube}o6TRZXfxZLk{/youtube}

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CCS/CAPES

Categorias: Pesquisa

Conheça a tanatopraxia, técnica de conservação de cadáveres

Notícias da FAPEMIG - ter, 22/01/2019 - 07:00

Já ouviu falar em tanatopraxia? Possivelmente, não.

Além de ser um nome difícil, a palavra está relacionada à morte, um tema que ainda é tabu em muitas culturas, inclusive no Brasil.

Mas mesmo não conhecendo a palavra, talvez você conheça a prática.

A tanatopraxia é a conservação de cadáveres, realizada em casas funerárias que preparam os corpos antes de velórios e enterros.

Ela ocupa nosso imaginário a partir de referências de filmes, séries e programas televisivos.

A série “A sete palmos” (foto abaixo), produzida pelo canal HBO, por exemplo, apresentou a rotina de uma família que administrava uma funerária, em Los Angeles.

E quem se lembra do filme “Meu primeiro amor”? Pois é, nele, o pai de Vada, Harry Sultenfuss, era um agente funerário, e a personagem de Jamie Lee Curtis, Shelly Devoto, era responsável pela necromaquiagem.

Na série “A sete palmos”, a história se desenrola em torno da rotina da funerária da família. Imagem: Reprodução HBO

A tanatopraxia exige cuidados e técnicas que são quase cirúrgicas.

Para saber mais sobre esta área de atuação, conversamos com José Eustáquio Pereira Barbosa, Técnico em Anatomia e Necropsia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ele também é formado em Enfermagem e já trabalhou como embalsamador em funerárias.

Embalsamamento versus tanatopraxia

José Eustáquio nos explicou que há ligeiras diferenças entre as técnicas de embalsamamento e a tanatopraxia:

  • Embalsar: conserva o cadáver por um período maior, principalmente quando o corpo vai ser transladado por longas distâncias.
  • Tanatopraxia: conserva o corpo por um período mais curto, entre 24 e 48 horas. As técnicas incluem cuidados com a estética do cadáver, mas também com a saúde pública durante o velório, para evitar disseminação de doenças.

A necromaquiagem, por sua vez, contempla suturas para fechar boca e olhos, restaurar partes do corpo que ficam visíveis no velório, caso seja necessário, e ornamentar o caixão com flores.

“A tanatopraxia paralisa temporariamente a decomposição do cadáver e dá segurança para momentos de despedida dos familiares e amigos”, explica Eustáquio.

Mercado de trabalho

O mercado para quem quer atuar com tanatopraxia é bastante concorrido, e exige profissionais qualificados.

Principalmente no interior do Estado, há mais opções de trabalho.

“Nas cidades pequenas, muitas funerárias passam de pai para filho, mas nem todos buscam qualificação conforme as exigências da lei”, explica José Eustáquio.

Pensando na formação de profissionais qualificados para atuarem nesta função, a Faculdade de Medicina da UFMG oferece um curso de capacitação profissional em tanatopraxia, o único ofertado por universidade federal de Minas Gerais.

“Recebemos alunos de todo lugar, donos de funerária do interior, pessoas com preocupação em se qualificar para atuar na área”, conta José. O curso está com inscrições abertas até 1º de fevereiro.

Durante a formação, os interessados aprendem sobre anatomia, técnicas de conservação, embalsamento e necromaquiagem.

Um diferencial são os ensinamentos teóricos, alinhados às aulas práticas.

“Estamos em uma Universidade e estamos alinhados às pesquisas científicas da área. O corpo docente inclui médico legista, fisioterapeuta e técnicos”, detalha Eustáquio.

Como é o curso?

Temas como tanatologia forense, ou seja, o estudo de fenômenos transformativos do cadáver, são contemplados no curso intensivo, bem como questões relacionadas ao fenômeno do luto e técnicas de necropsia.

“Não ensinamos a fazer necrópsia, pois esta não é uma função das casas funerárias, mas preparamos os alunos para saberem conservar cadáveres que vieram a óbito tanto por causa natural, quanto por fatores externos, que passam pela necropsia”.

Na Faculdade de Medicina, os alunos colocam em prática os conhecimentos de anatomia e a fisiologia humana. Além disso, realizam aulas práticas no laboratório da funerária parceira da UFMG.

O curso também inclui visita ao Instituto Médico Legal (IML).

“São dias de estudo intensivo. Precisamos da teoria para atualizar os alunos. Eles saem com uma base muito boa. Isso é importante porque essas técnicas demandam autorização da família e saber explicar o que vai ser feito é essencial em um momento tão delicado”, defende Eustáquio, que é subcoordenador do curso.

Além de certificar o profissional, o curso é importante para a saúde pública:

“Ao paralisar a decomposição dos corpos, os profissionais evitam que moléstias sejam disseminadas”, destaca.

O curso pode ser realizado por qualquer pessoa maior de 18 anos com ensino fundamental completo.

Agentes funerários e tanatopraxistas também podem se qualificar.

As aulas também são voltadas para estudantes da área da Saúde que queriam atuar com conservação de cadáveres para estudo.

Para mais informações sobre o curso de tanatopraxia, clique aqui.

O post Conheça a tanatopraxia, técnica de conservação de cadáveres apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Pesquisa analisa gravidez e maternidade em fronteira agrícola

Notícias da FAPEMIG - seg, 21/01/2019 - 10:08

“Ela começou a entrar em trabalho de parto de madrugada e, como não havia transporte, ela e o marido tiveram que ir a pé até a sede, onde havia uma pequena infraestrutura de serviços, em uma caminhada de cerca de 5 horas debaixo de chuva e com as dores do parto”.

Essa é apenas uma das histórias ouvidas pela pesquisadora Juliana Vasconcelos de Souza Barros durante a construção do trabalho “Estratégias reprodutivas e evolução da fronteira agrícola: um estudo qualitativo para Machadinho d’Oeste, Rondônia”, tese defendida em 2017 e vencedora do Prêmio Capes de Tese 2018, na categoria Demografia. Ela realizou 60 entrevistas em profundidade com mulheres para entender mudanças sobre intenções reprodutivas e uso de métodos contraceptivos. Conheceu também relatos sobre a precariedade da infraestrutura, que torna a missão de ter filho muito difícil.

O comportamento feminino em relação à maternidade varia conforme as mudanças nos serviços de saúde sexual e reprodutiva. Há influências das condições socioeconômicas individuais que impactam as decisões sobre número de filhos e a forma como as mulheres previnem a gravidez.

Não seria possível mapear essas dinâmicas sociais sem estudos específicos, como o trabalho de Juliana Vasconcelos. A cientista comparou duas diferentes gerações de mulheres ao longo do processo de abertura, desenvolvimento e consolidação da fronteira agrícola de Machadinho d’Oeste, no Norte do Brasil.

Existem teorias que analisam a relação entre uso da terra e fecundidade, de modo que a decisão de ter ou não (mais) filhos dependeria do tipo de uso da terra (cultivo anuais ou perenes, pecuária), da posse e tamanho da propriedade e das pressões demográficas e econômicas.

No entanto, a pesquisa de Juliana Vasconcelos mostra que não há relação direta entre uso da terra e número de filhos, pelo menos no grupo estudado. A tese apontou outros fatores determinantes para o comportamento reprodutivo, que parecem não corroborar totalmente as proposições de uma única teoria.

Cidade de Machadinho d’Oeste, área urbana. Foto: Arquivos da pesquisadora

Comportamento reprodutivo e contraceptivo

O comportamento reprodutivo é a forma como as mulheres têm filhos. É a decisão delas (consciente ou não) sobre o número ideal de crianças. Ademais, é a maneira de implementarem suas preferências e intenções sobre o tamanho da família que terão.

De acordo com Juliana Vasconcelos, o comportamento está ligado ao uso de métodos contraceptivos para alcançar as preferências reprodutivas. Tem a ver com o fato de usarem ou não algum método para ter o número de filhos desejado, se elas conhecem a diversidade de métodos disponíveis e se podem escolher o que julgam ser o melhor. “Assim, comportamento reprodutivo e contraceptivo estão diretamente relacionados”, afirma.

A pesquisadora iniciou a tese com a hipótese de que distintas condições socioeconômicas que os diferentes estágios de evolução da fronteira oferecem fazem com que a decisão da mulher sobre o número de filhos. Também acreditava que a forma de evitá-los fosse diferente nas fases iniciais e nas mais avançadas da fronteira. Por isso, escolheu a cidade de Machadinho.

O Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da UFMG, realiza pesquisas no município desde a década de 1980. Juliana Vasconcelos faz parte da equipe que acompanha mudanças ambientais, no uso da terra, na carga de doenças, entre outras dimensões. “Assim, associei minha pesquisa a outros dados sobre a região, contextualizando melhor meus dados”, explica.

Para a pesquisadora, a experiência em campo em Machadinho d’Oeste foi bastante enriquecedora, tanto do ponto de vista profissional como pessoal.

“Conhecer a realidade do público pesquisado, a forma como vivem e interagem com o contexto que estão inseridos foi essencial para as análises que realizei, entendendo na prática o que li na referência teórica. Foi uma experiência de quase um mês vivendo em Machadinho, conversando com os moradores, conhecendo a infraestrutura da cidade, escutando histórias recentes e passadas e, principalmente, entrevistando as mulheres que participaram da minha pesquisa”.

Cidade de Machadinho d’Oeste, área rural. Foto: Arquivos da pesquisadora

Perfis: duas gerações de mulheres

Conforme a pesquisa, as mulheres dos estágios iniciais chegaram no momento de abertura da fronteira, ou seja, quando começaram a conceder as terras na Região Amazônica. Vieram de outros estados, sobretudo da Região Sul, e sempre moraram em sítios e áreas rurais.

“A experiência em áreas urbanas veio com a expulsão do campo, devido a modernização da produção agrícola, mas muitas famílias não se adaptaram e preferiram arriscar a ida para a Machadinho, mesmo sem saber ao certo o que encontrariam”, detalha Juliana Vasconcelos.

O perfil é de mulheres com baixa escolaridade, que casaram e foram mães muito novas e começaram a utilizar métodos contraceptivos tardiamente. Grande parte teve mais filhos que desejavam por falta de conhecimento e acesso a métodos, optando muitas vezes pela laqueadura como forma de evitar ter ainda mais filhos.

Já as mulheres dos estágios mais avançados nasceram ou chegaram ainda crianças à fronteira. “Muitas não trabalham em atividades agrícolas. São mais escolarizadas, se casam e têm filhos jovens. Tem um menor número de crianças, mais conhecimento e acesso a métodos contraceptivos. Também realizam a laqueadura como forma de não engravidar, implementando esse método no momento em que atingem o número desejado de filhos, ao contrário do outro perfil de mulheres estudado”, compara a pesquisadora.

O rumo das histórias

Segundo Juliana Vasconcelos, as entrevistas realizadas parecem não corroborar totalmente as proposições de uma única teoria sobre relação entre uso da terra e fecundidade. As mulheres dos dois grupos entrevistados não declararam explicitamente ter tido filhos para ajudar na terra, nem acreditam que a geração de suas mães e avós tenham planejado sua fecundidade com essa intenção. .

“Assim, a relação entre produção e reprodução parece ser, para o contexto e para o grupo estudado, espúria, de modo que a disponibilidade de instituições e serviços, principalmente de saúde sexual e reprodutiva, o uso de contraceptivos, os valores pessoais e as condições econômicas estão intermediando essa relação”, conclui.

Para alcançar essas considerações, a pesquisadora presenciou a força de cada relato, principalmente sobre precariedade da infraestrutura para ter filhos. As mulheres que chegaram na fase inicial da fronteira, ajudaram a desmatar, vencer a floresta e plantar para sobrevivência. “A maioria das famílias não tinham condições financeiras para tal. Além disso, a malária era recorrente, houve casos de pessoas tiveram a doença mais de 50 vezes, muitos relatos de morte decorrente dela também”, conta Juliana Vasconcelos.

As mulheres não conseguiam realizar o pré-natal de maneira adequada e momento do parto era difícil, por conta da ausência de hospitais/médicos, energia elétrica e até de estradas e transporte.

Foto: Arquivos da pesquisadora

Três perguntas para a pesquisadora

Juliana Vasconcelos é bacharel, mestre e doutora pela UFMG. Tem uma trajetória de pesquisa é marcada pelos estudos na área de saúde sexual e reprodutiva feminina, nupcialidade e fecundidade – como acesso a serviços de saúde da mulher, planejamento da fecundidade e intenções reprodutivas. Os estudos dela transitam pelas diversas temáticas que área possui e se apoiando em análises micro e macro e de nível regional, nacional e internacional.

MFC: O que te motivou a estudar o tema?

Juliana Vasconcelos: o interesse que marca minha trajetória acadêmica de estudar temáticas relacionadas à saúde sexual e reprodutiva feminina. Entender como as mulheres decidem (de forma racional ou não) sobre número de filhos e se elas conseguem implementar essa preferência.

MFC: O que é ser cientista na área de Demografia?

Juliana Vasconcelos: o demógrafo estuda as mudanças nos componentes da dinâmica populacional, a saber, mortalidade, fecundidade e migração. Essas são as variáveis responsáveis pelo crescimento da população e determinam se essa mudança ocorre em maior ou menor intensidade/velocidade.

MFC: Quais contribuições sua tese deixa para essa área da ciência?

Juliana Vasconcelos: os resultados encontrados são um relevante subsídio para a implementação tanto de políticas de desenvolvimento regional como de saúde sexual e reprodutiva, igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável para a fronteira. Em um cenário mundial em que as mulheres têm tido cada vez menos filhos, estudar regiões onde a fecundidade demorou mais a cair ou ainda se mantém relativamente alta, é importante entender o contexto, as motivações e os fatores associados a ela.

O post Pesquisa analisa gravidez e maternidade em fronteira agrícola apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Plantio do grão-de-bico no Norte de Minas

Notícias da FAPEMIG - sex, 18/01/2019 - 18:25

A produtividade do grão-de-bico no semiárido do Norte de Minas Gerais é quase cinco vezes maior que a média mundial. É o que mostrou uma pesquisa conduzida no Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG, pelo professor Cândido Alves da Costa. “A produtividade média mundial é de aproximadamente 1.200 kg por hectare. Nos nossos ensaios, chegamos a 5.200 kg por hectare”, conta o pesquisador.

Confira, no Ondas da Ciência:

Mercado para o grão-de-bico

Rico em fibras e proteínas, o grão-de-bico vem ganhando espaço no mercado nacional. Hoje, o brasileiro consome cerca de 8 mil toneladas da leguminosa por ano. Apesar disso, é uma cultura nova no agronegócio brasileiro. Os primeiros plantios comerciais foram feitos em 2016, em Goiás. Hoje, a leguminosa é cultivada também no Distrito Federal, no Mato Grosso, em Minas Gerais e na Bahia.

A demanda por informações técnico-cientificas para a cultura do grão-de-bico, aliada à necessidade de diversificação das culturas no Norte de Minas Gerais, incentivou a pesquisa desenvolvida no ICA UFMG. “A tendência é aumentar cada vez mais a produção, pois é uma commoditie, além do consumo interno que é crescente. Os grãos possuem ainda alto valor nutritivo e são bastante valorizados”, afirma Cândido Alves da Costa.

Segundo o pesquisador, há uma grande demanda pelo grão de bico em outros países. “Então é um produto que rapidamente entra na via de exportação. Comparativamente à cultura do feijão, o grão-de-bico possui um menor preço de produção e quase o dobro do preço de prateleira”, diz.

Adaptação no Norte de Minas Gerais

O primeiro passo da pesquisa foi estabelecer a melhor época de plantio da leguminosa na região. Para isso, foram feitos ensaios em Montes Claros, Janaúba e Januária, em épocas diferentes e com sementes de alto vigor. Os pesquisadores analisaram o desenvolvimento da cultura, da semeadura à colheita. Os resultados foram melhores para o plantio em períodos de temperaturas amenas com um pouco de umidade, com sua maturação e colheita no inverno, durante a seca.

A agricultura no Norte de Minas Gerais é basicamente irrigada, especialmente no período do inverno. Assim, a cultura do grão-de-bico surge como interessante alternativa ao produtor, por não demandar muita água no seu ciclo. “Há de se ressaltar ainda as possibilidades de transformação do grão-de-bico na indústria alimentícia. Por exemplo, enlatados, embalados, pré-cozidos, petiscos, farinhas e pastas, entre outros. Isso que abriria o leque de possibilidades de comercialização para o produtor”, lembra Cândido da Costa.

Características do grão-de-bico
  • Planta leguminosa pertencente ao grupo Pulses, que engloba as sementes secas de plantas leguminosas como ervilha, lentilha e feijão;
  • Originário do Oriente Médio, mais precisamente das regiões da Síria e da Turquia;
  • Planta de clima frio e seco, mas que se adapta em em regiões de clima tropical, especialmente no o inverno;
  • Apresenta uma cultura rústica, exigindo menor quantidade de água que outras leguminosas, com ocorrência de poucas pragas e doenças;
  • O ciclo da cultura é de aproximadamente 120 dias.

O post Plantio do grão-de-bico no Norte de Minas apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Arqueologia do lixo: como o modo de vida do belo-horizontino mudou em 40 anos

Notícias da FAPEMIG - qui, 17/01/2019 - 20:59

Pesquisadores e arqueólogos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão unidos no estudo da doutoranda Vanúzia Amaral para fazer a interpretação dos costumes e modo de vida dos moradores de Belo Horizonte a partir do lixo acumulado há mais de 40 anos. Eles pretendem analisar as bacias do antigo aterro sanitário da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), localizado na rodovia BR-040, divisa com Contagem, e que esteve ativo entre 1975 e 2007.

Antes de chegarem às escavações, os pesquisadores percorreram caminhos e “embrenharam” em matas do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, no Bairro Horto, na capital, onde descobriram, de forma inusitada (por funcionários da jardinagem), que a cidade usava o local como um depósito de lixo entre as décadas de 1930 e 1960.

Leia também

Lá, em uma clareira, os arqueólogos encontraram diversos tipos de vidros, louças e cerâmicas datadas das primeiras décadas de Belo Horizonte. Os materiais tinham diversas espessuras, mas o que despertou a curiosidade dos pesquisadores era o fato de a grande maioria das louças serem brancas e algumas terem origem no Rio de Janeiro.

Os vidros foram encontrados em todos formatos e tamanhos e serviam para conter materiais e medicamentos que hoje usam plástico como recipiente. Alguns utensílios, como mamadeiras, tinteiros, pentes de bolso, frascos de leite de magnésio, água oxigenada e seringas também foram achados em vidro.

Além disso, algumas peças de cerâmica evidenciavam atores sociais pouco registrados na história, que são crianças. Segundo Maria Jacqueline Rodet, a cor branca das louças demonstrava o período higienista em que a cidade foi fundada.

“Diferente de Ouro Preto, Belo Horizonte pretendia ser limpa, organizada e planejada. Como o branco é uma cor padrão para limpeza, na qual se pode detectar sujeiras de longe, foi muito usado à época”, diz Rodet.

O comportamento também se assemelhava com o de povos do interior de Minas Gerais, que usavam penicos, por exemplo. Destaca-se também as garrafas de bebidas, como Coca-Cola, a qual passou a ser presente nas décadas de 1950 e 1960.

Contudo, estes pequenos depósitos espalhados pela capital, como o Parque Jacques Costeau (Região Oeste), o Gameleira, a região da Mata da Baleia e o Horto foram desativados após a tragédia ocorrida no “Lixão do Morro das Pedras”, entre 1972 e 1973, em que várias pessoas morreram.

A criação da SLU e o aterro da rodovia BR-040

A partir da necessidade de centralizar o descarte de resíduos longe da cidade, a Prefeitura criou a SLU em 1974 e o aterro sanitário da BR-040 no local da antiga Fazenda Coqueiros. Ali, nos primeiros anos, Belo Horizonte despejava cerca de 250 toneladas por dia.

Aterro sanitário da BR-040 – Foto William Araújo – Minas Faz Ciência

De acordo com Vanúzia Amaral, até o momento da desativação deste aterro unificado, em 2007, eram recebidas, apenas de lixo doméstico, 2000 toneladas de resíduos. Entretanto, deve-se considerar a proporção de cobertura da SLU à época, que era bem menor que a de hoje – a qual se aproxima de 98%.

A tese de doutorado de Vanúzia aborda os anos entre 1975 e 2007 – período de funcionamento do aterro. Na primeira etapa do estudo, os pesquisadores escavaram, em abril de 2018, a bacia da década compreendida entre 1975 e 1985 e retiraram 1,5 tonelada de materiais.

As amostras foram lavadas, secadas, separadas por tipo e analisadas. Em resultados preliminares, Vanúzia destaca que o hábito do belo-horizontino mudou muito rapidamente entre o fim da década de 1960 e o início da década de 1970.

O plástico, que era raro nos outros pequenos depósitos espalhados pela cidade, agora era predominante. Embalagens de todos tipos foram encontradas e a quantidade de marcas apontava padrões de consumo.

Leites e margarinas apresentaram poucas marcas nas amostras. Assim como o vidro foi encontrado em espessuras menores do que no depósito do Bairro Horto, os frascos agora eram menos.

Jornal encontrado na primeira escavação – Fonte Vanúzia Amaral

Os metais, apesar da indústria de base já estar estabelecida no Brasil, eram ferrosos e não foram encontrados alumínios e nem recipientes de aço. As latas de cerveja, óleo e outros produtos eram feitas de ferro.

Todavia, o que intrigou os pesquisadores foi a durabilidade de materiais, considerados até então, de rápida degradação. Jornais, medicamentos e alimentos, como um bife, foram achados nas amostras, o que, segundo Vanúzia, acende o alerta para a forma como consumimos e descartamos o que consideramos inofensivo para a natureza.

São previstas três novas escavações, que servirão para estudarem as décadas de 1980, 1920 e 2000. Desde 2007, o aterro da rodovia BR-040 está desativado e tem, atualmente, 12 bairros no entorno. O lixo da cidade de Belo Horizonte é destinado, hoje, ao aterro de Macaúbas, em Sabará.

 

O post Arqueologia do lixo: como o modo de vida do belo-horizontino mudou em 40 anos apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Pesquisa na Antártica é tema de exposição do Museu Nacional

Notícias do CNPq - qui, 17/01/2019 - 18:02
Pesquisa do projeto PALEOANTAR, apoiada pelo CNPq por meio do Proantar, compõe a exposição "Quando Nem Tudo era Gelo - Novas Descobertas no Continente Antártico", organizada pelo Museu Nacional. É a primeira após o incêndio.
Categorias: Pesquisa

Pesquisadores de Minas estudam transmissão de energia sem fio

Notícias da FAPEMIG - qua, 16/01/2019 - 10:13

Dois grandes desejos: carregar o celular sem precisar de fios ou conexões e receber internet em alta velocidade no mesmo cabo da energia elétrica. Nenhum deles se tornou ainda realidade, mas são demandas que instigam pesquisadores em busca de soluções tecnológicas e inteligentes. Há pesquisas desenvolvidas nessas duas áreas que já contam com testes em pequena escala e têm expectativa de chegar ao grande público.

Cientistas do Mestrado em Engenharia Elétrica Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) desenvolvem um método para reaproveitamento de energia eletromagnética utilizando rectennas (dispositivo composto por uma antena e um circuito retificador). A ideia é criar uma tecnologia para a transmissão de energia sem fio, reaproveitando a energia eletromagnética já existente no ambiente.

Trata-se da concepção de um Sistema para Reaproveitamento de Energia Eletromagnética (SREE), usando rectennas. O projeto dá continuidade a um estudo já em desenvolvimento.  Em fase anterior, os pesquisadores conseguiram realizar o carregamento de uma bateria de celular, alimentar sensores de presença e
temperatura, além de um relógio digital.

Os próximos passos são o desenvolvimento de modelagem matemática da rectenna, realizar projeto, simulação e construção das antenas e circuitos. Ademais, serão realizados testes, verificando a funcionalidade, eficiência e aplicabilidade do sistema desenvolvido.

Caso o carregamento de celular sem fios se torne realidade, haverá além da facilidade para o consumidor, uma redução de problemas associados ao descarte de baterias e as perdas elétricas devidas ao uso de fios e conexões.

Relembrando…

A revista Minas Faz Ciência mostrou um projeto de rede inteligente da Cemig que visa potencializar o uso dados redes instaladas da empresa, para experimentar transmissão simultânea de energia elétrica e comunicação de dados em banda larga. Sim: trata-se da possibilidade de, no mesmo cabeamento, transportar internet e luz à casa das pessoas.

Para isso, seriam usados cabos condutores especialmente integrados, com fibras ópticas em seu núcleo. Por meio de um projeto-piloto, a rede sinérgica já funciona em escala real na UniverCemig, em Sete Lagoas, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Saiba mais:

Com informações da Assessoria de Imprensa do CEFET-MG

O post Pesquisadores de Minas estudam transmissão de energia sem fio apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Nature Communications publica artigo de ex-bolsistas

Notícias da Capes - ter, 15/01/2019 - 14:42

Ex-bolsistas da CAPES, tiveram sua pesquisa publicada na edição de novembro da prestigiada revista científica Nature Communications. O artigo, escrito por Carolina Cavalieri, doutora em Ciências/Farmacologia Bioquímica e Molecular pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Ricardo Gomez, doutor em Patologia Bucal pela Universidade de São Paulo (USP), fala de um método alternativo para o tratamento das lesões ósseas maxilares sem intervenção cirúrgica, processo que segundo os pesquisadores, é “destrutivo e recorrente”.

O artigo “TRPV4 and KRAS and FGFR1 gain-of-function mutations drive giant cell lesions of the jaw”, é um estudo inédito que traça o perfil genético de tumores dos ossos maxilares, apontando mutações que podem se tornar possíveis alvos terapêuticos em casos agressivos da doença. A pesquisa gera um impacto na classificação clínica das lesões de células gigantes dos maxilares.

Ambos os pesquisadores foram bolsistas da CAPES nas modalidades Pós-Doutorado e Estágio Sênior. Ricardo Gomez diz sentir-se responsável em “devolver” ao seu país tudo o que recebeu: “aprendemos diversas metodologias no campo da Biologia Molecular e suas aplicações no estudo do câncer que serão bastante úteis no treinamento de recursos humanos no Brasil. Isso implicará diretamente na melhor qualidade dos trabalhos que desenvolvemos em nosso laboratório na UFMG”.

{youtube}YD_Abc2x7ak{/youtube}

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CCS/CAPES

Categorias: Pesquisa

Pesquisadores mineiros defendem investimentos públicos em infraestrutura

Notícias da FAPEMIG - ter, 15/01/2019 - 07:00

A deficiência de investimentos em infraestrutura constitui um dos maiores gargalos ao crescimento econômico sustentado e ao aumento da produtividade no Brasil.

Os pesquisadores Victor Medeiros e Rafael Saulo Marques Ribeiro, da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da UFMG, afirmam isso em ensaio premiado em concurso promovido pelo jornal Valor Econômico e pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede no Chile.

Victor Medeiros é graduado em Economia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e cursa mestrado no Cedeplar/UFMG. Professor da Face, Rafael Ribeiro é formado pela UFMG, tendo mestrado na Unicamp e doutorado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Clique aqui para ler o documento na íntegra.

Os autores afirmam que a existência de uma fonte de financiamento pública torna-se crucial para a retomada do crescimento da renda, do emprego e da redução das desigualdades sociais.

Tal fonte, argumentam, deve ser capaz de “atuar de maneira anticíclica, garantindo o financiamento de projetos de infraestrutura de importância estratégica para o país em momentos de recessão econômica e escassez de financiamento privado”.

Para eles, as carências em termos da oferta, qualidade e acessibilidade dos transportes, energia e telecomunicações advêm, dentre outros fatores, de longos anos de baixos investimentos nos setores envolvidos.

No ensaio, a dupla cita dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), segundo os quais, no ano de 2016, “com a crise, os investimentos em infraestrutura no Brasil chegaram à marca próxima de 1,7% do PIB, enquanto no ano de 2017 ficaram em torno de 1,5% do PIB, um dos menores níveis de investimento em infraestrutura da história do país”.

Ao lembrar que esse panorama de escassez nem sempre foi a realidade ao longo da história no Brasil, os autores comentam que o período 1930-1979 foi caracterizado por elevados níveis de investimentos em infraestrutura no país (5,42% do PIB), com extensiva participação do setor público.

Imagem meramente ilustrativa via Pixabay

Crescimento com igualdade

Com o tema O futuro do crescimento com igualdade no Brasil, o concurso de ensaios foi lançado em uma parceria entre o jornal Valor Econômico e a Cepal, por ocasião do aniversário de 70 anos da entidade, fundada em 1948.

Segundo o jornal,

Medeiros e Ribeiro enfatizam a relevância dos investimentos em infraestrutura para reduzir a desigualdade de renda e a pobreza: “A expansão de serviços básicos de infraestrutura traria melhores perspectivas de emprego e salário via seu efeito positivo sobre a produtividade do trabalho em todos os setores da economia”.

Puderam ser submetidos “textos originais com uma contribuição ao debate brasileiro sobre o futuro do crescimento econômico, acompanhado de redução de desigualdades”, como anunciou o jornal em julho do ano passado.

Entre os 31 ensaios inscritos, dois receberam o prêmio principal: o dos pesquisadores da UFMG e o texto Igualdade, justiça e crescimento no Brasil, de Marcelo Curado e Virginia Laura Fernández, professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Confira aqui a lista dos premiados. Via.

O post Pesquisadores mineiros defendem investimentos públicos em infraestrutura apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Ex-bolsista CAPES é premiada em Lisboa

Notícias da Capes - seg, 14/01/2019 - 16:51

A ex-bolsista da CAPES, Manaíra Aires Athayde, recebeu o Prêmio Mário Quartin Graça 2018, na categoria melhor tese de Ciências Sociais e Humanas, por seu trabalho “Ruy Belo e o Modernismo Brasileiro. Poesia, Espólio”.

Conforme registrado pelo júri do Prêmio, a tese vencedora “é um estudo de grande qualidade que, através de uma análise minuciosa e profunda, consegue identificar os autores do modernismo brasileiro que o poeta português leu e o modo como os acolheu na sua escrita”, como consta na ata da cerimônia, realizada em Lisboa, ao fim de 2018.

A premiada pesquisa foi desenvolvida no doutorado em Materialidades da Literatura, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com o apoio de bolsa do Programa de Doutorado Pleno no Exterior, estabelecida de 2012 a 2016.

O apoio da CAPES “me possibilitou fomentar várias relações e parcerias entre instituições brasileiras e portuguesas, bem como fortalecer e projetar estudos literários e culturais sobre o Brasil no cenário internacional”, enfatizou Manaíra Athayde.


Tese
O trabalho investiga como determinadas características, práticas e temáticas da literatura brasileira se encontram na construção dos discursos poético e crítico do escritor português Ruy Belo, procurando perceber também o seu interesse por certos aspectos culturais e político-sociais brasileiros.

A tese “dá a conhecer o rico espólio de um dos mais importantes poetas portugueses do século XX, com o objetivo de revelar quais autores brasileiros ele leu e como os incorporou em sua produção poética”, explica a pesquisadora.

Na pesquisa, a poesia de Ruy Belo é lida em articulação com as obras de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Jorge de Lima, sobressaindo a sua forte ligação com a obra poética de Manuel Bandeira.

“Este é um trabalho que nos leva a compreender mais sobre a nossa cultura, a nossa sociedade, a partir do diálogo com outros universos culturais, num mundo em que se torna cada vez mais importante estarmos abertos para estabelecer conexões, partilhas, intercâmbios”, destaca a Manaíra Athayde.

Prêmio
A honraria, concedida pela Casa da América Latina em Portugal, pretende estimular a formação de pesquisadores latino-americanos e portugueses em temas de interesse mútuo para Portugal e a América Latina. Nesta, que é a 9ª edição, a premiação recebeu o maior número já registrado de inscrições, 119, com teses de Portugal, Brasil, México, Argentina, Colômbia, Cuba, Equador, Honduras e Peru.

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'CCS/CAPES

Categorias: Pesquisa

Traumas geram sofrimento e crescimento pessoal para bombeiros

Notícias da FAPEMIG - seg, 14/01/2019 - 10:36

Não é muito difícil imaginar que a natureza do trabalho dos bombeiros gera estresse e, muitas vezes, traumas a esses militares. Eles lidam com pessoas gravemente feridas, mortas, em situação de dor e desespero. Por isso, a ciência já concluiu que todos esses elementos são fatores risco para a saúde mental deles. Além disso, enfrentam uma organização de trabalho com relações e pressões muito complexas, o que também os coloca em teste.

No entanto, você já parou para pensar o quanto o contato com essas cenas chocantes podem causar mudanças significativas na vida desses militares? Podem fazê-los repensar valores, mudar a forma de encerar o mundo e a percepção de si mesmos? Este é um dos temas de pesquisa do capitão Eduardo Lima, psicólogo do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e pesquisador no Núcleo de Estudos Saúde e Trabalho (NEST) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele trabalha com uma equipe dentro da corporação de da universidade.

O capitão estuda há mais de 10 anos formas de adoecimento na corporação, saúde mental desses profissionais e, mais recentemente, o crescimento pós-traumático no setor de emergências. As pesquisas apontam que, por um lado a vivência no trabalho pode adoecer os militares – causando perda de sono e ansiedade. Por outro, os fazem mudar de vida, passando a valorizar ou dar atenção a coisas que antes não eram muito importantes, o que pode ser caracterizado como crescimento pessoal. À medida que o capitão Eduardo Lima foi estudando o tema, passou a observar o fenômeno na corporação.

“O crescimento pós-traumático é consequência da vivência de situações traumáticas de morte e risco de morte. Na literatura, os estudos cresceram na década de 1990 mostrando que esses eventos servem não só como fator de risco para o estresse pós-traumático, mas também como elemento para predispor as pessoas ao rumo que elas dão na própria vida. A mudança mais positiva foi convencionada como crescimento pós-traumático, cujo desfecho é uma alteração de filosofia de vida. Há relatos de que após ver situações de risco de morte, passa-se a valorizar a convivência com amigos e família, ou a dar valor ao que considera mais essencial e menos supérfluo. Existem também mudanças de natureza religiosa, algumas pessoas aprofundam em crenças ou dão mais importância à religião”, explica o pesquisador.

Sofrimento e crescimento

Por mais paradoxal que pareça, o estresse e o crescimento pós-traumático não são mutuamente excludentes, conforme explica o capitão Eduardo Lima. “Uma pessoa pode viver um trauma, ter sintomas de adoecimento e crescimento. Ela pode ter pesadelos, ansiedade, palpitação, sudorese, ficar sobressaltada e assustada. Ao mesmo tempo pode começar a repensar tudo, se aproximar de pessoas que tinha deixado de lado, traçar metas de vida mais significativas. A doença pode mudar os rumos no sentido de crescimento”.

Ainda de acordo com o pesquisador, o que há de mais comum entre o estresse e o crescimento pós-traumático é o efeito na visão que a pessoa tem de si e do mundo. “Quando presencia dor em um evento traumático, se depara com algo que não queria ver, não cogitava. Por isso, se força a revistar uma série de coisas. O trauma gera sofrimento e crescimento”, afirma.

Saúde mental ao longo do tempo

Um dos projetos de pesquisa realizados pelo capitão Eduardo Lima e equipe é o “Crescimento Pós-Traumático em bombeiros: coping e saúde no setor de emergências”, com fomento da FAPEMIG. Nesse caso, são usados métodos epidemiológicos com questionários de saúde aplicados a uma amostra da população de bombeiros em Minas Gerais.

Além dos inquéritos, os pesquisadores usam dados de medidas objetivas da própria instituição como, por exemplo, número de afastamentos por licença que podem indicar adoecimento. “As medidas quantificáveis nos ajudam a investigar a relação entre exposição a situações traumáticas e o desfecho disso para o profissional. São avaliados elementos do trabalho que podem influenciar a saúde, tanto no caso do estresse quanto no crescimento”, afirma o capitão Eduardo Lima.

A pesquisa tem uma metodologia longitudinal, cuja coleta e mensuração de dados se dá ao longo do tempo. Quer dizer que um mesmo militar poderá responder ao questionário mais de uma vez deixando seu autorrelato para os pesquisadores. Esse método é necessário para avaliar a exposição do bombeiro em momentos diferentes da vida profissional e entender as relações de causalidade.

“O momento A é na primeira semana de trabalho, quando entram na instituição e ainda não atenderam a nenhuma ocorrência. Eles ficam recolhidos para treinamento antes de ter contato com o dia a dia de bombeiros. Depois ,fazemos nova avaliação de dois em dois anos. São pesquisas baseadas no critério de tempo de serviço e na frequência que vivenciam situações no trabalho”, detalha o pesquisador.

“A gente vai caracterizando o perfil de exposição como, por exemplo, nível de participação em desastres naturais de dois em dois anos. Ao final de oito anos, é possível saber se a pessoa exposta a essas situações tem saúde mental pior, melhor ou não difere daquelas que não passaram por tantos eventos”.

Foto: Divulgação/CBMMG/Agência Minas

Desfecho

Os resultados da pesquisa ainda não estão prontos. O questionário aplicado tem 20 perguntas que incluem assuntos relacionados ao crescimento pós-traumático. Os militares respondem sobre forma de ver o mundo, mudanças espirituais, relações interpessoais. Os pesquisadores agora estão analisando os dados específicos dos bombeiros em Minas.

“O que se sabe é que o crescimento é muito frequente em profissionais de emergência: Samu, médicos de Pronto Atendimento, bombeiros e policiais. O desfecho é comum, segundo a literatura da área. Quanto mais trauma, mas crescimento desenvolvem”, conclui o pesquisador. No próximo mês, haverá nova etapa de colega de dados.

Pesquisa dentro e fora da universidade

O capitão Eduardo Lima destaca a importância do desenvolvimento de pesquisas fora do ambiente das universidades, uma prática que ele considera “incipiente e incomum”. “Tive trajetória dentro da universidade e sei das diferenças em pesquisar lá e numa instituição como os Bombeiros”. Ele é psicólogo formado pela UFMG e desenvolveu estudos sobre problemas neurológicos na graduação e no mestrado.

Depois disso, tomou um rumo profissional fora da universidade atuando como psicólogo por um tempo. Logo após, ingressou no Corpo de Bombeiros, quando decidiu voltar a desenvolver pesquisas, mas desta vez, com temáticas ligadas à experiência como psicólogo da instituição. Por isso, no doutorado estudou estresse pós-traumático nos bombeiros, mais especificamente, como os militares lidavam com situação de trauma e morte e também o quanto administravam os fatores de risco ligados a organização do trabalho dentro da corporação.

“A forma como o trabalho é organizado é um fator de risco. É menos evidente, mas com consequências noviças. As pressões, relações com as pessoas, autonomia e formas de reconhecimento”, explica.

Um dos questionários de pesquisa, usados no doutorado do capitão Eduardo Lima, acabou se tornando instrumento de avaliação periódica da saúde mental do Corpo de Bombeiros, denominado Programa de Saúde Ocupacional (PSO). Todos os militares passam por avaliação médica, psicológica e odontológica a cada dois anos. “Parte da minha pesquisa virou uma política pública dentro da instituição”, se orgulha. Por isso, ele considera fundamentais as pesquisas desenvolvidas também fora das universidades.

O post Traumas geram sofrimento e crescimento pessoal para bombeiros apareceu primeiro em Minas Faz Ciência.

Categorias: Pesquisa

Trabalho de bolsista é reconhecido na Espanha

Notícias da Capes - sex, 11/01/2019 - 17:17

Especialista em Formação Avançada para Consultores em Finanças, a bolsista da CAPES, Rosinele Oliveira, apresentou em Madri, Espanha, um trabalho que discute a gestão de políticas públicas que promovem o desenvolvimento local. Sua apresentação foi feita durante o congresso do Grupo de Investigación em Gobierno, Administración y Politicas Publicas (GIGAPP), e teve foco nos Programas brasileiros de Aquisição de Alimentos (PAA) e Nacional de Alimentação escolar (PNAE). O evento ocorreu entre os dias 24 a 27 de setembro de 2018.

O trabalho despertou o interesse de outros pesquisadores. Até o evento, a pesquisa restringia-se a uma análise de municípios de pequeno porte do estado do Pará. Depois da apresentação, a bolsista recebeu o convite para fazer um doutorado sanduiche na Espanha: “Em janeiro de 2019 iniciarei a pesquisa de campo na Espanha. Será feita uma abordagem relacionando Brasil (Amazônia) e Espanha. Isso só é possível de ser feito graças ao apoio da CAPES”, afirma.

O interesse de Rosinele pelo assunto vem de uma proximidade com o tema: ela nasceu no município de Baião (PA), cuja base econômica está alicerçada na agricultura familiar. Ali, são as políticas públicas que contribuem para a promoção do desenvolvimento local. Seu trabalho discute a gestão dos programas PAA e PNAE em nível municipal, e pretende mostrar qual a contribuição para o desenvolvimento local, ao mesmo tempo em que busca compreender quais as dificuldades de aquisição de alimentos provenientes da agricultura familiar.

Segundo dados do IBGE de 2018, a agricultura familiar representa 70% a 90% dos estabelecimentos agropecuários do país. No Brasil, atualmente, estamos na terceira geração de políticas públicas voltadas para a agricultura familiar e os programas citados, além de criarem mercados protegidos para este segmento, servem como referência no enfrentamento à pobreza para diversos países.

Sobre a GIGAPP
O Grupo de Investigación em Gobierno, Administración y Politicas Publicas (GIGAPP), surgiu em 2010, baseado em valores de abertura, rigor, conhecimento aplicado e inovação. Com quase mil pesquisadores em sua rede de governo, gestão pública e análise de políticas públicas, o GIGAPP é uma comunidade de pesquisa consolidada que desenvolve continuamente atividades de pesquisa, ensino, extensão acadêmica e assistência técnica.

{youtube}cHg1tCXAgB4{/youtube}

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CCS/CAPES

Categorias: Pesquisa

FGV convida para o V Colóquio de Pesquisa Aplicada

Notícias da Capes - sex, 11/01/2019 - 17:04

A Fundação Getulio Vargas (FGV) convida para a quinta edição do seu Colóquio de Pesquisa Aplicada que acontecerá nos dias 20 e 21 de agosto de 2019, no Rio Janeiro.

No evento, Carlos Ivan Simonsen Leal, presidente da Fundação, discutirá sobre a importância das atividades de pesquisa aplicada para o desenvolvimento socioeconômico no país. Temas como, a avaliação e mensuração de impactos de pesquisa, avaliação das políticas públicas na área da educação e segurança pública no Brasil, também serão abordados.

Além de representantes do governo federal, o encontro terá a participação de órgãos de fomento à pesquisa, pesquisadores de universidades e think tanks nacionais e internacionais.

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CCS/CAPES

Categorias: Pesquisa

Páginas

Subscrever DCC agregador - Pesquisa